jul
29

No show “Pelos Caminhos do Som”, Ana Costa faz um recorte vibrante da obra lusófona do mestre Martinho da Vila, compositor eclético, pesquisador incansável dos variados ritmos brasileiros e considerado o embaixador da música brasileira dos países de língua portuguesa. A proposta do show – a ser realizado nos dias 2 e 3 de agosto, com entrada franca, no Espaço Furnas Cultural - é chamar a atenção para a importância da criação de Martinho, que propôs o chamado “traço de união” entre as nações de língua portuguesa, misturando sambas que estão no imaginário de todo nós com canções que foram menos divulgadas.

A cantora Ana Costa fala (e canta!) com propriedade o repertório de Martinho, tamanha é a identificação que desenvolveu com a obra do pai das cantoras Mart’nália, Analimar Ventapane e Maíra Freitas, também pianista, amigas de Ana de longa data.

“Esse show foi pensado à partir do CD ‘Lusofonia’, lançado em 2000, no qual Martinho exalta a música e a cultura dos países lusófonos, mas também exalta as belezas do nosso país. São composições de Angola, Moçambique, Portugal e Timor Leste que o Martinho releu e criou versões. É fato que vemos alguma semelhança entre as músicas deles e a nossa e o show é resultado desse flerte do Martinho. Desde os anos 80, ele viaja todos os anos para esses e outros países de língua portuguesa a fim de garimpar as suas preciosidades sonoras”, diz Ana Costa.

No roteiro, “Fazendo as malas” (de Martinho e Rildo Hora), “Samba dos ancestrais” (dele com a saudosa Rosinha de Valença), a recente “Filosofia de vida” (feita a seis mãos com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), as famosas “Odilé odilá” (parceria dele com João Bosco, que Ana Costa regravou no Sambabook do Martinho), “Traço de união” (mais uma da dupla Martinho/ João Bosco), “Canta canta, minha gente” e “Madalena do Jucú”, uma versão dele para uma cantiga de domínio público. Esta última foi registrada no clássico “O canto das lavadeiras”, de 1989, um disco inspirado no folclore brasileiro. A faixa que nomeia o projeto, “Pelos caminhos do som”, também saiu desse elepê antológico.

A cantora estará acompanhada por Julio Florindo (contrabaixo e direção musical), Maurício Massunaga (no violão, na guitarra e no bandolim), Alessandro Cardozo (no cavaquinho), Daniel Félix (na percussão) e André Manhãs (na bateria). A direção artística e a concepção musical são de Bianca Calcagni e Ana Costa. Belmira Comunicação faz a assessoria de imprensa.

ANA COSTA EM “PELOS CAMINHOS DO SOM”
QUANDO: dias 2 (sábado), às 20h, e 3 de agosto (domingo), às 19h
ONDE: Espaço Furnas Cultural – Rua Real Grandeza, 219, em Botafogo
QUANTO: Entrada franca, com retirada de senhas no local a partir das 14h dos dias dos shows. É obrigatória a apresentação de documento com foto

Foto de Rodrigo Fávera

jul
14

Entre os dias 18 de julho e 1 de agosto, o Festival Terra do Rap (www.terradorap.com) será realizado nas unidades do SESI de Duque de Caxias, Macaé, Campos de Goytacazes, Itaperuna e Centro do Rio. Integrante do X-Tudo Cultural, patrocinado pelo Sistema FIRJAN, o evento foi pensado para agregar o conhecimento da cultura hip-hop de maneira transversal e intertextual à história da cultura urbana, promovida entre países que falam a língua portuguesa.

Esta segunda edição do Terra do Rap vai apresentar 13 artistas do movimento hip-hop oriundos de 6 cidades (Luanda, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Lisboa e Porto) e 3 países (Angola, Brasil e Portugal). A partir dos eventos que integram o público ao intercâmbio entre os rappers é proposta uma análise a respeito da importância do movimento hip-hop nas Comunidades de Países da Língua Portuguesa (CPLP), a partir de workshops e performances artísticas realizadas nas unidades do SESI-RJ.

Estamos felizes de realizar novamente o Festival Terra do Rap, que começou pequenininho no ano passado e volta agora, com mais visibilidade. As nossas principais motivações são fomentar a indústria criativa e estimular a fruição da cultura urbana lusófona. Também temos como meta promover o debate sobre as transformações da nossa língua sob a ótica do rap e propiciar o diálogo entre artistas de países onde o português é o idioma oficial”, resume Vinicius Terra, criador do evento, rapper e sócio da REPPRODUTORA, que está à frente dessa festa do hip-hop do Brasil, de Portugal e de Angola.

Vinicius (foto acima) conta como escolheu os artistas. “Avaliei a relevância e o discurso de cada artista no seu país de origem. Todos têm histórias de vida e arte interessantes. A Kid MC, por exemplo, mobilizou 20 mil pessoas numa praça de Angola, às 4h30 da madrugada, para autografar CD. Já o português Sam The Kid, líder do Orelha Negra, é o maior rapper de Portugal e estamos negociando com ele desde a primeira edição do Terra do Rap”, diz o idealizador e diretor musical do festival, considerado pelos seus pares o embaixador do rap lusófono no Brasil.

O Terra do Rap vai se dividir em três momentos:

  • Caravana Rap Lusófono (entre 18 e 25 de julho) – rappers conversam com o público sobre seus processos criativos, ministram workshops de produção artística e realizam pocket shows com artistas locais nas unidades do SESI;
  • Fita Misturada Ao Vivo (entre 28 e 31 de julho) – todas as atrações do festival apresentam um show inédito e fazem uma mixtape ao vivo para celebrar a união entre as três nações. O show, no dia 31 (SESI Centro, das 19h às 22h), é resultado de 3 encontros dentro de um estúdio, a serem realizados nos dias 28, 29 e 30 de julho;
  • Feira de Vinil (1 de agosto) – feira ao ar livre para amantes do vinil, com a presença de dezenas de expositores, vendendo raridades a preços acessíveis. Ao longo do dia, a feira ocupará a Rua Pedro Lessa encerrando ao festival, com a presença de deejays e rappers, além do lançamento do CD “Projecto BPM”, formado por nomes de destaque dos três países.

As atrações da segunda edição do Festival Terra do Rap serão: Eva Rapdiva e Kid MC (de Angola); De Leve, Don-L, Funkero, Nino Leal, Rodrigo Ogi e Vinicius Terra (do Brasil); Capicua, Mundo Segundo, Sam The Kid e Sr. Alfaiate (de Portugal). A grande novidade será o lançamento do primeiro CD do grupo Projecto BPM, formado há um ano, numa turnê em Portugal, por representantes de três países da CPLP: o brasileiro Vinicius Terra, o português Mundo Segundo e o luso caboverdiano Sr. Alfaiate. O nome significa ‘Brasil Portugal Misturados’, mas também pode ser entendido como uma brincadeira com a sigla de ‘Batidas Por Minuto’.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

1.    CARAVANA RAP LUSÓFONO – Workshop / showcase sobre o processo criativo dos rappers dos três países, com a presença de artistas locais. A Caravana Rap Lusófono contará com conversas sobre o processo criativo dos rappers, workshops de produção literária/musical e participação especial de artistas locais em pocket shows.

  • 18 de julho, das 19h às 21h – SESI Duque de Caxias: Bob-X será o artista da região;
  • 23 de julho, das 14h às 17h – SESI Macaé: Marte será o artista da região;
  • 24 de julho, das 20h às 22h – SESI Campos de Goytacazes: Ellen Corrêa será a artista da região;
  • 25 de julho, das 20h às 22h – SESI Itaperuna: Suspeitos na Mira são os artistas da região;
  • Nos quatro encontros, os artistas do intercâmbio serão: Eva RapDiva (Angola), Vinicius Terra (Brasil) e Sr. Alfaiate (Portugal)

2.    FITA MISTURADA AO VIVO – 13 artistas de destaque na cena do rap do Brasil, de Portugal e de Angola, apresentam um show inédito elaborado para a ocasião, feito uma mixtape criada ao vivo, para celebrar a união entre as nações da língua portuguesa; o show do dia 31 de julho, a ser realizado no SESI Centro, é resultado de 3 encontros dentro de um estúdio, que acontecerão nos dias 28, 29 e 30. A Fita Misturada será o ponto alto do Festival Terra do Rap. Em 2013, o Terra do Rap homenageou um dos criadores do hip-hop, o DJ Afrika Bambaata, que esteve presente fazendo um DJ set para a surpresa do público presente após a homenagem.

  • No dia 1 de agosto, das 17h às 21h, na Rua Pedro Lessa (quarteirão entre as Avenidas Rio Branco e Graça Aranha: Feira de Vinil: exposição / venda / troca
  • Desafio de Poesia com: Spoken Word e Slam Poetry;
  • Dança com: Funkeados Crew e convidados;
  • Música com: Projecto BPM, Moustrack e convidados, CCRP e convidados e DCP e convidados;
  • Deejays: Saddam, Soul, Ambassodors, MB Groove e Tamy Reis
  • Mestre de cerimônia: Sistah Mo Respect.

 

jul
14

O Festival Terra do Rap, realizado entre 18 de julho e 1 de agosto em cinco unidades da rede SESI-RJ, vai fazer um intercâmbio entre Angola, Brasil e Portugal. Leia um pouco sobre cada rapper convidado para estrelar esta segunda edição do evento:

ANGOLA

EVA RAPDIVA (LUANDA)
Começou a fazer rap em Portugal com apenas 12 anos e, aos 15, já estava entre as mcs mulheres mais respeitadas na cena “tuga” pelos fãs de freestyles. No improviso com rimas combativas, que ganhou o seu espaço no rap em Portugal, deixando clara que a sua espontaneidade é o seu maior característica e aquilo que a define como artista. Em abril deste ano demarcou território em seu país de origem ao lançar a mixtape “Rainha Ginga do Rap”.


KID MC (LUBANGO-HUÍLA)
Nascido na Província de Huila, Angola, em 1986, conviveu desde a infância com a guerra civil instalada em seu país. Influenciado por seus irmãos, passou a interessar-se pelo rap, tendo como referência rappers americanos. Popular entre os adeptos do Movimento Angolano, em 2009, foi a vez da mixtape “Breves considerações”, que consolidou o nome do rapper junto ao grande público, após ter alcançado o topo das paradas musicais das rádios. Contundente em suas letras, Kid MC rebusca a essência do verdadeiro hip-hop.

BRASIL

BOB-X (RIO DE JANEIRO)
Mc Bob-X é, essencialmente, um poeta do rap. Nascido e criado na Baixada Fluminense, faz composições que são reflexos da realidade vivida. O rapper que ganhou fama nas rodas por seu lirismo e ironia, lançou sua primeira demo em 2006 e logo gerou muita expectativa no underground. Mas Rodrigo Fernandes, como todo jovem de periferia, teve sua vida revirada e isso o afastou do RAP e de BOB-X, seu alter ego. Lança EM 2014 a mais aguardada mixtape da cena underground Hip-Hop a “Império [BF]” e o ep ”Império [BXD]”.

DON-L (FORTALEZA)
Recém radicado em São Paulo, o MC de Fortaleza apareceu no jogo do rap com o grupo Costa a Costa, que lançou em 2007 a mixtape “Dinheiro, Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa”, um dos discos mais importantes da história do rap nacional. Descoberto por Hermano Vianna, o grupo se apresentou na Central da Periferia, de Regina Casé, entre outros programas, e faturou o Prêmio Hutúz em duas edições.

VINICIUS TERRA (RIO DE JANEIRO)
Transformou a dura realidade do quente subúrbio da Pavuna, no Rio de Janeiro, em experiência para lidar com as questões sociais. E assim se tornou um artista singular, mas com ações plurais: movimentando a cultura hip-hop para uma perspectiva mais ampla. Vinicius Terra é rapper, articulador de cultura urbana do Rio de Janeiro e graduado/licenciado em Letras (Português e Literaturas de Língua Portuguesa). No ano passado lançou o primeiro songbook de rap que se tem notícia entre os países de Língua Portuguesa.

DJ NINO LEAL (RIO DE JANEIRO)
Carioca, já dividiu palco com grandes artistas como O’ Rappa, Lauryn Hill, Akon, e Joss Stone. Como compositor destaca-se para a “realidade carioca“. Desde janeiro de 2010 é o principal instrutor do Red Bull Favela Beats, de Vigário Geral. Atualmente faz parcerias com artista de Funk Danny Saxofunk e o projeto de Stanley Neto Eletrosax.

FUNKERO (RIO DE JANEIRO)
Cria do Jardim Catarina, em São Gonçalo, município conhecido pelo alto nível de criminalidade, FUNKERO é capaz de transformar em poesia a violenta e surrealista vida nas vielas do Rio d e Janeiro. O elo perdido entre o funk carioca e o rap, domina o enigma das ruas da metrópole com precisão de samurai. Acelerado no raciocínio, seu estilo é despejar um sem número de ideias por minuto, com uma capacidade inata para o improviso. Foi finalista das maiores batalhas de MC’s – “versão contemporânea” do repente, conquistando visibilidade ao redor do país ao participar de eventos de rua a programas de TV.

DE LEVE (RIO DE JANEIRO)
O niteroiense Ramon Moreno foi um dos fundadores do seminal coletivo Quinto Andar antes de se lançar em carreira solo com o nome que fez sua fama: De Leve. Um dos rappers brasileiros mais influentes desse século, De Leve mantém o humor ácido e o sarcasmo que tornam suas críticas sociais bem humoradas ainda mais agudas. A leveza (turum-tss!) do seu estilo ajudou a quebrar barreiras, ampliando significativamente o seu público.

RODRIGO OGI (SÃO PAULO)
Mais conhecido pelo seu nome artístico Ogi, é um rapper brasileiro e também integrante do grupo Contrafluxo. Nascido em São Paulo, começou a rimar em 1994, mas acabou abandonando o hobby para entrar no grafite. Retornou para o rap em 2003 e, em 2010, foi indicado na categoria “Rap” no VMB da MTV. Em 2011 lançou o álbum “Crônicas da Cidade Cinza”.

PORTUGAL

SR. ALFAIATE (LISBOA)
Foi no subúrbio de Carcavelos que ele travou conhecimento com a arte do turntablism. Todos os domingos, na década de 1990, reunia os amigos em casa para aprimorar sua arte nos toca-discos. E foi ali que Nelson Duarte tornou-se o Nel’Assassin – codinome esse que surgiu devido à sua habilidade como deejay e ser um exímio exterminador de oponentes em campeonatos. Produtor musical e beatmaker, alçou voos como artista em países como Inglaterra, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Brasil e Angola, entre outros. Acumulando em seu currículo parcerias e colaborações com artistas de diversos lugares do mundo… Muito além do hip-hop em Portugal.


CAPICUA (PORTO)
Nascida na cidade do Porto, Capicua (do catalão “cap i cua”, que significa cabeça e cauda) é Ana Matos Fernandes. Aos 15 anos descobriu o hip-hop, primeiro através do graffiti, depois pelas rimas em cassetes, até chegar aos microfones. Algures entre a escola e a universidade, do Porto para Lisboa, estuda sociologia e faz um doutorado em Barcelona.


SAM THE KID (LISBOA)
Elevando a arte de samplear a um patamar nunca antes atingido no passado pela grande maioria dos compositores portugueses, Sam The Kid é facilmente reconhecido como estar no topo dos talentos das novas gerações de produtores. Sendo constantemente convidado por outros artistas para dar a sua contribuição, tanto na mestria das suas rimas, como em beats, Sam eleva bastante a arte de DIY com seus recursos. É atualmente um dos expoentes do hip-hop português.

MUNDO SEGUNDO (PORTO)
Mundo Segundo é uma figura incontornável do hip-hop português, atuando como rapper, beatmaker e produtor. Com 20 anos de carreira, já fez 3 mixtapes solo e criou e produziu diversos eventos que impulsionaram o Rap em Portugal, alguns a bordo de grupos que ajudou a criar, como o Real Companhia e o respeitadíssimo Dealema. Nascido em Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal, é incensado em todo o território lusitano, sobretudo em Lisboa, capital do país.

A REPPRODUTORA
Fundada em 2007 no Rio de Janeiro, A REPPRODUTORA (Ritmo E Poesia Produtora) promove ações de cultura urbana com foco no investimento em capital humano e no fomento à indústria criativa. Eventos, shows, palestras, workshops, campeonatos e oficinas, sobretudo, à luz da cultura hip-hop. Com o intuito de gerar o intercâmbio no tocante à criação artística e integração de mercado entre os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) no segmento de cultura urbana, tornando assim numa constante que, sobretudo, aproxima nosso principal público-alvo (crianças, adolescentes e jovens) ao gosto pela pesquisa e ao enriquecimento não somente no tocante à cultura local, mas pela história da lusofonia em contato com as múltiplas estéticas do hip-hop.

FESTIVAL TERRA DO RAP, SERVIÇO
QUANDO: de 18 de julho a 1 de agosto
ONDE: Em cinco unidades SESI-RJ

TEATRO SESI – CAXIAS
Rua Artur Neiva, 100 – 25 de Agosto – Duque de Caxias
CAPACIDADE: 220 lugares
INFORMAÇÕES: (21) 3672.8341

TEATRO SESI – CENTRO
Av. Graça Aranha, 1 – Centro – Rio de Janeiro
CAPACIDADE: 350 lugares
INFORMAÇÕES: (21) 2563.4163 / (21) 2563.4164

TEATRO SESI – CAMPOS
Av. Deputado Bartolomeu Lysandro, 862 – Jardim Carioca – Campos
CAPACIDADE: 204 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 2101.9024 / (22) 2101.9000

TEATRO SESI – ITAPERUNA
Av. Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 – Pres. Costa e Silva – Itaperuna
CAPACIDADE: 252 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 3811.9219 / (22) 3822.9200

TEATRO SESI – MACAÉ
Alameda Etelvino Gomes, 155 – Riviera Fluminense – Macaé
CAPACIDADE: 197 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 2791.9256 / (22) 2791.9214

QUANTO: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A Feira do Vinil terá entrada franca.
E MAIS: a censura é de 16 anos

jul
02

Saulo Duarte e a Unidade (Pará), Ian Ramil (Rio Grande do Sul) e Ava Rocha (Rio de Janeiro) serão os próximos nomes a se apresentar na terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até outubro de 2014, no Oi Futuro Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural da cidade.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows entre 13 de junho e 25 de outubro. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Em julho, será a vez de reunir jovens talentos do Pará, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, nesta ordem. Saulo Duarte ressaltou que esse “vai ser nosso primeiro show no Rio de Janeiro e eu fico muito feliz que seja no palco do Levada Oi Futuro, um projeto disposto a ouvir novos sons. Será um prazer lançar nosso segundo álbum para ouvidos tão atenciosos”. Ian Ramil é outro que está exultante: “O Levada Oi Futuro proporcionou que eu vá com a banda completa até o Rio pra lançar meu disco. Isso é raro pra artistas independentes e em começo de carreira. Agradeço e torço pra que dure por muitos anos”, diz o jovem.

Ava Rocha pensa que o Levada Oi Futuro “é uma plataforma que tem uma certa estrutura e isso é muito importante numa cidade que carece de incentivos na área musical e que poderia ser a capital da música. Ações como essa engrandecem a cidade e dão um exemplo que outras empresas poderiam seguir. A curadoria (do Jorge Lz, que me convidou para o projeto) também me parece ser muito democrática, antenada com esse momento de aberturas e fortalecimento”.

SAULO DUARTE E A UNIDADE – 11 e 12 de julho
Nascido em Belém, criado em Fortaleza e radicado em São Paulo, o cantor e compositor Saulo Duarte, à frente da banda A Unidade traz forte influência da música do Norte do país – e essa influência pode ser sentida nos elementos tradicionais do carimbó e da guitarrada, que é feita de uma forma original contemporânea. O afropop e o reggae complementam as referências da banda, que virá ao Rio para lançar o seu segundo álbum, “Quente”.

Produzido por eles mesmo e por Mauricio Tagliari, e gravado no estúdio YB Music , o disco tem a participação especial de Felipe Cordeiro, Manuel Cordeiro, Curumin, Luí, Ceruto and Luis de la Hoz (Cuba), David Hubbard (Guiana Francesa) e Alex Tea (Estados Unidos). No Levada Oi Futuro, Saulo Duarte (guitarra e voz) vai se apresentar acompanhado por João Leão (teclados), Túlio Bias (percussões), Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria) e Igor Caracas (percussões).

IAN RAMIL – 18 e 19 de julho
Equilibrar ironia e melancolia parece ser marca típica dos Ramil, talentoso clã musical da MPB. Esse DNA depura-se no álbum de estreia do seu novo representante: Ian Ramil, 28 anos, que toca e compõe desde os 11 anos. Disponível em CD, LP e download gratuito no site do artista (www.ianramil.com), o disco foi gravado em Buenos Aires, produzido por Matias Cella (que trabalhou com Jorge Drexler) e masterizado por Tom Baker – que já cuidou de obras de Nine Inch Nails e Jorge Drexler, da trilogia Matrix e de filmes de David Lynch.

Filho do cantor e compositor Vitor Ramil e, portanto, sobrinho de Kleiton e Kledir, Ian vai se apresentar ao lado dos argentinos Guilherme Ceron (baixo), Martin Estevez (bateria), Lorenzo Flach (guitarra), Jaime Freiberger (trompete), Julio Rizzo (trombone) e do brasileiro Pedro Dom (piano e clarinete). Eles tocarão todas as músicas do disco, entre elas “Suvenir”, “Cabeça de painel” e “Transe”, e outras ainda inéditas. Assista ao primeiro clipe do disco: http://migre.me/k5ook

AVA ROCHA – 25 e 26 de julho
“Ava Patrya Yndia Yracema”, produzido por Jonas Sá (que abriu essa terceira edição do Levada Oi Futuro), é o segundo disco da cantora e compositora Ava Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha. Nas palavras da própria artista, “o show é quente, é musical, é performático, é transe, é eletrizante, é amor, é marasmo, é sonho, é vontade, é desejo, é ardor, é rock, é jazz, é preto, é índia, é rocha, é memória, é latino, é mestiço, é coração, é mel, é ava, é patrya, é yracema. É reviravolta, é revolução, é morte, vida, transmutação”.

No palco do Oi Futuro de Ipanema, Ava vai mostrar inéditas de seu novo disco, que mistura músicas próprias e de compositores como Negro Leo, Domenico Lancelotti e Jonas Sá. A cantora estará acompanhada por Thomas Harres (bateria e percussões), Pedro Dantas (baixo elétrico), Eduardo Manso (synths e eletrônicos) e Marcos Campello (guitarra e violão).

O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas.

jun
25

Isaar foi escolhida para encerrar o primeiro e bem sucedido mês da terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até novembro de 2014, no Oi Futuro em Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural do Rio de Janeiro.

“Não há um projeto semelhante ao Levada Oi Futuro no Rio de Janeiro, em extensão, reconhecimento, abrangência e longevidade”, aponta Rafael Oliva, diretor de Programas e Projetos do Oi Futuro. “Estamos chegando a três anos de apoio a uma plataforma de lançamento de música nacional contemporânea, dando espaço a novos artistas bem como lançamentos de álbuns nos mais diversos sotaques do país, com dois shows por semana durante cinco meses”, pontua.

A cantora, compositora e instrumentista pernambucana Isaar vai se apresentar na próxima sexta e sábado, dias 27 e 28 de junho. Para ela, que fez apenas três shows solo na cidade, é uma oportunidade e tanto. “O convite para cantar no Levada Oi Futuro coincidiu com o disco estar quase pronto. Estou muito feliz de participar porque o Levada é a porta do Rio de Janeiro para quem faz música bacana pelo Brasil”, avalia.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows até novembro.

Para cantar a poesia urbana de Pernambuco
Passados cinco anos após o lançamento do premiado “Copo de espuma”, Isaar desta vez carrega a poesia urbana do Nordeste em sua garganta. “Todo calor”, o álbum que a cantora, compositora e instrumentista pernambucana lançará no Levada Oi Futuro nos dias 27 e 28 de junho, configura a voz remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional de Recife como uma artista universal e cidadã urbana.

Após liberar o álbum para download gratuito no site www.isaar.com.br, Isaar vai mostrar em Ipanema o repertório de “Todo calor”, um conjunto de onze canções executadas pelos músicos Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone. A poesia urbana de Pernambuco – elemento presente nos dois últimos álbuns de Isaar – é um tema constante no novo trabalho onde a cantora interpreta composições dos poetas Zizo e França, dos músicos Cassio Sette e Graxa e do paulista Beto Villares. A direção musical é da própria Isaar, conhecida por sua atuação nas bandas Comadre Fulozinha e DJ Dolores & Orquestra Santa Massa.

O Levada Oi Futuro é realizado no Oi Futuro de Ipanema, que fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos.

jun
17

A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani volta ao Rio de Janeiro para mostrar, pela primeira vez, o repertório autoral do álbum “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Os shows serão nos dias 20 e 21 de junho, sexta e sábado, às 21h, no Levada Oi Futuro, realizado no Oi Futuro de Ipanema. Este disco, o segundo da artista, chegou às lojas em outubro de 2013 e está disponível para download no seu site oficial www.veronicaferriani.com e à venda nas principais lojas do ramo e plataformas de comercialização musical.

“Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio” é a frase que dá nome ao segundo disco de Verônica, composto integralmente por canções autorais, escritas entre 2011 e 2012, produzido por Marcelo Cabral (Criolo) e Gustavo Ruiz (Tulipa) e gravado em 2013, no Estúdio El Rocha. “Esse disco nasce do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só recentemente tive motivos e inspiração para compor. Virou um vício. Passei um desses processos mais intensos de reflexão e revisão interior e ali as músicas foram surgindo”, explica a cantora.

Foram 28 canções finalizadas, das quais 11 foram escolhidas para o disco. Entre si, elas têm em comum o mais universal dos temas (o amor!), sob o recorte irônico dos diferentes papeis vividos por cada um em seus relacionamentos. A parceria com Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz aconteceu pela primeira vez em 2007, quando gravaram juntos o Som Brasil, especial da TV Globo em homenagem a Ivan Lins. Cabral participou das gravações do primeiro e homônimo disco de Verônica, lançado em 2009. A união com Gustavo trouxe frescor à parceria. A nuance pop impressa por ele no álbum, alinhada à sofisticação e o experimentalismo trazidos por Marcelo dão forma a este “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”.

Além dos produtores, talentosos músicos da nova geração paulistana, como Guilherme Held, Sergio Machado, Pepe Cisneros, Mauricio Takara, Regis Damasceno, Mauricio Badé, Paulinho Viveiro e Edy do Trombone, completam o time responsável pela sonoridade ardente do álbum. A cumplicidade entre cantora e músicos fica clara nos arranjos pensados coletivamente, com produtores, vocalista e banda participando ativamente do processo criativo de cada canção.

Mas é, acima de tudo, um disco autoral. Verônica exprime o que sente e pensa de forma sincera e espontânea, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música é emocionada. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e neste momento lançar um disco todo autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, comenta.

Sobre as faixas

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre o álbum, “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e acabou recebendo influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Em “Zepelins”, canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores.

Candidata a hit, “De boca cheia” é a letra mais passional do álbum. Interpretação verborrágica e arranjos envenenados fazem a cama para a letra em que provoca: “Ajoelha e não reza, não atende às expectativas da mulher / que te espera acordada, abatida, confusa / e ainda ouve meias verdades / porque você nunca soube o que é intimidade”.

Trilha sonora sedutora, “Ele não volta mais” emerge de um mergulho confessional da cantora. À galope, chega “Era preciso saber”, quinta faixa do álbum que fala da importância de compreender as rupturas e aprender a estar só, se reinventar.

Romântica, “À segunda vista” fala dos reencontros e de uma relação mais consciente e profunda com as situações e personagens da vida. Letra e arranjos se firmam no violão bucólico de Régis Damasceno, dimensionando com exatidão o tamanho da canção.

Escrita no final de 2010, momento em que Verônica se reaproximou do violão, “Dança a menina” manifesta a personalidade um tanto anti-heróica, recorrente no disco, e que, de certa forma, se opõe à personagem segura e cheia de si exaltada nos dias de hoje. É a canção mais pop, relaxada e solar do álbum.

“Não é não” traz clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante, “a la Lanny Gordin”, do músico Guilherme Held e na letra bem-humorada da cantora e compositora.

Autêntica canção brasileira, “Esvaziou” permeia o universo da música rural, íntimo para Verônica, que nasceu no interior de São Paulo. Guitarra e baixo fraseiam juntos os refrões, dando tom libertino à “C’est la vie”. Quase um bônus track, “Lábia palavra” passeia pelo contexto em parte doloroso do nordeste brasileiro. Nua e crua, encerra o álbum.

No palco, se apresenta ao lado do baixista Marcelo Cabral (que assina a produção do álbum e a direção musical do espetáculo), além dos músicos Guilherme Held (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (guitarra e violão). 

O Levada Oi Futuro acontece no palco do Oi Futuro de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, 54 / 2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas sentadas.

jun
09
  • De junho a novembro, 14 artistas das cinco regiões do país vão tocar no Oi Futuro Ipanema
  • Desde 2012, o Levada já promoveu 80 shows de 40 novos artistas da cena nacional
  • A estreia da terceira edição será em 13 de junho com Jonas Sá e o inédito “BLAM! BLAM!”

Entre junho e novembro de 2014, o palco do Oi Futuro de Ipanema vai brilhar com a terceira edição do Levada Oi Futuro, projeto que vem apresentando, desde 2012, algumas das melhores promessas musicais do país. Sabe aquele cantor sensacional que lota os shows na sua cidade, seja ela Belém, Florianópolis ou Brasília, ou, ainda, aquela mineira ou baiana talentosíssima que nunca soltou a voz para o público carioca? São essas estrelas do amanhã que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada – o projeto em si já têm vez garantida no calendário cultural do Rio de Janeiro.

“A missão para esse ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil. Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows até novembro.

SOBRE AS EDIÇÕES ANTERIORES
Celeiro de novas tendências musicais e berço de gêneros como samba, choro e bossa nova, o Rio de Janeiro lucra significativamente com o Levada Oi Futuro. Um dos objetivos do projeto é ampliar as opções culturais da metrópole, oferecendo shows de qualidade a preços populares e num teatro bem equipado e localizado. Promover o intercâmbio artístico e estimular o gosto pela diversidade da cultura brasileira também são assuntos que interessam às equipes da Zucca Produções e do Instituto Oi Futuro, realizador e apoiador, respectivamente, da mostra contemporânea.

Em 2012, foi a vez de apresentar artistas como Siba (PE), Lucas Santtana (BA), Bixiga 70 (SP), Filipe Catto (RS), Metá Metá (SP), Lirinha (PE), Ellen Oléria (DF) e o anfitrião Pedro Luís, convidado a lançar seu disco de estreia solo no encerramento da primeira edição do projeto. Em 2013, a aposta foi em nomes menos conhecidos e altamente promissores, entre eles Phill Veras (MA), Carne Doce (GO), Juvenil Silva (PE), Letto (RN), Thiago Amud (RJ) e César Lacerda (MG), além das presenças já conhecidas de Vitor Araújo (PE), Vulgue Tostoi (RJ), Cris Braun (RS/ AL) e Léo Cavalcanti (SP), todos se lançando em novos desafios. Alguns desses artistas nunca haviam tocado no Rio de Janeiro até serem convidados pelo Levada Oi Futuro.

O jovem cantor e compositor Brunno Monteiro, que arremessou o seu “Ecos da rua” em junho de 2013, é um dos entusiastas do Levada Oi Futuro. Diz ele: “Lançar um disco com a estrutura e visibilidade que o festival permite é uma exceção que eu comemoro todo dia, desde que rolou. Fora o palco, fora a produção, a mídia que ele me permitiu, uma das coisas mais valiosas que ganhei foi estar entre os 20 principais nomes da cena nacional, em termos de relevância. E isso só rola dessa maneira porque é sabido que o Levada tem um cuidado de curadoria incansável. Preza, o tempo todo, pela qualidade dos artistas, por jogar luz não no que estourou, obrigatoriamente, mas no que, dentro do entendimento dessa curadoria, pode ir adiante”.

ESTREIA COM JONAS SÁ, VERÔNICA FERRIANI E ISAAR
A edição de 2014 será inaugurada com shows do cantor e compositor carioca Jonas Sá nos dias 13 e 14 de junho; da cantora e compositora paulista Verônica Ferriani nos dias 20 e 21 de junho; e da cantora, compositora e instrumentista pernambucana Isaar nos dias 27 e 28 de junho. Jonas considera um privilégio entrar nessa seleção inicial. “Já namoro o Levada de outras edições! Lançar o “BLAM! BLAM!” abrindo um projeto que conhece e reconhece as diversas cenas musicais que estão rolando no Brasil é perfeito e é uma honra!”, exulta o músico.

“O Rio já foi a minha segunda casa. Músicas como ‘Zepelins’ e ‘Dança a menina’ nasceram durante as minhas andanças pela cidade. Voltar agora para lançar este disco autoral, dentro de um projeto valioso como o Levada Oi Futuro, é significativo e simbólico. É uma volta às origens e, certamente, a algumas de minhas inspirações”, adianta Verônica. Para Isaar, que fez apenas três shows solo na cidade, é uma oportunidade e tanto. “O convite para cantar no Levada Oi Futuro coincidiu com o disco estar quase pronto. Estou muito feliz de participar porque o Levada é a porta do Rio de Janeiro para quem faz música bacana pelo Brasil”, avalia.

JONAS SÁ, em 13 e 14 de junho
Após o lançamento de “Anormal”, seu elogiado primeiro disco, o cantor e compositor pop carioca Jonas Sá passou a criar músicas de maneira mais fragmentada, gravando com a voz melodias e letras em seu próprio celular. Essas ideias, que vão da soul music à canção francesa, foram tomando forma até se tornarem o rascunho perfeito deste seu segundo disco, “BLAM!BLAM!”, que será pré-lançado na estreia da terceira edição do Levada Oi Futuro! O par de shows também celebra a primeira década de carreira do artista

A fim de remontar o complexo quebra-cabeça sonoro do álbum, o show “BLAM! BLAM!” conta com uma enorme banda, formada por bateria, percussões mpcs, naipes de metais, synths, baixo e guitarra. Entre os músicos dessa pequena orquestra que acompanha Jonas ao vivo estão Rafael Rocha (Tono) nas percussões, Eduardo Manso (Rabotnik) nos samplers e na guitarra, o baterista Thomas Hares e o baixista Pedro Dantas – ambos da Abayomi Orquestra.


VERÔNICA FERRIANI, em 20 e 21 de junho
A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani volta ao Rio de Janeiro para mostrar, pela primeira vez, o repertório autoral do álbum “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, que chegou às lojas em outubro de 2013 e está disponível para download no site www.veronicaferriani.com. Ao todo, as onze faixas escritas entre 2011 e 2012 têm em comum o mais universal dos temas (o amor!), sob o recorte irônico dos diferentes papeis vividos por cada um em seus relacionamentos. Verônica exprime o que sente e pensa de forma sincera e espontânea, e envolve o ouvinte com sua voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções.

Ela cantou samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio de Janeiro e de São Paulo, depois gravou um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e agora surpreende lançando um disco autoral. No Oi Futuro de Ipanema, Verônica vai se apresentar ao lado de Marcelo Cabral (baixista, produtor do disco e diretor musical do show), Guilherme Held (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (guitarra e violão). Assim como Jonas Sá, este show também comemora os primeiros dez anos de carreira de Verônica Ferriani.

ISAAR, em 27 e 28 de junho
Isaar está de volta! E passados cinco anos após o lançamento do premiado “Copo de espuma”, desta vez ela carrega a poesia urbana do nordeste em sua garganta. “Todo calor”, o álbum que a cantora, compositora e instrumentista pernambucana vai lançar no Levada Oi Futuro nos dias 27 e 28 de junho, configura a voz remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional de Recife como uma artista universal e cidadã urbana.

Após liberar o álbum para download gratuito no site www.isaar.com.br, Isaar vai mostrar em Ipanema o repertório de “Todo calor”, um conjunto de onze cancões executadas pelos músicos Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone. A poesia urbana de Pernambuco, elemento presente nos dois últimos álbuns de Isaar, é um tema constante do seu novo trabalho. Nele, ela interpreta composições dos poetas Zizo e França, dos músicos Cassio Sette e Graxa e do paulista Beto Villares. A direção musical é de Isaar, conhecida por sua atuação nas bandas Comadre Fulozinha e DJ Dolores & Orquestra Santa Massa.

SERVIÇO LEVADA Oi FUTURO

Artista que abre o projeto: Jonas Sá
Local: Oi Futuro
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54/3º andar – Ipanema
Dias 13 e 14 de junho, sexta e sábado às 21h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade de público por sessão: 92 pessoas
Informações:
Oi Futuro – (21) 3201-3010 / Zucca Produções – (21) 2556-5265 / (21) 98527-0270

mai
28

Grandes perdas promovem grandes mudanças. Nos últimos três anos e meio, venho me modificando através da prática do budismo e de leituras algo filosóficas. Aos pouquinhos, sabe? Em janeiro, diante de mais um episódio crucial da vida, fui socorrida pela massagem que cura muito além do corpo da Gabriela Machado. Fui nela por sugestão da Cris Jacques que, por sua vez, chegou lá pelas mãos da Naila Oliveira. O que seria da gente sem esses amigos fundamentais?

Gabi virou uma grande amiga e me levou à mãe dela, Mya Silva, nova moradora do Rio de Janeiro. Vamos começar um tratamento ainda mais profundo, de limpeza e transformação, modificando corpo e alma. Penso que estou recebendo tantas bençãos dessas bruxinhas que senti uma vontade imensa de compartilhar essa experiência multiplicada por dois (no caso, duas!) com vocês. Assim nasce hoje o Eureca! – diário de uma transformaçãoVamos ao post de estreia?

mai
21

No próximo sábado, Leila Pinheiro vai receber dois bambas no palco do Imperator, onde apresentará, pela primeira vez no Méier, o seu novíssimo show “Eu canto samba”, que faz um passeio por alguns dos melhores sambas de todos os tempos.

Numa conversa inspirada com a cantora, ela falou sobre a expectativa de compartilhar os aplausos com Sombrinha e Pedro Miranda. Sobre o veterano, Leila revelou:

“A música do Sombrinha me arrebata desde sempre, e até mesmo quando eu nem sabia que a música era dele. Parava pra ouvir e lá estava o nome dele ao lado dos seus parceiros craques. É bamba, é mestre e no palco é uma delícia, se diverte, se encanta. Uma honra e renovada alegria cantar junto com ele dois dos seus sambas mais bonitos”, comentou a intérprete, feliz por levar este show ao bairro onde, nos idos de 1970, João Nogueira fundou o Clube do Samba, legendário reduto de sambistas e apaixonados pelo gênero.

Pedro Miranda estava nascendo quando o pagode comia solto nos quintais do Méier. Mais tarde, ele também caiu de amores pelo batuque e na noite deste sábado, 24 de maio, será um dos convidados especiais do “Eu canto samba”. Leila se derreteu em elogios ao jovem artista, com quem combinou as vozes recentemente, num show em Madureira:

“Pedrinho Miranda, Pedro-semente, suingue, bom humor, paixão afinadíssima e escancarada pela música. Nos demos bem, de cara! Fomos juntos pro Parque de Madureira e nos divertimos cantando “De conversa em conversa”, clássico na voz doce de Dóris (querida) Monteiro. O bate-bola com ele me deixa doida e agora vamos nos juntar com Sombrinha cantando um Almir Guineto arrasador!!! Salve Pedro Miranda que anda de skate no meu coração!!!”.

Torcendo para chegar logo o momento de ver – e, sobretudo, escutar – esses três ao vivo!

EU CANTO SAMBA, de Leila Pinheiro com Sombrinha e Pedro Miranda
QUANDO:
sábado, 24 de maio, às 21h
ONDE: Imperator (Centro Cultural João Nogueira) – Rua Dias da Cruz, 170, no Méier
QUANTO: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) na plateia sentada e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada) na pista
E MAIS: Classificação 16 anos

mai
21

“Fiquei muito feliz com tudo. O que mais me comoveu foi o carinho que recebemos em cada show. Fomos muito bem tratados pelos contratantes e pelo público que desconhece minhas canções e, ainda assim, escuta com atenção, se emociona, pede bis e ainda arrisca cantarolar os refrões com aquele sotaque gringo charmoso.

Em Braga, fizemos um show acústico na inauguração de um espaço lindo e super moderno chamado El Planet no dia da Revolução dos Cravos. Este dia, 25 de abril, é muito importante para história dos portugueses e o grupo Encontros da Imagem nos proporcionou uma noite linda cheia de artistas visuais e formadores de opinião. Dividimos esta noite com uma banda muito original chamada Throes + The Shine, formada por duas bandas que se juntaram. Fiquei super fã do trabalho deles, os cantores são dois angolanos que arrebentam cantando e dançando ao som de um kuduro com uma pegada rock’n roll e arranjos conceituais super interessantes. No final, saímos todos para jantar e combinamos de fazer algo juntos.

Participamos de um festival em Paris sensacional, no Jardin d’Acclimatation. Quando fui convidado já sabia que era um evento bacana pelos artistas que participariam, como Ed Motta e Thiago Petit, mas não tinha noção do quanto estava sendo bem divulgado. Logo que chegamos vimos a publicidade do Festival Sensacional Brasil no metrô. No dia seguinte, vimos propaganda em vários lugares e ficamos bastante empolgados com isso. No dia da minha apresentação choveu bastante, o que nos deixou apreensivos, achando que o público não fosse comparecer. Felizmente, estávamos enganados e foi a coisa mais linda ver aquela gente toda debaixo de seus guarda-chuvas vibrando com a gente.

No final do show muitos discos foram vendidos, vários contatos foram feitos e pintou um convite simpático para tocar num evento de artistas contemporâneos chamado La Art de Rien. Neste evento, toquei minhas músicas com Fabrício Signorelli (guitarra) e Giovani Mazziotta (baixo, violão e programações) e cantei também clássicos do Jorge Ben numa jam session formada ali na hora por músicos franceses excelentes.

A noite mais especial desta tour foi no Grand Palais, com a inauguração do painel Guerra e Paz, do Portinari, que ganhou um show acústico do grande bandolinista Hamilton de Holanda e, em seguida, o show do mestre João Donato (na foto, comigo ao fundo, de Fernanda Peruzzo). Minutos antes da minha participação ainda me beliscava pra ver se não estava sonhando… Fiquei ali na coxia, atrás do palco meio abobalhado com toda aquela situação. Estava em Paris, representando o meu país junto, com aqueles caras que são verdadeiras lendas vivas: João Donato, Robertinho Silva, Arismar do Espírito Santo e Raul Mascarenhas. E, ainda por cima, estava cantando minha parceria com o Donato… Eram muitas emoções pra uma noite só.

Respirei fundo e dei três pulinhos pra São Longuinho não me deixar perder nenhuma palavra da letra que eu mesmo fiz mas que, naquela altura, poderia me faltar. Pronto, meu problema havia sido resolvido. No instante em que dei os três pulinhos, a ansiedade passou e uma coragem grande bateu no meu peito. Donato me apresentou como parceiro da próxima música e grande amigo (sim, fui promovido de “vizinho” para “grande amigo”!) Ele me deixou super à vontade, brincou com meu nome e até me deu a chance de praticar meu francês macarrônico. O público ficou animadíssimo com a nossa música e o Donato, todo o pessoal da produção e os outros músicos ficaram muito felizes com minha performance. De surpresa ainda me convocaram pro bis. Foi uma noite inesquecível. Pra completar fomos agraciados com a presença do escritor Luis Fernando Veríssimo, que eu adoro, no show e no camarim.

Fechei minha tour em Lisboa com um show acústico no Horiginal, tocando minhas músicas inéditas e já anunciando meu disco novo que será lançado este ano no Brasil. Ainda tive a surpresa de ser assistido por um compositor, cantor e produtor brasileiro que adoro, o Gui Amabis.

Voltei pro Brasil com a sensação de dever cumprido. Pode até ser clichê, mas foi exatamente isso que senti quando as portas da aeronave se fecharam anunciando a minha volta pra casa.

Um abraço, já em solo brasileiro, do Mihay”

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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