mar
10

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

* Letra e música do Moska *

mar
08

O saxofonista Henrique Band se apresenta no Almanaque do Samba-Jazz na próxima terça, dia 9 de março, com seu hepteto e a participação especial do pianista Antonio Adolfo (foto), que está radicado em Miami e vem ao Brasil exclusivamente para fazer estes shows. A série está em cartaz no CCBB até 30 de março. No roteiro, temas como “Nanã” (Moacir Santos e Mario Telles), “Jangal” (Orlandivo e Rubens Bassini), “Peter Samba” (Durval Ferreira e Maurício Einhorn), “Você” (Rildo Hora e Clovis Mello) e “Céu e mar” (Johnny Alf). De Antonio Adolfo, entram os antológicos “Cascavel” e “Tema 3-D”; e de Henrique Band, “Praça da Bandeira” e “Antonio”, gravados no elogiado álbum ‘Caleidoscópio’.

Na quarta semana da série, Paulo Moura é o convidado do trio liderado pelo jovem pianista David Feldman. O penúltimo encontro reúne o gaitista Mauricio Einhorn e o Sambajazz Trio, formado por Kiko Continentino ao piano, Luiz Alves ao contrabaixo e Clauton “Neguinho” Sales em inusitada combinação de trompete e bateria. E o show que encerra a série é conduzido pela Almanaque Samba-Jazz Band, criada especialmente para o projeto, tendo o saxofonista argentino Hector Costita como convidado especial do quarteto formado pelo pianista Rafael Vernet, o contrabaixista Guto Wirtti, o baterista Rafael Barata e Eduardo Neves nos sopros.

Os shows acontecem às terças-feiras, em dois horários: às 12h30 e às 19h. Com ingressos a preços populares (R$ 6), a série relembra como o samba-jazz uniu a sofisticação do jazz a elementos do samba na criação de uma sonoridade brasileira, rica harmonicamente, rítmica na essência e vibrante na execução. “Com este Almanaque ao vivo espero que se compensem em parte o esquecimento do samba-jazz na memória da música brasileira e a atual indisponibilidade dos fonogramas gravados por estes músicos há 50 anos, a maioria fora de catálogo, o que torna difícil o acesso e acaba dando a falsa impressão que este som é elitista”, explica Edison Viana.

mar
04

Por apresentar todas as noites grandes nomes do jazz americano, o Village Vanguard ganhou fama e prestígio em Nova York. E o mais importante: manteve os mesmos predicados ao longo desses 75 anos em atividade, completados em 23 de fevereiro último, graças ao espaço que sempre ofereceu aos melhores jazzistas daquele país. É exatamente nesse espírito que o piano-bar Lapinha abre suas portas. No lugar do jazz, entra em cena a música brasileira, seja contemporânea ou tradicional, cantada ou instrumental. A divulgação é minha!

Lapinha é a primeira e única casa de shows dedicada à MPB no bairro carioca, fortemente associado ao renascimento do samba e choro há uma década e, na verdade, boêmio em sua gênese. Com petiscos e drinques saborosos, palco aconchegante, ótimo sistema de som, instrumentos novinhos em folha e uma programação impecável, o piano-bar será inaugurado com festa na noite de 10 de março. Sob os holofotes, Leny Andrade e Nei Lopes, juntos para convergir num show a musicalidade da Zona Sul e da Zona Norte cariocas com tempero latino.

“O Lapinha será uma casa única e pioneira. Seu compromisso é inverter a lógica que norteia as casas de show, hoje limitadas à simples divulgação da produção musical”, afirma a flautista e produtora Tereza Quaresma. “E nós queremos mostrar grandes nomes da música nacional como o público nunca viu, num ambiente íntimo, despojado e aberto à criação”, instiga ela, que tem como sócios o pesquisador e crítico musical Hugo Sukman, o produtor Luís Pimenta e o maestro Ruy Quaresma.

O quarteto escolheu esse nome por dois motivos: pela referência carinhosa ao bairro onde a casa está localizada e, principalmente, por causa da cantora lírica e atriz Joaquina Maria da Conceição Lapa, brasileira que fez muito sucesso em Lisboa no final do século XVIII, e ficou conhecida como Lapinha. É ela quem aparece na logomarca da casa, assinada pelo artista gráfico Mello Menezes. Ruy Quaresma explica, com graça e alegria, a criação de Menezes:

“Na ausência de registros iconográficos, o artista acendeu uma vela, tomou um gole de marafu e, em profundo transe, aguardou o contato de Lapinha. Mas, segundo ele, por um problema de conexão, ‘baixou’ a Anastácia. Ele agradeceu a deferência e, trocando de frequência, conseguiu uma conexão visual, mesmo que em preto e branco, da grandiosa diva Joaquina Maria da Conceição Lapa, nossa Lapinha pioneira. E psicografando o mestre Rugendas, traçou a imagem daquela que dá nome ao nosso piano-bar, também pioneiro, na Lapa”.

fev
26

Começa. É difícil
Passar a essa atitude
Conseguir um novo início.

E a todo tempo é preciso
Fora da esfera da juventude
A toda hora: um novo viço.

Começa agora. Algo que voa
Envia, arremessa
Aproveitando o que era, ressoa

O passado e principia.

O tempo não é um peso,
O vivido é viver e é promessa
O haver conhecido outros começos

Favorece este novo que começa

* Iniciação, poema de Janice Caiafa *

fev
15

(O que inclui alguns tombos pelo caminho rs)

fev
08

“A porta representa de maneira decisiva como o separar e o ligar são apenas dois aspectos de um mesmo e único ato. O homem que primeiro erigiu uma porta ampliou, como o primeiro que construiu uma estrada, o poder especificamente humano ante a natureza, recortando da continuidade e infinitude do espaço uma parte e conformando-a numa determinada unidade segundo um sentido”

* Frase do sociólogo alemão Georg Simmel (1858-1918) *

fev
06


Leia sobre o primeiro álbum do quarteto fantástico na Caixinha de Música:
Aula de cantoria, violada e cantoria

* Fotos de Monica Ramalho e Val Becker feitas no Zozô Bistrô, na Urca *

fev
04

O cantor Pedro Miranda inaugura nesta sexta, 5 de fevereiro, o Baile do Pimenteira, a ser realizado no Clube dos Democráticos, a partir das 23h30. No roteiro, músicas dos dois álbuns solo do Pedrinho – ‘Coisa com coisa’ (Deckdisc, 2006) e ‘Pimenteira’ (independente, em lançamento) – como “Vírgula”, de Alberto Ribeiro e Frazão, “O sapo no saco”, de Jararaca, “Hello, my girl”, de Silvio da Silva, “Caso encerrado”, de Eduardo Neves e Alfredo Del-Penho, e “Coluna social”, do Edu Krieger. E como todo baile de Carnaval que se preze, ele também vai cantar sambas e marchinhas de todas as épocas para os foliões apimentados, entre elas a “Marcha das flores”, feita a quatro mãos por Pedrinho e Teresa Cristina. Será uma grande festa com direito a confete, serpentina e a presença do cobiçado Bloco das Trepadeiras!


Pedro Miranda será acompanhado por: Luis Filipe de Lima no violão sete cordas, Pedro Amorim no bandolim, Dirceu Leite e Fabiano Segalote nos sopros e um trio percussivo formado por Thiaguinho da Serrinha, Claudio Brito e Pretinho da Serrinha. Estarei lá!

fev
02

Formado pelo violonista Fábio Nin e pelo bandolinista Paulo Sá, o Alcantilado convida quatro expoentes da música instrumental brasileira para homenagear o grande mestre do choro Jacob do Bandolim (1918-1969), mostrando o quanto a sua obra é universal: o trompetista Silvério Pontes (25 de fevereiro), o gaitista Gabriel Grossi (26 de fevereiro), o pianista Vitor Gonçalves (27 de fevereiro) e o violinista Nicolas Krassik (28 de fevereiro). Contando também com o percussista Beto Cazes em todas as apresentações, a série será realizada nestas noites, de quinta a domingo, às 19h, no Centro Cultural dos Correios, com ingressos a R$ 10 e meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos.


Em 2009, completaram-se 40 anos sem o mestre dos saraus e 30 anos da morte do seu filho, o compositor e jornalista Sérgio Bittencourt (1941-1979). Sérgio ganhou notoriedade ao compor o samba-canção “Naquela mesa”, escrito no calor da saudade do pai e sucesso nas vozes de cantores como Elizeth Cardoso e Nelson Gonçalves. A série ‘Jacob do Bandolim – Naquela mesa em tempos modernos’ vai revisitar o ambiente musical de um de nossos compositores mais férteis, com arranjos e instrumentação contemporâneos. “Qualquer instrumento soa muito bem no repertório de Jacob”, diz Fábio. “E essa qualidade musical extraordinária já é meio caminho andado para os nossos arranjos”, arremata Paulo, que está lançando nos Estados Unidos o álbum solo autoral ‘Coisas brasileiras’ e faz parte da Camerata Brasil.

O violonista e o bandolinista se conheceram em 1993, como integrantes da premiada Orquestra de Cordas Brasileiras, e, no ano passado, elaboraram este projeto movidos pela admiração pela obra do bandolinista. “Além de lembrar a data redonda da morte do Jacob, os shows pretendem trazer uma sonoridade menos convencional para o choro, incluindo violino, gaita, piano e trompete no duo de cordas tradicional”, pontua Fábio, conhecido pelo trabalho com o quinteto Tira Poeira e vencedor do prêmio Shell de Teatro pela direção musical do espetáculo ‘É samba na veia, é Candeia’ sobra a vida do compositor portelense.

Uma colaboração com o Instituto Jacob do Bandolim propiciou a feitura de videografismos com imagens raras do músico e do regional de choro Época de Ouro, fundado pelo mestre em 1964 e ainda em atividade. A escolha do local também condiz com a história do gênero musical. Nas primeiras décadas do século XX, a maioria dos músicos de choro trabalhava no funcionalismo público, muitos deles nos Correios. Aliás, o primeiro livro que retrata alguns desses personagens foi escrito pelo carteiro Alexandre Gonçalves, mais conhecido como ‘O Animal’.

Produzida pela Baluarte Agência, com direção musical de Fábio Nin e Paulo Sá e assessoria de imprensa minha, a série conta com patrocínio dos Correios e do Governo Federal e também será uma espécie de lançamento oficial do Alcantilado. O duo se apresenta pela primeira vez no cenário carioca após estrear em São Paulo, Minas Gerais e Petrópolis. Além de obras-primas de Jacob, como os choros “Cabuloso”, “A ginga do mané” e “Implicante”, a primeira parte dos shows será com músicas que compõem o repertório da dupla, entre elas “Karatê” (Egberto Gismonti), “Samambaia” (César Camargo Mariano) e “Inquietação” (Ary Barroso). Abrindo o roteiro, o clássico “Naquela mesa”, de Sérgio Bittencourt.

* Foto de Paula Monte *

jan
26

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Por Val Becker

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