out
10

Celebrar um dos mais originais movimentos da cena musical brasileira das últimas décadas: o mangue beat, que completa 20 anos neste 2014. Essa é a proposta do Caranguejando – 20 anos de mangue beat, uma série de quatro shows gratuitos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) em palco a ser montado ao ar livre na Praça do Patriarca.

Com curadoria da jornalista musical Monica Ramalho e direção artística da Baluarte Cultura, o Caranguejando – 20 anos de mangue beat, reunirá bandas e intérpretes de diversos estilos, que farão suas releituras de músicas marcantes desse movimento que modificou a cena cultural do Brasil a partir de Recife.

A programação será dividida em dois dias. No sábado, dia 11 de outubro, a partir das 14h, a banda paulistana Isca de Polícia convidará cantor carioca Serjão Loroza e, em seguida, será a vez de a banda pernambucana Mundo Livre S/A dividir o palco com o cantor e compositor carioca Pedro Luís. Já no domingo, dia 12 de outubro, a bandaParaphernália, do Rio de Janeiro, tocará ao lado da cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria. Para encerrar, o Mombojó, de Recife, vai se apresentar com a participação especial do cantor e guitarrista Curumin, de São Paulo.

Mangue revisitado - “A proposta do Caranguejando é revisitar toda a força sonora do movimento, trazendo novas leituras ao melhor do seu repertório. Os quatro shows foram pensados a fim de dialogar com essa mistura que nasceu em solo pernambucano e continua com as antenas parabólicas apontadas da lama de duas décadas atrás ao caos do mundo contemporâneo”, explica Monica Ramalho.

Com o auxílio do diretor musical Paulo Lepetit (também líder da Isca de Polícia, que fará o show de abertura da série), cada banda criou um roteiro misturando clássicos do gênero e repertório próprio – originando, assim, um show único. As bandas receberão os convidados que, combinando suas vozes e influências, revelarão como a pegada do mangue beat pode estar presente em trabalhos que extrapolam a sua estética característica.

“O mangue beat foi um dos movimentos mais revolucionários da música popular brasileira. Há quem diga que depois dele nada de novo reverberou com tanta veemência nos ouvidos do país”, ressalta a curadora.

Homenagem - A série Caranguejando – 20 anos de mangue beat tem o objetivo de fazer os artistas dialogarem com essa mistura sonora que nasceu em solo pernambucano e colocou a região como uma das referências do pop/rock brasileiro dos anos 1990. Originalmente chamado de mangue bit (extraído da unidade de memória dos computadores), a semente do movimento foi jogada com o manifesto “Caranguejos com cérebro”, escrito a seis mãos pelo jornalista e músico Fred 04 (líder do Mundo Livre S/A), Chico Science e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992, causando grande estardalhaço.

Porém, foi em 1994 que o movimento correu definitivamente para os braços do mundo, com o lançamento quase simultâneo de dois discos: “Da lama ao caos”, de Chico Science e Nação Zumbi, e “Samba esquema noise”, do Mundo Livre S/A, uma clara alusão ao nome do disco de estreia de Jorge Ben (Samba Esquema Novo). O mangue beat se preocupou em manusear com cuidado as influências do rock neopsicodélico, do rap e da música eletrônica internacionais. Eles queriam combinar tudo com as raízes do coco, do maracatu, das cirandas e dos caboclinhos nordestinos, reforçando uma das características do mangue beat: a diversidade. Foi quando a capital do frevo passou a se destacar também como polo artístico do Brasil diante dos curiosos ouvidos do mundo.

A seguir informações sobre cada show e breves biografias dos artistas convidados.

Dia 11 de outubro, sábado, das 14h às 17h30

ISCA DE POLÍCIA + SERJÃO LOROZA
Formada por reconhecidos músicos da cena brasileira como Paulo Lepetit (baixo e direção musical), Luiz Chagas (guitarra), Marco da Costa (bateria), Jean Trad (violões), Bocato (trombone), Vange Milliet (voz) e Suzana Salles (voz), a banda paulistana Isca de Polícia foi criada em 1979, por Itamar Assumpção para acompanhá-lo em discos e shows. Em 2010 o grupo gravou um CD com composições inéditas de Itamar Assumpção, que faz parte do projeto “Caixa Preta”, lançado pelo selo Sesc. Para 2014 a banda promete um trabalho autoral com parcerias entre seus integrantes e nomes como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Arrigo Barnabé, Tom Zé, Zélia Duncan e Carlos Rennó.

Com referências musicais como James Brown, Gerson King Combo e Tony Tornado, o cantor e ator Serjão Loroza(também integrante do Monobloco) cria suas raízes e transforma em fonte de inspiração para sua multifacetada carreira, se firmando como um intérprete que canta de marchinhas de carnaval a clássicos da MPB além de sucessos da musica pop mundial. Em “Carpe Diem”, seu mais novo trabalho, Serjão traz composições próprias e de autores como Arlindo Cruz, Rodrigo Maranhão, Céu, Hyldon, Arnaldo Antunes e Gabriel Moura.

MUNDO LIVRE S/A + PEDRO LUÍS
Banda seminal do mangue beat, a Mundo Livre S/A foi formada em 1984 na cidade de Recife, por Fred 04, um dos autores do manifesto “Caranguejo com cérebro” (ao lado de Chico Science e Renato L). A banda mostrou todo o seu experimentalismo desde a estreia em disco, com “Samba Esquema Noise”, lançado em 1994. Ainda nos anos 90, eles lançaram mais dois álbuns antológicos: “Guentando a Óia” (1996) e “Carnaval na Obra” (1998), e fizeram outros discos até homenagear a Nação Zumbi em 2013 com “Mundo Livre S.A. e Nação Zumbi”. A ideia foi fazer uma espécie de batalha musical em que os dois principais grupos do movimento interpretam canções do repertório do outro. Atualmente, a Mundo Livre é formada por Fred 04 (vocais, cavaquinho e guitarra), Areia (baixo), Xef Tony (bateria), Léo D (teclados) e Pedro Santana (percussão).

Pedro Luís pisou no mundo artístico no espetáculo “A Farra da Terra”, com a trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone, ainda no começo da década de 80. Daí pra frente foi punk no grupo Urge na mesma década. Criou a sonoridade original da banda Pedro Luís e a Parede, ao lado de Celso Alvim, C.A. Ferrari, Mario Moura e Sidon Silva, nos anos 90. Com os parceiros da Parede, Pedro fundou o Monobloco, um dos maiores blocos de carnaval do país, responsável por encerrar o carnaval do Rio de Janeiro. Em 2011, Pedro lançou seu primeiro CD solo, “Tempo de Menino”. Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento também como compositor, sendo gravado por nomes como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Adriana Calcanhotto e Roberta Sá, entre muitos outros.

Dia 12 de outubro, domingo, das 14h às 17h30

PARAPHERNÁLIA + ELLEN OLÉRIA

O embrião da Paraphernália surgiu em 2001, quando o guitarrista Bernardo Bosisio e o contrabaixista Alberto Continentino se uniram para um novo projeto. Após algumas formações, a banda chegou à configuração atual, juntando-se à dupla alguns dos mais tarimbados e requisitados músicos da cena carioca: Donatinho (teclados), Felipe Pinaud (flauta), Leandro Joaquim (trompete), Marlon Sette (trombone), Renato “Massa” Calmon (bateria) e Joca Perpignan (percussão). O som da Paraphernalia é um instrumental pop e dançante, potente e livre de convenções e virtuosismos, e abrange um vasto leque de ritmos e possibilidades que pode ser ouvido no CD “Ritmo Explosivo”, de 2012.

Cantora e compositora brasiliense de voz poderosa, Ellen Oléria se declara uma farofeira, assumindo fazer uma mistura sonora tipicamente brasileira, que pode incluir variados ingredientes sem se descaracterizar. Nesse “tempero musical” de Ellen, misturam-se o samba ao jazz, o afoxé ao hip-hop, o rock ’n’ roll e o pop. Ellen atua há 14 anos no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou inúmeras edições do Festival Universitário FINCA (Festival Interno de Música Candanga) da Universidade de Brasília, é a maior vencedora da história do Festival de Música Tom Jobim do Sesc – DF, multipremiada no Festival de Música dos Correios e foi a vencedora do primeiro The Voice Brasil, da TV Globo. Já lançou os discos “Peça” (2009), “Ao vivo na garagem” (2011), “Soatá” (2011) e “Ellen Oléria” (2013).

MOMBOJÓ + CURUMIN
O Mombojó foi formado em abril de 2001, em Recife (PE). No ano seguinte, já figurava entre as atrações do festival Abril Pro Rock, entre outros eventos e festivais de Pernambuco e do Brasil. Em 2004 lançou seu primeiro álbum, “Nadadenovo”, despertando a atenção da imprensa nacional como aposta da música pernambucana na época: um grupo que aparecia dez anos após o surgimento do movimento mangue beat e marcava uma nova geração de bandas de Recife. Os discos “Homem-espuma” (2006) e “Amigo do Tempo” (2011) e “11º Aniversário” (2013) vieram antes de “Alexandre” (2014), o quinto álbum da banda, ainda em turnê de lançamento. O Mombojó é Felipe S (voz e guitarra), Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria e sampler).

Nascido em São Paulo, descendente de japoneses, Luciano Nakata Albuquerque ganhou logo cedo o apelido de Curumin. Formou sua primeira banda aos oito anos com colegas de escola, tocando panelas em substituição à bateria e aos 14 anos já tocava bateria e percussão em casas noturnas de São Paulo. Iniciou sua carreira solo em 2003 com o lançamento de seu primeiro disco “Achados e Perdidos”, que apresenta influências musicais do soul e funk americanos, além de samba funk dos anos 70 e hip hop. Em 2008 lançou seu segundo álbum, “JapanPopShow”, contando com a participação de artistas como Blackalicious, Tommy Guerrero, General Electric, Lucas Santtana e Turbo Trio. “Arrocha” (2012), o mais recente, tem participação das cantoras Céu e Anelis Assumpção, filha de Itamar e sua mulher.

SERVIÇO

Caranguejando – 20 anos de mangue beat

Dias: 11 e 12 de outubro

Local: Praça do Patriarca, ao ar livre, no Centro de  São Paulo

Horário: Das 14h às 17h30

Entrada franca

set
29

Um ano após lançar o primeiro álbum, “Rosto”, que conquistou admiradores e dezenas de reportagens na imprensa nacional, o compositor e poeta Sylvio Fraga está em vias de entrar em estúdio novamente. Antes, vai fazer três shows no carioca Audio Rebel, em Botafogo, para experimentar as inéditas que vem criando desde dezembro do ano passado com a nova banda. Nos dias 3 e 24 de outubro e 21 de novembro, às 20h, Sylvio Fraga vai tocar violão e cantar acompanhado por José Arimatéia no trompete, Mac Willian Caetano na bateria e Bruno Aguilar, o novo integrante, no baixo acústico.

“O Ari (apelido do trompetista) já participava intensamente e a gente apenas oficializou um processo criativo. Antes, a gente começava a trabalhar uma música, sentia falta de algo e chamava o Ari. Agora ele entrou na banda, temos um novo baixista, que toca o acústico, e um quinto elemento. Somos um quarteto com as participações especiais do Lucas Cypriano no teclado”, diz Sylvio, um inquieto por natureza, no melhor sentido.

Nessa temporada no Audio Rebel, o quarteto receberá um convidado especial no show de estreia, próxima sexta, 3 de outubro: Zé Nogueira, que, com certeza, vai somar muito ao embocar seus saxofones e suas flautas virtuoses ao lado da rapaziada. No dia 24 do mesmo mês, os poetas Mariano Marovatto e Laura Liuzzi vão ler seus versos inéditos, a convite de Sylvio. Não por acaso, o jovem artista usa um princípio poético para definir o som da banda.

“O processo é bastante intuitivo, mas pode ser explicado como se cada músico seguisse um caminho paralelo que funciona quando todos os instrumentos se juntam. É o que chamamos na poesia de parataxis: um verso não tem nada a ver com o verso seguinte, mas, quando estão ali no mesmo poema, algo novo se cria a partir da proximidade desses dois versos. Toco uma marcha no violão e quero que baixo e bateria toquem outras coisas para fazer um som que a gente não esteja acostumado a ouvir”. É a surpresa que faz a música acontecer com o sentido que eles buscam.

Ao longo de 2014, Sylvio estudou teoria musical com o guitarrista Bernardo Ramos e sente que melhorou o seu diálogo com os músicos. Eles ensaiam três vezes por semana, em sessões de três horas. Quando um ensaio precisa ser cancelado, arrumam a agenda para compensar nos próximos encontros. Todos têm um compromisso de estar junto naquele espaço e tempo, em função de criar coletivamente o repertório da banda. A parceria com o Pedro Dias Carneiro segue de vento em popa (para o segundo disco já fizeram “Fiquem calmas” e “Wurly”), mas Sylvio ainda busca letras para suas melodias inspiradas.

Por falar nas inéditas e autorais, cabe um aviso: Os títulos são todos provisórios. Aliás, o próprio nome do álbum ainda está em aberto. “O propósito desses shows no Audio Rebel é sedimentar o trabalho de um ano para a gente entrar em estúdio no início de dezembro com tudo”, adianta Sylvio. Nesses meses, ele compôs 15 músicas (com e sem parceiros, arranjos sempre assinados pelo quarteto) e pretende gravar as 15 para depois escolher quais cabem no CD.

“Eu gosto das 15”, defende o band líder, um apaixonado pelos sons do Flying Lótus – referência desde que estreou profissionalmente na música – e do trio de jazz americano Vijay Iyer Trio. No roteiro das apresentações, estão “Bolo de jabuticaba”, “Ave da cidade”, “Fanta laranja”, “Clara” e “New Jersey”, entre outras. Elas foram exaustivamente trabalhadas num processo que desafia os próprios músicos a criarem e aperfeiçoarem até mesmo o que aparentemente já está bom. Sylvio explica, com um sorriso: “Quero gravar um disco só com as minhas músicas favoritas”.

O Audio Rebel fica na Rua Visconde Silva, 55, em Botafogo. Os ingressos para os dias 3 e 24 de outubro e 21 de novembro, às 20h, custam R$ 15. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Por Monica Ramalho
Foto de João Atala 

set
10

Vem aí a segunda edição da Festa Literária da Zona Oeste (FLIZO), que nasceu em 2013 como resultado de um sonho – valorizar o potencial criativo da região mais populosa do Rio de Janeiro – e já despontou como um evento importante para a literatura brasileira. Entre 13 de setembro e 2 de novembro, a Flizo vai descortinar uma série de ações, como concursos, palestras, oficinas e homenagens aos escritores Paulo Lins e Carolina Maria de Jesus, com a presença de nomes importantes das nossas letras.

“A FLIZO aposta na fertilidade encantadora da leitura para regar um projeto maior de desenvolvimento intelectual na região. Acreditamos que a população da Zona Oeste precisa, além de consumir, produzir cultura, e queremos oferecer esse espaço para a transformação do panorama cultural da cidade”, diz Binho Cultura, criador da Festa Literária. O site oficial é: www.flizo.org

Neste ano, a Festa Literária seguirá com o seu caráter multidiverso, itinerante e agregador, entrelaçando literatura, identidade local e expressões artísticas. A proposta desta edição está focada na versatilidade das letras, trazendo roteiristas, dramaturgos e compositores musicais.

As atividades serão na Cidade das Artes, na Arena Carioca Chacrinha, no Teatro SESI Jacarepaguá, no Educandário Santo Expedito e em três escolas públicas de Bangu. Com mesas de debates, exibição de filme e peça infantil de teatro, a inauguração será no fim de semana dos dias 13 e 14 de setembro, na Cidade das Artes. Veja a programação:

EVENTO DE ABERTURA – DIA 1

Sábado, 13 de setembro – Cidade das Artes

TEATRO DE CÂMARA – “Palco Paulo Lins”

10h – Discurso de abertura

11h – mesa 1
“O bonde da Economia Criativa” – Mais do que apenas boas ideias, os convidados desta mesa compartilham disposição e conhecimento para implementá-las, chamando atenção com iniciativas que envolvem a comunidade e colaboram na transformação cultural e social do país.

>> Luiz Fernando Pinto – Coletivo Peneira e Mufa Produções
>> Vinicius Terra – Festival Terra do Rap
>> Anderson Quack – Cia de Teatro Tumulto e Cufa
>> Junior Perim – Circo Crescer e Viver
>> Binho Cultura – Flizo
Mediação >> Eliane Costa

15h – mesa 2
“Paulo Lins, autor e obra” – Autor referencial na literatura da periferia, Paulo Lins é o homenageado na abertura da Flizo 2014. Serão relembradas suas obras mais conhecidas, como Cidade de Deus.

>> Guti Fraga
>> Paulo Lins
>> Heloisa Buarque de Hollanda
Mediação >> Adailton Medeiros

16h30 – mesa 3
“Ritmo e poesia nas quebradas” – Um encontro de autores, intérpretes e especialistas em rap, ragga e outras linguagens urbanas, que em conversa partirão em busca dos pontos de contato entre o canto-falado das ruas, a cultura oral, o repente, a poesia e o beletrismo.

>> Bob Rum
>> DJ Marlboro
Mediação >> Numa Ciro

SALA DE LEITURA
autores, escritores, roteiristas em conversas animadas além de atividades especiais e oficinas

11h – Dilea Frate e Simona Traina, escritora e ilustradora – bate papo sobre o livro “A menina que carregou o mar nas costas

14h – Dilea Frate, bate papo sobre o livro “Quem Contou?”

15h – Bob Rum, bate papo sobre o livro “Era só mais um Silva

16h – Tapetes Contadores de História – oficina de criação artesanal de tapetes contadores de história feitos pelas crianças. Cada criança criará através de retalhos, fitilhos, botões, feltro e encantos em geral, a sua historia num tapete de pano que levará pra casa.

PRAÇA

12h – Grandarilhos – oficina de perna de pau para crianças de todas as idades

13h – Grandarilhos – apresentação de grupo de perna de pau com contação de histórias nas alturas

18h –  Sarau, com os grupos Poesia de Esquina, Sarau do Escritório e convidados

19h30 – PIB, show

“Espaço Cine Waldir Onofre”
exibição de filmes e bate-papos com convidados

14h – “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles

17h – “A Batalha do Passinho”, de Emílio Domingos

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EVENTO DE ABERTURA – DIA 2

Domingo, 14 de setembro – Cidade das Artes

TEATRO DE CÂMARA – “Palco Paulo Lins”

11h – mesa 4
“Leitura em tempos de hiperconexão” – A proposta aqui é reunir autores de prestígio entre crianças e adolescentes para uma reflexão em voz alta a respeito de novas mídias e, também, sobre a disponibilidade de tempo para a leitura, em meio à concorrência de redes sociais, games e outros atrativos.

>> Thalita Rebouças
>> Cristiane Costa
>> Jessé Cria
Mediação >> Ricardo Soares

15h – mesa 5
“Por que escrever e ler poesia”

>> Paulo Henriques Britto
>> Alice Sant’Anna
>> Lucas Viriato
Mediação >> Henrique Rodrigues

17h – peça de teatro
O Mundo Buarque de Hollanda, de Anna Markun

Infantil com músicas de Chico Buarque

SALA DE LEITURA
autores, escritores, roteiristas em conversas animadas além de atividades especiais e oficinas

11h – “Oficina de Livro de Pano, contadores de histórias” – Beth Araújo e Martha de Freitas

12h – Hubert Aranha, do Casseta & Planeta | bate papo com o autor

14h – Alexandre Pimenta, autor e roteirista do programa “Tá no Ar” | bate papo com o autor

15h – Jessé Andarilho, bate papo com autor

16h – Lycia Barros, bate papo com autor

PRAÇA

11h – “Godofredo e seus Amigos”, por Flavio Dana, contação de história e música

15h – Lata Doida – oficina de confecção de livro artesanal, inspirada no conto de Chapeuzinho Vermelho na Mata Atlântica

16h – Lata Doida, apresentação musical

18h – apresentação musical

“Espaço Cine Waldir Onofre”
exibição de filmes e bate-papos com convidados

15h – “O menino no espelho”, de Gui Fiuza

Concurso literário recebe textos até 20 de setembro
Investindo na procura pelos talentos da Zona Oeste, a FLIZO 2014 lançará também um Concurso Literário, com inscrições abertas desde 23 de agosto e até 20 de setembro, através do site da Festa Literária (www.flizo.org). Com categorias específicas, a iniciativa abrirá espaço para que se produza conteúdo sobre a região e, a partir dela, se trace um novo olhar para a história do Rio de Janeiro. O concurso pretende produzir uma cartografia literária e criativa dos bairros da região, já que todos os textos devem ter a Zona Oeste como tema, ambiente ou principal inspiração.

Paulo Lins e Carolina Maria de Jesus, os homenageados
O homenageado desta edição será o escritor Paulo Lins, responsável pelo livro “Cidade de Deus”, que inspirou o premiado filme de Fernando Meirelles, indicado a quatro Oscars. Autor de livros e poeta, Paulo também trabalha como roteirista e dá luz à criação literária por trás das câmeras. Para celebrar sua trajetória artística, a FLIZO fará uma exposição retrospectiva, além de uma mesa de debates sobre sua vida e obra, a ser realizada no dia 13 de setembro, às 15h, na Cidade das Artes.

E para celebrar os 100 anos de nascimento da poetisa e escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sua vida e obra serão revisitadas. Carolina era catadora de papel e escreveu diários, contando sobre os locais em que vivia e as pessoas ao seu redor. O livro “Quarto de despejo”, organizado pelo jornalista Audálio Dantas, foi publicado em 1960 e é um clássico.

Oficinas em três escolas de Bangu
O Circuito FLIZO atuará em escolas nas três Vilas de Bangu (Aliança, Kennedy e Vintém), com um mês de oficinas de criação literária e outras artes, como música, cinema e teatro, estimulando os alunos a mostrar sua realidade e seu talento, criando um novo mundo possível por meio das palavras.

Mais um curso, em parceria com a Firjan
Uma parceria firmada entre a FLIZO e a Firjan vai promover um curso criado especialmente para os agentes culturais da região. As aulas – realizadas em três sábados, no SESI Jacarepaguá, com carga de 18h e certificado – pretendem dar mais ferramentas para que os projetos já em desenvolvimento ganhem força argumentativa, organização produtiva e assertividade de planejamento.

Como foi a FLIZO 2013
Na primeira edição da FLIZO, obtivemos os seguintes resultados: 32 dias de palestras de mais de 70 escritores renomados ou ainda pouco conhecidos da região e cerca de 40 grupos de música, artes visuais, teatro e dança. Com caráter itinerante, a Festa Literária foi celebrada em escolas municipais, universidades e polos culturais, como Cidade das Artes, Espaço Cultural Ser Cidadão e Salão Nobre do Bangu Atlético Clube. Bairros como Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba, Campo Grande, Senador Camará, Bangu, Realengo, Padre Miguel, Jacarepaguá e Barra da Tijuca foram contemplados.

As conexões foram tantas, que muitos artistas e agitadores culturais de outras zonas da cidade, afora toda a imprensa do Rio e mesmo de outros estados, acabaram dando voz e vez à produção criativa da ZO. Além de mobilizar 208 artistas (entre escritores, atores e músicos) e 4.690 espectadores-sócios deste novo processo de celebração cultural da região, a Festa Literária se desdobrou em um conjunto de ações que ultrapassou as características próprias do evento. A FLIZO tornou-se um ponto de partida para novas possibilidades de participação social. “Queremos fazer uma revolução artística na Zona Oeste”, afirma Binho Cultura.

set
04

Com mais de uma década de intensa atuação no mercado, o produtor Julio Zucca abriu duas turmas para os seus renomados: curso “Formatação de projeto cultural” e aula-palestra “Captação de recursos para projetos culturais”. Já faz oito anos que Julio oferece cursos e afins com o objetivo de capacitar pessoas a realizarem seus projetos e também qualificar o segmento.

Mais de 2.500 pessoas já passaram pelas salas de aula do dono da Zucca Produções, que idealizou conteúdos em diferentes formatos e para públicos distintos. As inscrições para o curso seguem até 5 de setembro e as quatro aulas serão realizadas nas terças-feiras do mesmo mês (dias 9, 16, 23 e 30), das 19h às 22h, no Largo do Machado. Interessados em participar da aula palestra têm até 10 de setembro para garantir a vaga no aprendizado de sábado, dia 13, das 13h às 17h, no mesmo local.

“Esses cursos são muito importantes para mim e também sinto que são úteis para quem participa. Através deles conheci muita gente bacana, inclusive algumas que acabaram vindo trabalhar comigo e que hoje se tornaram grandes amigos. As aulas oxigenam minhas ideias e me mantém atualizado”, diz ele, que, no momento, se divide entre o Levada Oi Futuro, o novo CD de óperas de João Guilherme Ripper, a gestão dos patrocínios da reforma da Sala Cecília Meireles, as aulas na Escola Sesc de Ensino Médio e diversas consultorias de patrocínios incentivados.

Julio Zucca já produziu mais de 70 projetos, entre shows, discos, filmes, pecas teatrais, exposições, festivais, espetáculos de dança e livros de arte. “Uma das minhas maiores alegrias é ficar sabendo do sucesso dos projetos dos alunos”, afirma, com brilho nos olhos.  Ele se orgulha em contar que a Companhia Atores de Laura fechou uma turma e, coincidentemente ou não, depois emplacou vários projetos e patrocínios.

Os exemplos são muitos. “Tem a Danielle Francisco uma menina que aprovou um projeto muito improvável no edital da Petrobras e hoje dá cursos parecidos com os meus na Baixada Fluminense, a Pierina Morais, produtora da Beth Goulart, que fez e depois conseguiu vários patrocínios para projetos delas e com quem trabalho até hoje, e nunca me esqueço de três ex-alunas que trabalharam na Zucca e hoje tem suas próprias produtoras”, enumera, animado para conhecer as próximas turmas.

Curso: FORMATAÇÃO DO PROJETO CULTURAL
Transforme uma ideia em um projeto cultural! Para que a ideia de um produto ou evento artístico se concretize, o primeiro passo é ter, em um projeto, a descrição, conteúdo e planejamento do que se quer realizar. Este documento, essencial para que o projeto seja conhecido, lido e avaliado em diversas circunstâncias, é tratado passo a passo neste curso.

Datas: 9, 16, 23 e 30 de setembro (terças-feiras)
Horário: das 19h às 22h
Local: Flex Center (Largo do Machado, 54, Piso A – Sala Granada)
Investimento: R$ 440 (R$ 352 para quem se inscrever até dia 5 setembro)
Lotação da turma: 25 pessoas

Aula palestra: CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CULTURAIS
O maior obstáculo no caminho de um projeto cultural é a obtenção de recursos para a sua realização. A Arte, para chegar ao público, passa necessariamente pela busca destes recursos. Como chegar até eles é o tema desta aula-palestra, que passeará por todos os caminhos possíveis para se obter recursos para projetos culturais. Encontre o seu!

Data: 13 de setembro (sábado)
Horário: das 13h às 17h, com coffee break às 15h
Local: Flex Center (Largo do Machado, 54, Piso A  – Sala Esmeralda)
Investimento: R$ 240 (R$ 192 para quem se inscrever até dia 10 setembro)
Lotação da turma: 60 pessoas

Inscrições com a Sofia Sá, na Zucca Produções – 2556-5265 | 2556-8477 | 98444-7740 | 98527-0270
[email protected] | [email protected] | www.zucca.com.br

No final dos cursos os participantes receberão certificado, material de apoio e apostila sobre projetos culturais em CD de dados

ago
06

Nem tão samba, nem tão rock, nem tão jazz e, no entanto, tudo isso misturado de um jeito personalíssimo. É assim que a cantora Karla da Silva define o seu primeiro disco solo, “Quintal”. Feito via crowdfunding e selecionado pela Natura Musical, o álbum vai ganhar o seu registro em DVD após circular em shows por São Paulo, Salvador e Curitiba, com convidados e direito a making of. A filmagem será na noite de 21 de agosto, às 20h, com entrada gratuita, no Espaço Cultural Sérgio Porto, que fica no Humaitá, Rio. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Conhecida no país ao participar da edição inaugural do reality show The Voice Brasil, na Rede Globo, Karla da Silva conta que, antes de escolher a estética do seu DVD, assistiu a muitos e achou todos parecidos. “A Marina Gante sabe da minha paixão por cinema e trouxe a ideia de fazer o DVD com um caráter documental, registrando lugares e pessoas que fazem parte da minha vida, como o quintal da casa dos meus pais, em Madureira, e o canto das minhas tias e da minha mãe, que me aproximaram da música desde cedo”, rebobina a cantora.

Acompanhada por Paulo Ney no violão e no backing vocal, Felipe Chernicharo na guitarra, Rodrigo Ferreira no baixo, Guido Sabença na bateria, ela vai registrar as versões ao vivo de músicas do seu álbum de estreia, “Quintal” (independente, 2013), entre elas “Hoje só volto amanhã”, “Lobo” (João Bernardo), “Samba do Bem” (Germana Guilherme), “Para celebrar” (Pedro Ivo), “Duas palavrinhas” (Evandro Navarro), “Fé, tempero e amor” (Diogo Brown) e a faixa-título, feita a dez mãos por Matheus von Kruger, Eduardo Brechó, Lucas Cirillo, Alysson Bruno e Jairo Pereira.

A gravação do primeiro DVD de Karla da Silva (e a recente turnê por quatro capitais brasileiras) foi um dos projetos selecionados para receber o patrocínio da empresa de cosméticos. “Uma das vertentes do Natura Musical é a aposta em novos talentos da música brasileira. Ao longo de quase nove anos, o programa vem revelando e participando da consolidação da carreira de novos nomes como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Céu. Ao sermos apresentados a Karla da Silva, vimos a oportunidade de valorizar seu talento e produção artística”, conta Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura. “Também nos chamou a atenção sua capacidade de mobilização e conexão com novas formas de produção, uma vez que Karla conseguiu gravar seu disco com o apoio dos seus fãs”, acrescenta.

OUÇA O DISCO “QUINTAL”: https://soundcloud.com/karla-da-silva

VEJA MAIS: http://www.naturamusical.com.br/karla-da-silva-e-do-samba

jul
29

No show “Pelos Caminhos do Som”, Ana Costa faz um recorte vibrante da obra lusófona do mestre Martinho da Vila, compositor eclético, pesquisador incansável dos variados ritmos brasileiros e considerado o embaixador da música brasileira dos países de língua portuguesa. A proposta do show – a ser realizado nos dias 2 e 3 de agosto, com entrada franca, no Espaço Furnas Cultural – é chamar a atenção para a importância da criação de Martinho, que propôs o chamado “traço de união” entre as nações de língua portuguesa, misturando sambas que estão no imaginário de todo nós com canções que foram menos divulgadas.

A cantora Ana Costa fala (e canta!) com propriedade o repertório de Martinho, tamanha é a identificação que desenvolveu com a obra do pai das cantoras Mart’nália, Analimar Ventapane e Maíra Freitas, também pianista, amigas de Ana de longa data.

“Esse show foi pensado à partir do CD ‘Lusofonia’, lançado em 2000, no qual Martinho exalta a música e a cultura dos países lusófonos, mas também exalta as belezas do nosso país. São composições de Angola, Moçambique, Portugal e Timor Leste que o Martinho releu e criou versões. É fato que vemos alguma semelhança entre as músicas deles e a nossa e o show é resultado desse flerte do Martinho. Desde os anos 80, ele viaja todos os anos para esses e outros países de língua portuguesa a fim de garimpar as suas preciosidades sonoras”, diz Ana Costa.

No roteiro, “Fazendo as malas” (de Martinho e Rildo Hora), “Samba dos ancestrais” (dele com a saudosa Rosinha de Valença), a recente “Filosofia de vida” (feita a seis mãos com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), as famosas “Odilé odilá” (parceria dele com João Bosco, que Ana Costa regravou no Sambabook do Martinho), “Traço de união” (mais uma da dupla Martinho/ João Bosco), “Canta canta, minha gente” e “Madalena do Jucú”, uma versão dele para uma cantiga de domínio público. Esta última foi registrada no clássico “O canto das lavadeiras”, de 1989, um disco inspirado no folclore brasileiro. A faixa que nomeia o projeto, “Pelos caminhos do som”, também saiu desse elepê antológico.

A cantora estará acompanhada por Julio Florindo (contrabaixo e direção musical), Maurício Massunaga (no violão, na guitarra e no bandolim), Alessandro Cardozo (no cavaquinho), Daniel Félix (na percussão) e André Manhãs (na bateria). A direção artística e a concepção musical são de Bianca Calcagni e Ana Costa. Belmira Comunicação faz a assessoria de imprensa.

ANA COSTA EM “PELOS CAMINHOS DO SOM”
QUANDO: dias 2 (sábado), às 20h, e 3 de agosto (domingo), às 19h
ONDE: Espaço Furnas Cultural – Rua Real Grandeza, 219, em Botafogo
QUANTO: Entrada franca, com retirada de senhas no local a partir das 14h dos dias dos shows. É obrigatória a apresentação de documento com foto

Foto de Rodrigo Fávera

jul
14

Entre os dias 18 de julho e 1 de agosto, o Festival Terra do Rap (www.terradorap.com) será realizado nas unidades do SESI de Duque de Caxias, Macaé, Campos de Goytacazes, Itaperuna e Centro do Rio. Integrante do X-Tudo Cultural, patrocinado pelo Sistema FIRJAN, o evento foi pensado para agregar o conhecimento da cultura hip-hop de maneira transversal e intertextual à história da cultura urbana, promovida entre países que falam a língua portuguesa.

Esta segunda edição do Terra do Rap vai apresentar 13 artistas do movimento hip-hop oriundos de 6 cidades (Luanda, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Lisboa e Porto) e 3 países (Angola, Brasil e Portugal). A partir dos eventos que integram o público ao intercâmbio entre os rappers é proposta uma análise a respeito da importância do movimento hip-hop nas Comunidades de Países da Língua Portuguesa (CPLP), a partir de workshops e performances artísticas realizadas nas unidades do SESI-RJ.

Estamos felizes de realizar novamente o Festival Terra do Rap, que começou pequenininho no ano passado e volta agora, com mais visibilidade. As nossas principais motivações são fomentar a indústria criativa e estimular a fruição da cultura urbana lusófona. Também temos como meta promover o debate sobre as transformações da nossa língua sob a ótica do rap e propiciar o diálogo entre artistas de países onde o português é o idioma oficial”, resume Vinicius Terra, criador do evento, rapper e sócio da REPPRODUTORA, que está à frente dessa festa do hip-hop do Brasil, de Portugal e de Angola.

Vinicius (foto acima) conta como escolheu os artistas. “Avaliei a relevância e o discurso de cada artista no seu país de origem. Todos têm histórias de vida e arte interessantes. A Kid MC, por exemplo, mobilizou 20 mil pessoas numa praça de Angola, às 4h30 da madrugada, para autografar CD. Já o português Sam The Kid, líder do Orelha Negra, é o maior rapper de Portugal e estamos negociando com ele desde a primeira edição do Terra do Rap”, diz o idealizador e diretor musical do festival, considerado pelos seus pares o embaixador do rap lusófono no Brasil.

O Terra do Rap vai se dividir em três momentos:

  • Caravana Rap Lusófono (entre 18 e 25 de julho) – rappers conversam com o público sobre seus processos criativos, ministram workshops de produção artística e realizam pocket shows com artistas locais nas unidades do SESI;
  • Fita Misturada Ao Vivo (entre 28 e 31 de julho) – todas as atrações do festival apresentam um show inédito e fazem uma mixtape ao vivo para celebrar a união entre as três nações. O show, no dia 31 (SESI Centro, das 19h às 22h), é resultado de 3 encontros dentro de um estúdio, a serem realizados nos dias 28, 29 e 30 de julho;
  • Feira de Vinil (1 de agosto) – feira ao ar livre para amantes do vinil, com a presença de dezenas de expositores, vendendo raridades a preços acessíveis. Ao longo do dia, a feira ocupará a Rua Pedro Lessa encerrando ao festival, com a presença de deejays e rappers, além do lançamento do CD “Projecto BPM”, formado por nomes de destaque dos três países.

As atrações da segunda edição do Festival Terra do Rap serão: Eva Rapdiva e Kid MC (de Angola); De Leve, Don-L, Funkero, Nino Leal, Rodrigo Ogi e Vinicius Terra (do Brasil); Capicua, Mundo Segundo, Sam The Kid e Sr. Alfaiate (de Portugal). A grande novidade será o lançamento do primeiro CD do grupo Projecto BPM, formado há um ano, numa turnê em Portugal, por representantes de três países da CPLP: o brasileiro Vinicius Terra, o português Mundo Segundo e o luso caboverdiano Sr. Alfaiate. O nome significa ‘Brasil Portugal Misturados’, mas também pode ser entendido como uma brincadeira com a sigla de ‘Batidas Por Minuto’.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

1.    CARAVANA RAP LUSÓFONO – Workshop / showcase sobre o processo criativo dos rappers dos três países, com a presença de artistas locais. A Caravana Rap Lusófono contará com conversas sobre o processo criativo dos rappers, workshops de produção literária/musical e participação especial de artistas locais em pocket shows.

  • 18 de julho, das 19h às 21h – SESI Duque de Caxias: Bob-X será o artista da região;
  • 23 de julho, das 14h às 17h – SESI Macaé: Marte será o artista da região;
  • 24 de julho, das 20h às 22h – SESI Campos de Goytacazes: Ellen Corrêa será a artista da região;
  • 25 de julho, das 20h às 22h – SESI Itaperuna: Suspeitos na Mira são os artistas da região;
  • Nos quatro encontros, os artistas do intercâmbio serão: Eva RapDiva (Angola), Vinicius Terra (Brasil) e Sr. Alfaiate (Portugal)

2.    FITA MISTURADA AO VIVO – 13 artistas de destaque na cena do rap do Brasil, de Portugal e de Angola, apresentam um show inédito elaborado para a ocasião, feito uma mixtape criada ao vivo, para celebrar a união entre as nações da língua portuguesa; o show do dia 31 de julho, a ser realizado no SESI Centro, é resultado de 3 encontros dentro de um estúdio, que acontecerão nos dias 28, 29 e 30. A Fita Misturada será o ponto alto do Festival Terra do Rap. Em 2013, o Terra do Rap homenageou um dos criadores do hip-hop, o DJ Afrika Bambaata, que esteve presente fazendo um DJ set para a surpresa do público presente após a homenagem.

  • No dia 1 de agosto, das 17h às 21h, na Rua Pedro Lessa (quarteirão entre as Avenidas Rio Branco e Graça Aranha: Feira de Vinil: exposição / venda / troca
  • Desafio de Poesia com: Spoken Word e Slam Poetry;
  • Dança com: Funkeados Crew e convidados;
  • Música com: Projecto BPM, Moustrack e convidados, CCRP e convidados e DCP e convidados;
  • Deejays: Saddam, Soul, Ambassodors, MB Groove e Tamy Reis
  • Mestre de cerimônia: Sistah Mo Respect.

 

jul
14

O Festival Terra do Rap, realizado entre 18 de julho e 1 de agosto em cinco unidades da rede SESI-RJ, vai fazer um intercâmbio entre Angola, Brasil e Portugal. Leia um pouco sobre cada rapper convidado para estrelar esta segunda edição do evento:

ANGOLA

EVA RAPDIVA (LUANDA)
Começou a fazer rap em Portugal com apenas 12 anos e, aos 15, já estava entre as mcs mulheres mais respeitadas na cena “tuga” pelos fãs de freestyles. No improviso com rimas combativas, que ganhou o seu espaço no rap em Portugal, deixando clara que a sua espontaneidade é o seu maior característica e aquilo que a define como artista. Em abril deste ano demarcou território em seu país de origem ao lançar a mixtape “Rainha Ginga do Rap”.


KID MC (LUBANGO-HUÍLA)
Nascido na Província de Huila, Angola, em 1986, conviveu desde a infância com a guerra civil instalada em seu país. Influenciado por seus irmãos, passou a interessar-se pelo rap, tendo como referência rappers americanos. Popular entre os adeptos do Movimento Angolano, em 2009, foi a vez da mixtape “Breves considerações”, que consolidou o nome do rapper junto ao grande público, após ter alcançado o topo das paradas musicais das rádios. Contundente em suas letras, Kid MC rebusca a essência do verdadeiro hip-hop.

BRASIL

BOB-X (RIO DE JANEIRO)
Mc Bob-X é, essencialmente, um poeta do rap. Nascido e criado na Baixada Fluminense, faz composições que são reflexos da realidade vivida. O rapper que ganhou fama nas rodas por seu lirismo e ironia, lançou sua primeira demo em 2006 e logo gerou muita expectativa no underground. Mas Rodrigo Fernandes, como todo jovem de periferia, teve sua vida revirada e isso o afastou do RAP e de BOB-X, seu alter ego. Lança EM 2014 a mais aguardada mixtape da cena underground Hip-Hop a “Império [BF]” e o ep ”Império [BXD]”.

DON-L (FORTALEZA)
Recém radicado em São Paulo, o MC de Fortaleza apareceu no jogo do rap com o grupo Costa a Costa, que lançou em 2007 a mixtape “Dinheiro, Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa”, um dos discos mais importantes da história do rap nacional. Descoberto por Hermano Vianna, o grupo se apresentou na Central da Periferia, de Regina Casé, entre outros programas, e faturou o Prêmio Hutúz em duas edições.

VINICIUS TERRA (RIO DE JANEIRO)
Transformou a dura realidade do quente subúrbio da Pavuna, no Rio de Janeiro, em experiência para lidar com as questões sociais. E assim se tornou um artista singular, mas com ações plurais: movimentando a cultura hip-hop para uma perspectiva mais ampla. Vinicius Terra é rapper, articulador de cultura urbana do Rio de Janeiro e graduado/licenciado em Letras (Português e Literaturas de Língua Portuguesa). No ano passado lançou o primeiro songbook de rap que se tem notícia entre os países de Língua Portuguesa.

DJ NINO LEAL (RIO DE JANEIRO)
Carioca, já dividiu palco com grandes artistas como O’ Rappa, Lauryn Hill, Akon, e Joss Stone. Como compositor destaca-se para a “realidade carioca“. Desde janeiro de 2010 é o principal instrutor do Red Bull Favela Beats, de Vigário Geral. Atualmente faz parcerias com artista de Funk Danny Saxofunk e o projeto de Stanley Neto Eletrosax.

FUNKERO (RIO DE JANEIRO)
Cria do Jardim Catarina, em São Gonçalo, município conhecido pelo alto nível de criminalidade, FUNKERO é capaz de transformar em poesia a violenta e surrealista vida nas vielas do Rio d e Janeiro. O elo perdido entre o funk carioca e o rap, domina o enigma das ruas da metrópole com precisão de samurai. Acelerado no raciocínio, seu estilo é despejar um sem número de ideias por minuto, com uma capacidade inata para o improviso. Foi finalista das maiores batalhas de MC’s – “versão contemporânea” do repente, conquistando visibilidade ao redor do país ao participar de eventos de rua a programas de TV.

DE LEVE (RIO DE JANEIRO)
O niteroiense Ramon Moreno foi um dos fundadores do seminal coletivo Quinto Andar antes de se lançar em carreira solo com o nome que fez sua fama: De Leve. Um dos rappers brasileiros mais influentes desse século, De Leve mantém o humor ácido e o sarcasmo que tornam suas críticas sociais bem humoradas ainda mais agudas. A leveza (turum-tss!) do seu estilo ajudou a quebrar barreiras, ampliando significativamente o seu público.

RODRIGO OGI (SÃO PAULO)
Mais conhecido pelo seu nome artístico Ogi, é um rapper brasileiro e também integrante do grupo Contrafluxo. Nascido em São Paulo, começou a rimar em 1994, mas acabou abandonando o hobby para entrar no grafite. Retornou para o rap em 2003 e, em 2010, foi indicado na categoria “Rap” no VMB da MTV. Em 2011 lançou o álbum “Crônicas da Cidade Cinza”.

PORTUGAL

SR. ALFAIATE (LISBOA)
Foi no subúrbio de Carcavelos que ele travou conhecimento com a arte do turntablism. Todos os domingos, na década de 1990, reunia os amigos em casa para aprimorar sua arte nos toca-discos. E foi ali que Nelson Duarte tornou-se o Nel’Assassin – codinome esse que surgiu devido à sua habilidade como deejay e ser um exímio exterminador de oponentes em campeonatos. Produtor musical e beatmaker, alçou voos como artista em países como Inglaterra, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Brasil e Angola, entre outros. Acumulando em seu currículo parcerias e colaborações com artistas de diversos lugares do mundo… Muito além do hip-hop em Portugal.


CAPICUA (PORTO)
Nascida na cidade do Porto, Capicua (do catalão “cap i cua”, que significa cabeça e cauda) é Ana Matos Fernandes. Aos 15 anos descobriu o hip-hop, primeiro através do graffiti, depois pelas rimas em cassetes, até chegar aos microfones. Algures entre a escola e a universidade, do Porto para Lisboa, estuda sociologia e faz um doutorado em Barcelona.


SAM THE KID (LISBOA)
Elevando a arte de samplear a um patamar nunca antes atingido no passado pela grande maioria dos compositores portugueses, Sam The Kid é facilmente reconhecido como estar no topo dos talentos das novas gerações de produtores. Sendo constantemente convidado por outros artistas para dar a sua contribuição, tanto na mestria das suas rimas, como em beats, Sam eleva bastante a arte de DIY com seus recursos. É atualmente um dos expoentes do hip-hop português.

MUNDO SEGUNDO (PORTO)
Mundo Segundo é uma figura incontornável do hip-hop português, atuando como rapper, beatmaker e produtor. Com 20 anos de carreira, já fez 3 mixtapes solo e criou e produziu diversos eventos que impulsionaram o Rap em Portugal, alguns a bordo de grupos que ajudou a criar, como o Real Companhia e o respeitadíssimo Dealema. Nascido em Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal, é incensado em todo o território lusitano, sobretudo em Lisboa, capital do país.

A REPPRODUTORA
Fundada em 2007 no Rio de Janeiro, A REPPRODUTORA (Ritmo E Poesia Produtora) promove ações de cultura urbana com foco no investimento em capital humano e no fomento à indústria criativa. Eventos, shows, palestras, workshops, campeonatos e oficinas, sobretudo, à luz da cultura hip-hop. Com o intuito de gerar o intercâmbio no tocante à criação artística e integração de mercado entre os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) no segmento de cultura urbana, tornando assim numa constante que, sobretudo, aproxima nosso principal público-alvo (crianças, adolescentes e jovens) ao gosto pela pesquisa e ao enriquecimento não somente no tocante à cultura local, mas pela história da lusofonia em contato com as múltiplas estéticas do hip-hop.

FESTIVAL TERRA DO RAP, SERVIÇO
QUANDO: de 18 de julho a 1 de agosto
ONDE: Em cinco unidades SESI-RJ

TEATRO SESI – CAXIAS
Rua Artur Neiva, 100 – 25 de Agosto – Duque de Caxias
CAPACIDADE: 220 lugares
INFORMAÇÕES: (21) 3672.8341

TEATRO SESI – CENTRO
Av. Graça Aranha, 1 – Centro – Rio de Janeiro
CAPACIDADE: 350 lugares
INFORMAÇÕES: (21) 2563.4163 / (21) 2563.4164

TEATRO SESI – CAMPOS
Av. Deputado Bartolomeu Lysandro, 862 – Jardim Carioca – Campos
CAPACIDADE: 204 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 2101.9024 / (22) 2101.9000

TEATRO SESI – ITAPERUNA
Av. Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 – Pres. Costa e Silva – Itaperuna
CAPACIDADE: 252 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 3811.9219 / (22) 3822.9200

TEATRO SESI – MACAÉ
Alameda Etelvino Gomes, 155 – Riviera Fluminense – Macaé
CAPACIDADE: 197 lugares
INFORMAÇÕES: (22) 2791.9256 / (22) 2791.9214

QUANTO: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A Feira do Vinil terá entrada franca.
E MAIS: a censura é de 16 anos

jul
02

Saulo Duarte e a Unidade (Pará), Ian Ramil (Rio Grande do Sul) e Ava Rocha (Rio de Janeiro) serão os próximos nomes a se apresentar na terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até outubro de 2014, no Oi Futuro Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural da cidade.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows entre 13 de junho e 25 de outubro. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Em julho, será a vez de reunir jovens talentos do Pará, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, nesta ordem. Saulo Duarte ressaltou que esse “vai ser nosso primeiro show no Rio de Janeiro e eu fico muito feliz que seja no palco do Levada Oi Futuro, um projeto disposto a ouvir novos sons. Será um prazer lançar nosso segundo álbum para ouvidos tão atenciosos”. Ian Ramil é outro que está exultante: “O Levada Oi Futuro proporcionou que eu vá com a banda completa até o Rio pra lançar meu disco. Isso é raro pra artistas independentes e em começo de carreira. Agradeço e torço pra que dure por muitos anos”, diz o jovem.

Ava Rocha pensa que o Levada Oi Futuro “é uma plataforma que tem uma certa estrutura e isso é muito importante numa cidade que carece de incentivos na área musical e que poderia ser a capital da música. Ações como essa engrandecem a cidade e dão um exemplo que outras empresas poderiam seguir. A curadoria (do Jorge Lz, que me convidou para o projeto) também me parece ser muito democrática, antenada com esse momento de aberturas e fortalecimento”.

SAULO DUARTE E A UNIDADE – 11 e 12 de julho
Nascido em Belém, criado em Fortaleza e radicado em São Paulo, o cantor e compositor Saulo Duarte, à frente da banda A Unidade traz forte influência da música do Norte do país – e essa influência pode ser sentida nos elementos tradicionais do carimbó e da guitarrada, que é feita de uma forma original contemporânea. O afropop e o reggae complementam as referências da banda, que virá ao Rio para lançar o seu segundo álbum, “Quente”.

Produzido por eles mesmo e por Mauricio Tagliari, e gravado no estúdio YB Music , o disco tem a participação especial de Felipe Cordeiro, Manuel Cordeiro, Curumin, Luí, Ceruto and Luis de la Hoz (Cuba), David Hubbard (Guiana Francesa) e Alex Tea (Estados Unidos). No Levada Oi Futuro, Saulo Duarte (guitarra e voz) vai se apresentar acompanhado por João Leão (teclados), Túlio Bias (percussões), Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria) e Igor Caracas (percussões).

IAN RAMIL – 18 e 19 de julho
Equilibrar ironia e melancolia parece ser marca típica dos Ramil, talentoso clã musical da MPB. Esse DNA depura-se no álbum de estreia do seu novo representante: Ian Ramil, 28 anos, que toca e compõe desde os 11 anos. Disponível em CD, LP e download gratuito no site do artista (www.ianramil.com), o disco foi gravado em Buenos Aires, produzido por Matias Cella (que trabalhou com Jorge Drexler) e masterizado por Tom Baker – que já cuidou de obras de Nine Inch Nails e Jorge Drexler, da trilogia Matrix e de filmes de David Lynch.

Filho do cantor e compositor Vitor Ramil e, portanto, sobrinho de Kleiton e Kledir, Ian vai se apresentar ao lado dos argentinos Guilherme Ceron (baixo), Martin Estevez (bateria), Lorenzo Flach (guitarra), Jaime Freiberger (trompete), Julio Rizzo (trombone) e do brasileiro Pedro Dom (piano e clarinete). Eles tocarão todas as músicas do disco, entre elas “Suvenir”, “Cabeça de painel” e “Transe”, e outras ainda inéditas. Assista ao primeiro clipe do disco: http://migre.me/k5ook

AVA ROCHA – 25 e 26 de julho
“Ava Patrya Yndia Yracema”, produzido por Jonas Sá (que abriu essa terceira edição do Levada Oi Futuro), é o segundo disco da cantora e compositora Ava Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha. Nas palavras da própria artista, “o show é quente, é musical, é performático, é transe, é eletrizante, é amor, é marasmo, é sonho, é vontade, é desejo, é ardor, é rock, é jazz, é preto, é índia, é rocha, é memória, é latino, é mestiço, é coração, é mel, é ava, é patrya, é yracema. É reviravolta, é revolução, é morte, vida, transmutação”.

No palco do Oi Futuro de Ipanema, Ava vai mostrar inéditas de seu novo disco, que mistura músicas próprias e de compositores como Negro Leo, Domenico Lancelotti e Jonas Sá. A cantora estará acompanhada por Thomas Harres (bateria e percussões), Pedro Dantas (baixo elétrico), Eduardo Manso (synths e eletrônicos) e Marcos Campello (guitarra e violão).

O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas.

jun
25

Isaar foi escolhida para encerrar o primeiro e bem sucedido mês da terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até novembro de 2014, no Oi Futuro em Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural do Rio de Janeiro.

“Não há um projeto semelhante ao Levada Oi Futuro no Rio de Janeiro, em extensão, reconhecimento, abrangência e longevidade”, aponta Rafael Oliva, diretor de Programas e Projetos do Oi Futuro. “Estamos chegando a três anos de apoio a uma plataforma de lançamento de música nacional contemporânea, dando espaço a novos artistas bem como lançamentos de álbuns nos mais diversos sotaques do país, com dois shows por semana durante cinco meses”, pontua.

A cantora, compositora e instrumentista pernambucana Isaar vai se apresentar na próxima sexta e sábado, dias 27 e 28 de junho. Para ela, que fez apenas três shows solo na cidade, é uma oportunidade e tanto. “O convite para cantar no Levada Oi Futuro coincidiu com o disco estar quase pronto. Estou muito feliz de participar porque o Levada é a porta do Rio de Janeiro para quem faz música bacana pelo Brasil”, avalia.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows até novembro.

Para cantar a poesia urbana de Pernambuco
Passados cinco anos após o lançamento do premiado “Copo de espuma”, Isaar desta vez carrega a poesia urbana do Nordeste em sua garganta. “Todo calor”, o álbum que a cantora, compositora e instrumentista pernambucana lançará no Levada Oi Futuro nos dias 27 e 28 de junho, configura a voz remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional de Recife como uma artista universal e cidadã urbana.

Após liberar o álbum para download gratuito no site www.isaar.com.br, Isaar vai mostrar em Ipanema o repertório de “Todo calor”, um conjunto de onze canções executadas pelos músicos Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone. A poesia urbana de Pernambuco – elemento presente nos dois últimos álbuns de Isaar – é um tema constante no novo trabalho onde a cantora interpreta composições dos poetas Zizo e França, dos músicos Cassio Sette e Graxa e do paulista Beto Villares. A direção musical é da própria Isaar, conhecida por sua atuação nas bandas Comadre Fulozinha e DJ Dolores & Orquestra Santa Massa.

O Levada Oi Futuro é realizado no Oi Futuro de Ipanema, que fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos.

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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