Did you know?
3 de julho de 2009 — 9:02
Cada vez me convenço mais de que é assim que morrem os bons: inesperadamente, em plena atividade, abençoados. Sobre a artista, considerada a maior coreógrafa de teatro-dança do mundo, João Saldanha comentou: “Pina Bausch é uma fronteira na história da dança. Ela abriu os caminhos da dança com possibilidades dramatúrgicas”.

Leia no Globo Online: Coreógrafa alemã Pina Bausch morre aos 68 anos
* Arte do Teatro Alfa sobre foto de divulgação *

* Foto do site Inmagine *
O repertório de ‘Milongaço’ será tocado ao vivo para cariocas e paulistanos essa semana. O lançamento no Rio de Janeiro será em 1º de julho, às 19h30, no Teatro Sesi (Avenida Graça Aranha, 1, no Centro). O disco aterrissará em São Paulo na noite de 3 de julho, às 21h, no Espaço Cachuera! (Rua Monte Alegre, 1094, em Perdizes). Violonista e compositor gaúcho de grande expressão, com sólida carreira no Rio Grande do Sul e integrante do premiado Quarteto Maogani, Maurício Marques desenvolve um amplo trabalho voltado para a composição e orquestração regionais. Ingressos a R$ 10.

“Resolvi fazer um disco mostrando minha visão da nossa música e suas várias vertentes. Aqui temos a influência das raízes rurais, nas quais a milonga atua como elo principal, assim como o chamamé, a vaneira e, enfim, uma infinidade de ritmos. Mas também temos a influência do choro, do samba e do maxixe”, diz o músico. Nos shows, Maurício estará acompanhado por Felipe Alvares nos baixos acústico e elétrico, Luciano Maia no acordeon, Celau Moreyra no violoncelo e Marco Michelon na percussão.
Toda a variedade sonora da terra do violonista resultou num álbum camerístico, que imprime um Brasil próspero e exuberante. O roteiro do ‘Milongaço’ traz 15 faixas, entre chacareras (“Chacarera no Planalto”), chamamés (“Fronteiriço”, que também tem uma levada de chacarera, “Amigo missioneiro”, feita para o amigo Luiz Carlos Borges, e “De mansinho”), valsas (“Uma pequena canção ao Rei Arthur”, dedicada ao filho, “Serena”, que remete ao estilo impressionista, e “Valsa chuvosa”), chamarra (“Estância da Glória”), schottish (“Chotstrot”, uma brincadeira com o gênero foxtrote), choro (“Serenata”), um baião que, em determinado momento, vira um vaneirão (“Baiaoneirão”) e tango (“Un tango para ‘El Flaco’”). Esta música homenageia o pianista Carlos Garofali (1948-2006), chamado de Flaco pelos amigos.
Maurício Marques vai fundo em seus descobrimentos musicais cruzando elementos do candombe, que pertence ao folclore uruguaio, com o fraseado da milonga, que funciona como elo entre os sons do Brasil, do Uruguai e da Argentina (“Candonga”) e capricha em duas milongas saborosíssimas (“Milonguita”, dedicada ao violonista argentino Cacho Tirao, e “Milongaço”). Sobre a faixa-título, explica: “É uma milonga do tipo arrabaleira. Tem origem no ritmo da habanera, assim como o tango, e impulsionou a criação deste disco. O nome deste ritmo remete ao fato de ser muito tocado nos arrabaldes”. Cacho Tirao (1941-2007) tocou por muitos anos no quinteto de Astor Piazzolla e é uma das referências do artista gaúcho.

Um pouco sobre Maurício Marques
Gravou Astor Piazzolla, participou da Orquestra Brasileira de Cinema, dividiu o palco com Toquinho, Kleiton e Kledir, Dominguinhos e muitos outros grandes músicos brasileiros. Seu primeiro disco, ‘Cordas ao Sul’, obteve três indicações ao Prêmio Açorianos de Porto Alegre em 2004, sendo premiado na categoria de melhor instrumentista. Desde 2005 integra o Quarteto Maogani, ao lado dos violonistas Paulo Aragão, Carlos Chaves e Marcos Alves. Com esse grupo, excursionou pela Europa e fez a abertura do show de Sérgio Mendes, em Los Angeles. Teve um livro com suas composições editado na França pela Editora Henry Lemoine, dentro da coleção Sergio Assad.
Recentemente, Maurício Marques se apresentou nos Estados Unidos com Luiz Carlos Borges e Borghettinho e abocanhou três prêmios super importantes (Itaú Cultural, Prêmio Visa e Projeto Violões do Brasil, ao lado do Duo Assad). A turnê de lançamento do álbum ‘Milongaço’, que começou em Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, e inclui o eixo Rio-São Paulo, está sendo viabilizada graças ao patrocínio do Programa Petrobras Cultural, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Para saber mais:
www.mauriciomarques.com
www.myspace.com/mauriciomarques
* Fotos de Juliano Ambrosini *

Nos dias 4 (sábado, às 21h) e 5 de julho (domingo, às 19h), Zélia Duncan vai estrear o show do novíssimo ‘Pelo sabor do gesto’ no Teatro Municipal de Niterói. Leia mais sobre o disco no post (que está fazendo um sucesso tremendo aqui no blog): Para os femininos corações românticos. A cantora será acompanhada por Ézio Filho no baixo e na direção musical, Webster Santos na guitarra, no violão e no bandolim, Léo Brandão no teclado e no acordeon e Jadna Zimmermann na percussão e na bateria. Ingressos a R$ 80, valendo esquema de meia-entrada, mas à venda apenas na bilheteria do teatro. Parece que em agosto tem Canecão.

E no 19 de julho (domingo, às 20h) é a vez de Cat Power mostrar ao vivo suas habilidades vocais no palco do HSBC Arena, na Barra da Tijuca. No set list, aquele folk gostosinho do ‘Jukebox’, lançado no ano passado. A cantora americana virá acompanhada pela mesma banda de 2007, quando foi atração do TIM Festival: a The Dirty Delta Blues, composta pelas guitarras de Judah Bauer, pelo baixo de Eric Paparozzi, pelo teclado de Gregg Foreman e pela bateria de Jim White. Ingressos a R$ 80 (cadeira primeiro piso); R$ 140 (cadeira pista); R$ 220 (cadeira especial pista); e R$ 320 (cadeira premier). As vendas começam nesta segunda, dia 29, na bilheteria da casa e via web.
* Fotos de divulgação *

Para fazer essas imagens, o fotógrafo usa uma lente que “concentra” o foco, fazendo tudo parecer miniatura

“Minha intenção é fazer com que as pessoas vejam Londres como uma cidade de brinquedo”, disse em entrevista à BBC Brasil

O Parque de Greenwich é um dos cartões-postais da cidade que ficaram sob a mira curiosa de Toby Allen

E também a margem do famoso Rio Tâmisa, aqui registrada do topo do edifício da prefeitura da capital londrina

Você pode ver outros trabalhos do fotógrafo inglês no site dele: tobyallenphotography.co.uk
* Fotos de Toby Allen *
Momento de poucos posts e muito trabalho (melhor assim!) e livros novos por aqui. Há dias terminei de ler Fôlego (Argumento, 2008), do australiano Tim Winton, mas suas imagens ainda estão presentes. Por trás da fissura pelas ondas perfeitas, a gente percebe que nem tudo é surfe na biografia dos personagens e fica com vontade de conversar com o narrador, Pikelet, já um homem de meia idade quando rebobina a própria trajetória. Quase ao mesmo tempo, me deliciei com um livrinho do argentino Jorge Luis Borges sobre poesia: Esse ofício do verso (Cia das Letras, 2007). Depois de anos, tornei a ler poesias com interesse e estou mergulhada na edição restaurada e bilíngue do clássico Ariel (Verus, 2007), da americana Sylvia Plath (1932-1963). É a primeira vez que os leitores conhecem a verdadeira obra, que Plath deixou organizada na escrivaninha antes de cometer o suicídio. Isso porque o também poeta Ted Hughes, ex-marido infiel, substituiu poemas e modificou a ordem para amenizar as porradas que a mãe de dois de seus filhos escreveu inspirada no casamento deles.

Quis compartilhar esses títulos com você porque, aparentemente não satisfeita com essa livrarada toda, comprei mais dois em promoção neste sábado, numa livraria em Laranjeiras que está mudando de diretriz e vai atuar apenas no segmento infantil. Recomendadíssimo pelo amigo Alcione Araújo, De verdade (Cia das Letras, 2008), do húngaro Sándor Márai (1900-1989) agora mora na estante, à espera de andar comigo pela cidade. Comprei por R$ 38 contra os R$ 55 habituais. É ou não é um desconto irrecusável? (risos). Do mesmo autor, li os ótimos ‘O legado de Eszter’ e ‘As brasas’. A mão coçou também com os módicos R$ 9,90 que custaram O segredo de Brokeback Montain (Intríseca, 2006), de Annie Proulx, americana de origem franco-canadense. O conto foi publicado na célebre revista The New Yorker em outubro de 1997 e levou quase uma década para virar filme, dirigido por Ang Lee.
E, bem, ainda estou lendo Harry Potter e a câmara secreta (Rocco, 2000), de J. K. Rowling, para pegar a manha de escrever como adolescente no Blog do Tuhu. Os motivos até são profissionais, mas confesso que estou me divertindo com as peripécias do mago (risos). Mais quatro livros estão na fila (por favor, não me deixem entrar em livraria pelos próximos três meses!): Teatro (Cia das Letras, 1998), do carioca Bernardo Carvalho, dos meus autores favoritos; A troca impossível (Nova Fronteira, 1999), do sociólogo francês Jean Baudrillard (1929-2007); Mutações (Cosac & Naify, 2008. A primeira edição é de 1976, ano do meu nascimento!), da linda atriz norueguesa Liv Ullmann; e Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa (Casa da Palavra, 2009), organizado pelo amigo Marcelo Moutinho em dobradinha com o português Jorge Sá-Reis.
* Capa de Miriam Lerner sobre foto de Otavio Schipper *
Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum! (risos). Virou mania em várias partes do mundo clicar os bichinhos no interior de xícaras, canecas e afins. Espia só os pobrezinhos:

Esses aí gostaram da brincadeira : )

Olha a cara de quem pensa que vai virar chá!

Ohhh, miúdo demais até pruma xícara…

Devagar e sempre se chega em algum lugar?

Total em casa com a flor de porcelana
* Veja outras fotos no site BuzzFeed *
“Não é verdade que, quando se diz tudo sobre os principais temas da vida humana, as coisas mais importantes continuam por dizer?”

* Frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e foto do Inmagine *
No dicionário Houaiss, ’sementeira’ quer dizer “canteiro de mudas”. E é pensando neste celeiro de novos sons que a Caixa Cultural apresenta o SEMENTEIRA, a ser realizado no Teatro de Arena entre os dias 18 e 21 de junho, às 19h30, com ingressos a R$ 10 e patrocínio da Caixa Econômica Federal. A ideia é colocar o foco na percussão, mostrando que ela pode ter uma sonoridade infinita. “Acreditamos que cada percussionista planta a sua semente e frutifica tudo ao redor”, filosofa Fabiana Costa, diretora da Baluarte Agência. “A gente quer levar esses músicos para a sala, eles que sempre são apontados como ‘a cozinha’”, exulta a também diretora Paula Brandão. As atrações foram escolhidas de modo a contemplar algumas das mais interessantes vertentes da atual percussão brasileira.
O projeto SEMENTEIRA abre na quinta, 18 de junho, com o trio paulistano Coração Quiáltera, ainda pouco conhecido no eixo de cá, embora famoso nas bandas de lá pela pesquisa de linguagem que norteia seu trabalho. Continua na sexta, 19, com o carioca Marcos Suzano, mundialmente conhecido pelo vigor do seu pandeiro. No sábado, dia 20, é a vez de Caíto Marcondes, carioca de sangue árabe, educado em São Paulo, que se apropria das sonoridades do planeta e, numa antropofagia musical, sintetiza nas suas composições tudo o que ouve. E no domingo, 21, ouviremos o som enraizado do pernambucano Naná Vasconcelos, apontado como o melhor percussionista do mundo. Vamos ler um pouco mais sobre cada um:
CORAÇÃO QUIÁLTERA – Irregulares Tempos - 18 de junho
Criado há uma década como um grupo de estudo percussivo, o Coração Quiáltera usa instrumentos convencionais (como tambores, caixas e congas), outros menos conhecidos (tambor-de-língua, moringas e aquários afinados com água) e um arsenal de objetos cotidianos (tubos de PVC, caixa de fósforos e galões de plástico) para construir uma diversidade de timbres e ritmos. O trabalho de Lucimara Bispo, Pax Bittar e Wellington Tibério se baseia na busca de uma expressão musical diferenciada, na qual a percussão seja protagonista do discurso musical. Outra importante característica, no que diz respeito ao ritmo, é a utilização de compassos irregulares, que transita entre o popular e o erudito. O trio estreou em disco em 2008, ao lançar o ‘Concerto dos Irregulares Tempos’.
MARCOS SUZANO – Emissário Sonoro - 19 de junho
Internacionalmente conhecido pelas estripulias que faz com o pandeiro, Marcos Suzano vem se dedicando a pesquisas com percussão acústica e eletrônica. Criou método para o instrumento e, com os alunos de suas oficinas, uma orquestra de pandeiros. Já tocou com Lenine, Zizi Possi, Zé Kéti, Marisa Monte e Água de Moringa, entre uma lista interminável de artistas. ‘Sambatown’ (1996), seu primeiro disco solo, ganhou notoriedade por inovar no pandeiro, intensificando a batida samba-funk e a utilização de sons mais graves. ‘Flash’ (2000) é uma viagem na música eletrônica e ‘Satolep sambatown’ (2008), feito em duo com o gaúcho Vitor Ramil, é um disco de experimentações que deram mais do que certo. Suzano toca no Pife Muderno, liderado pelo Carlos Malta, e no Trio 3-63, com Andrea Ernest Dias e Paulo Braga.
CAÍTO MARCONDES - ExperimentaSom - 20 de junho
Considerado por Airto Moreira como “o Villa-Lobos da percussão”, Caíto Marcondes improvisa atmosferas únicas em suas apresentações, nas quais lança mão de instrumentos das mais distintas etnias que, somados aos recursos vocais, deixam o público com a impressão de ouvir mais músicos no palco. Caíto explora ao máximo o seu original setup de percussão e marimba, que inclui pandeiro, doumbek, caxixis, xilofone e o suíço Hang, apelidado de “disco voador”. O músico atua como compositor e arranjador de cinema, balé, gravações e shows. Já dividiu os aplausos com Paulo Moura, Jacques Morelenbaum, Zeca Assumpção e Mônica Salmaso, entre muitos outros. Na discografia solo, destaque para ‘Porta do Templo’ (1996), ‘North meets South’ (2001), em duo com violinista Tracy Silverman, e ‘Auto-retrato’ (2004).
NANÁ VASCONCELOS – Música Criativa - 21 de junho
Um dos principais instrumentistas do país, Naná Vasconcelos foi eleito oito vezes o melhor percursionista do mundo pelos críticos da revista inglesa Down Beat. Desenvolve o seu trabalho de vanguarda desde os anos 1970, quando morou em Paris e lançou o primeiro disco individual, ‘Africadeus’. Tocou com grandes artistas internacionais, como Pat Metheny, B. B. King e Paul Simon, e nacionais, entre eles Egberto Gismonti, Milton Nascimento e Geraldo Azevedo. Já atuou como solista acompanhado por orquestras sinfônicas, excursionou pela Europa com dançarinos do Bronx e compôs trilha-sonora original para o filme ‘Down by Law’, de Jim Jarmush. Além de dominar uma grande variedade de instrumentos de percussão, Naná Vasconcelos contribuiu para a divulgação internacional do berimbau.
* Fotos de divulgação *
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