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geografia capa 500Escrito pelo produtor João Carino e pelo pesquisador Diogo Cunha, com patrocínio da Imprensa Oficial, GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA (Muriqui Livros) terá lançamento na Travessa de Botafogo em 5 de fevereiro, uma quinta-feira, a partir das 19h. Ao longo de 314 páginas, a dupla faz um giro pela cena musical carioca, através de movimentos e personagens de destaque. Eles também trazem novidades à história. Você sabia que “Pelo telefone” não foi o primeiro samba a ser gravado, em 1915, como reza a lenda? E que o gênero que embala os nossos Carnavais é muito mais uma herança indígena do que negreira?

O livro começa ao som dos índios dançando e batendo tambor, nossos primeiros caciques de Ramos, e desce até o rebolado sensual do baile funk. Existe esperança para a música nascida em solo carioca? Os autores apostam que sim! A prova são os versos de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc e Moacyr Luz: “Brasil tira as flechas do peito do meu padroeiro, que São Sebastião do Rio de Janeiro ainda pode se salvar”. A seguir, um apanhado que Carino (em sua estreia na escrita) e Diogo (co-autor de três livros com André Diniz) fizeram sobre este novíssimo GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA:

“Quando a flecha Tubinambá rasga o céu e o olho de Estácio de Sá, os caciques do samba de partido alto, ao som do tamboril e das maracas, interrompem seu ritual antropofágico e libertam seus prisioneiros para caírem na folia.

No Carnaval, quando o entrudo com suas imundícies corre solto pela Praça XV e Avenida Central, o imperador – que também adora brincar de jogar água nos outros – foge da polícia e acaba se escondendo nos jardins do Palácio do Catete. Dona Nair de Teffé coloca o violão de lado e, atônita, convida sua majestade – que está todo encharcado – para ouvir o corta-jaca de Chiquinha Gonzaga, que é da lira, não se pode negar.

Donga, que acaba de roletar na Carioca, ao lado do presidente do Pragas do Egito, o carteiro Alexandre, também conhecido como Animal, enche a cara de vinho do Porto na casa da Tia Ciata. Lá o comes e bebes é farto e o gato não dorme em cima do fogão.

Na estação Cidade Nova do choro, o passaporte é carimbado com destino a Paris. Entre um cancan e outro, o dentista e dançarino Duque inicia seu bailado, no puladinho e no cruzado, e ao som de Pixinguinha e seus Oito Batutas (que, na verdade, são sete), apresenta a libidinosa dança do maxixe, que acaba virando moda na Europa. Na volta, o desembarque é ao lado de Ismael Silva (na foto abaixo, cercado por mulheres) e Cartola. O traslado inclui “Estácio, Salgueiro, Mangueira” e a Vila “que não quer abafar ninguém”. O bonde segue seu destino levando mais um operário. No taioba, o Barão de Drummond, descalço e sem colarinho, viaja tentando controlar seu inconveniente mico-leão-dourado que não para quieto.  No ponto de 100 réis, onde todos são obrigados a desembarcar, avistam Dolores Duran, cheia de charme, tentando convencer Ary Barroso a deixá-la fazer uma nova letra para o samba-canção “No Rancho Fundo”. Caso ele caia nesta cantada, Lamartine Babo vai ficar furioso.

ismael

Na subida do morro de Mangueira, após uns breques com um malandro que mexeu com a sua nega, Moreira da Silva se dirige para os estúdios da gravadora Copacabana só para ouvir o alardeado “dó de peito” do jovem cantor João Gilberto, que dizem imitar Orlando Silva.

Depois que o Visconde de Rio Branco, o Presidente Vargas e o Marquês de Sapucaí viram passar a turma das escolas na Praça XI, mandam avisar “Pelo telefone” ao Zé Pereira que o tambor está liberado para ser tocado na antessala do Odeon junto ao piano de Nazareth.

Ao som do samba, Noel de Medeiros Rosa sobe a igreja da Penha de joelhos, bebe nos cabarés da Lapa, passa pelas casas de amores urgentes no Mangue, canta o morro do Salgueiro que, aliás, “já exprime dois terços do Rio de Janeiro” e termina seu passeio nas areias de Ipanema vendo “o pato” na orla da zona sul carioca. Aproveita para dar um pulo no apartamento de Nara Leão e ouvir uma bossa muito diferente da que ele inventou.

Tom Jobim, de rosto colado com Vinicius, dança embalado por Copacabana, a princesinha do mar, na voz de Dick Farney. Enquanto isso, o síndico da Tijuca, Tim Maia, ao lado de Imperial, assiste na TV ao programa Jovem Guarda com Roberto Carlos amando loucamente a namoradinha de um amigo dele.

No alto das favelas, o “proibidão” corre solto com seu volume ensurdecedor. De um lado da corda que divide o salão, a linda lourinha brinca com o moleque indigesto ciceroneados por joujoux e balagandans e também pelo pirata da perna de pau. Do outro lado da corda, as cantoras do rádio pulam com a nega do cabelo duro acompanhada da chiquita bacana que é grau dez. O baile funk vibra no tamborzão do balancê entre Braguinha e Lalá.  Aqui quem não dança pega na criança, segura a chupeta e perde o Cordão da Bola Preta. Os que seguem o cordão, cobertos de confete e serpentina, acabam se deleitando num chafariz no Centro da cidade. O banho é franco e os foliões matam sua sede naquelas fontes murmurantes. São as mesmas que nutrem a verde mata, movimentam cachoeiras e cascatas, num colorido sutil.

Por isso, é preciso admitir que não há nada igual, do Leme ao Pontal. A música inunda de poesia uma cidade esquadrinhada no corpo violão da “Garota de Ipanema”. Essa “Cidade Mulher”, hoje popozuda e glamorosa de algum MC ou DJ. Um rio musical que passa por nossa vida e o coração se deixa levar.

Assim nasce este livro. Um filete de água que se propõe a levar o leitor a desvendar e compreender melhor as fantasiosas narrativas desta introdução, sem pretensão alguma de esgotar o assunto. Histórias das canções, seus principais compositores e intérpretes, lendas e curiosidades. Uma pequena viagem pelos gêneros musicais com certidão de nascimento, lavrada ou não em cartório, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

A música popular brasileira nascida no Rio de Janeiro é fruto de uma mistura de raças, costumes e origens. Uma espetacular e coincidente união de tradições musicais nacionais e de fora do Brasil. Este caldeirão cultural só poderia ter acontecido aqui, lugar onde o Cristo Redentor, de braços abertos sobre a Guanabara, se veste de índio, desfilando no Cacique de Ramos. E num porre de felicidade no Bafo da Onça, batiza, por decreto assinado com lápis de cor: Cidade Maravilhosa!”.

GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA, coquetel de lançamento

QUANDO: 5 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 19h
ONDE: Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, próximo ao Metrô. T:. 3195.0200)
QUANTO: Entrada grátis. O livro será vendido por R$ 34

jan
13

Nos dias 27 e 28 de janeiro, às 20h30, Valéria Lobão soltará a voz na Arena do Espaço Sesc, em Copacabana, para lançar o álbum “Noel Rosa, preto e branco” (selo Tenda da Raposa). Nas duas noites, a cantora será acompanhada pelo pianista e diretor musical do espetáculo Itamar Assiere, com participações especiais dos pianistas Gilson Peranzzetta e Carlos Fuchs (também produtor musical, responsável pela gravação, mixagem e masterização do CD) e da cantora Mariana Baltar. Ingressos a R$ 20, com meia-entrada para maiores de 60 anos, estudantes e jovens até 21 anos. Comerciários pagam R$ 5.

valéria lobão

Depois de sua estreia em disco com o elogiado “Chamada” (2011), Valéria Lobão (acima, em foto de Edu Monteiro) agora se debruça sobre a obra daquele que foi um dos precursores da moderna música popular brasileira: o grande Noel Rosa (1910-1937). E faz isso de maneira notável, intensa e cheia de sabores – ora doces, ora ácidos, como as próprias letras de Noel. Passeando da dor profunda ao total escárnio e irreverência, Valéria faz um bom uso da poética de Noel para criar surpreendentes imagens sonoras, com naturalidade e graça.

“Noel Rosa, preto e branco” revisita 22 composições do Poeta da Vila através das teclas pretas e brancas de um piano e 22 pianistas. Cada um deles foi convidado a escrever arranjos e interpretar as faixas junto com a cantora, no cultuado estúdio Tenda da Raposa, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. “O repertório traz clássicos, da linha de ‘Feitio de oração’, ‘Último desejo’ e ‘Triste cuíca’, e outras músicas que, incrivelmente, permaneceram em descanso por décadas, como ‘Suspiro’ e ‘Sinhá Ritinha’”, diz Valéria.

André Mehmari, João Donato, Cristovão Bastos, Leandro Braga, Rafael Vernet, Marcelo Caldi, Gabriel Geszti, Rafael Martini, Adriano Souza, Marcos Nimrichter, Duo Gisbranco, Eduardo Farias, Tomás Improta, Fernando Leitzke, Robert Fuchs, Cliff Korman, Claudio Andrade, Vitor Gonçalves e os supracitados Carlos Fuchs, Gilson Peranzzetta e Itamar Assiere foram parceiros na feitura do disco. “É interessante notar que todos eles se servem do mesmo instrumento, que, por sua vez, utiliza sempre os mesmos microfones e pré-amplificadores para a captação sonora. Significa que ouvimos o som de cada um e acredito que isso seja uma das riquezas deste trabalho”, avalia Carlos Fuchs.

Também participam do disco seis cantores de diversas gerações que vêm inspirando Valéria Lobão em sua ainda jovem, porém promissora carreira: Joyce Moreno, Marcelo Pretto, Mariana Baltar, Nina Wirtti, João Cavalcanti e Moyséis Marques. A preparação e direção vocal levam a assinatura de Felipe Abreu.

Dona de uma voz de timbre suave, que dispensa firulas e acrobacias vocais, e transitando com elegância e tranquilidade por embolada, moda caipira, samba, samba-canção, fox e toada, Valéria Lobão nos apresenta um panorama que vai desde o início da carreira, ainda no tempo em que Noel integrava o seu primeiro conjunto – Bando de Tangarás – até suas últimas composições. No roteiro, estão pérolas como “Minha viola” (de 1929), “Julieta” (com Eratóstenes Frazão, 1931), “Sinhá Ritinha” (com Moacyr Pinto, de 1931), “E não brinca não” (1932), “Suspiro” (parceria com Orestes Barbosa, 1934), “Pastorinhas” (de Noel e João de Barro, 1934) e “Eu sei sofrer” (1937).

“Noel Rosa, Preto e Branco”, lançamento

QUANDO: 27 (terça) e 28 (quarta) de janeiro, às 20h30

ONDE: Espaço Sesc – Rua Domingos Ferreira, 160, em Copacabana

QUANTO: Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10) para maiores de 60 anos, estudantes e jovens até 21 anos. Comerciários pagam R$ 5

 

jan
12

pedroJaneiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

A partir de quarta, 21 de janeiro, o cantor e compositor Pedro Luís e a cantora e compositora Mahmundi se apresentam nas Arenas (Pavuna dia 21, Madureira dia 22, Penha dia 28 e Pedra de Guaratiba dia 29) na segunda e última etapa do projeto, que começou nas primeiras duas semanas do ano com shows do cantor e compositor Lenine e abertura da banda Tono.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, brasiliense que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

MAHMUNDI E PEDRO LUÍS FINALIZAM O VERÃO NAS ARENAS
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento, sempre às quartas e quintas de janeiro, a partir das 20h, nas quatro Arenas Cariocas do Rio.

mahmundiA jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (21/1)
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

dez
23

Janeiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a simbólicos R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

TONO + LENINE NAS PRIMEIRAS DUAS SEMANAS
Tono e Lenine abrem o circuito de shows do Verão no dia 7 de janeiro, as 20h, na Arena da Pavuna. A banda Tono traz a maresia da Zona Sul em seu DNA para embalar a noite antes da apresentação do cantor e compositor pernambucano Lenine, um dos músicos mais completos e importantes do país. Desde 2008, o grupo é formado pelos requisitados Bruno Di Lullo (baixista de Gal Costa no estelar “Recanto”), Rafael Rocha (fundador do Brasov e baterista de Jorge Mautner) e Bem (filho de Gilberto) Gil, que já empunhou sua guitarra em trabalhos do gênio baiano. A vocalista Ana Cláudia Lomelino e Eduardo Manso, o homem dos efeitos eletrônicos, completam a banda.

lenine laranja

A Tono vai mostrar o repertório inédito do terceiro e mais recente álbum “Aquário”, produzido por Arto Lindsay e mixado por Daniel (filho do baixista Dadi) Carvalho. Lenine soma mais de 30 anos de carreira, com dez álbuns solo, dois projetos especiais e inúmeras participações. Já foi gravado por nomes como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ney Matogrosso e produziu CDs da banda Pedro Luís e a Parede (Plap) e de Chico César, entre outros. Nas quatro Arenas, Lenine vai fazer um passeio pelos seus sucessos, como “Jack Soul brasileiro”, “Hoje eu quero sair só”, “A rede” e “Dois olhos negros”, e tocar faixas do recente álbum “Chão”.

tono laranja

MAHMUNDI + PEDRO LUÍS COMPLETAM O CIRCUITO
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento a partir de 21 de janeiro. A jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

pedro laranja

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

mahmundi laranja

QUATRO BAIRROS MUSICAIS
O Verão nas Arenas vai passear por quatro bairros que mantém uma forte ligação com a música. Madureira, por exemplo, é do samba com as quadras da Portela e do Império Serrano. Penha remete às rodas de choro do Suvaco de Cobra, que revelaram grandes instrumentistas nas décadas de 70 e 80. A Pavuna é um celeiro de rock and roll e os moradores de Pedra de Guaratiba adoram uma MPB bem tocada.

Por Paula Bittar e Monica Ramalho

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (7/1)
LENINE + TONO
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (8/1)
LENINE + TONO
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (14/1)
LENINE + TONO
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (15/1)
LENINE + TONO
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

Quarta (21/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

nov
25

No final dos anos 60 surgiu timidamente no Brasil um movimento musical batizado pelos seus criadores de Toada Moderna. Passou desapercebido aos olhos dos musicólogos, do grande público e da mídia de um modo geral. Isso porque, na época, o Brasil respirava o Tropicalismo dos baianos. Entretanto, diversas músicas (como “Sá Marina”, “Viola enluarada”, “Travessia” e “Andança”, entre outras) fizeram o maior sucesso. A criação mineira do Clube da Esquina, por exemplo, é uma vertente riquíssima da Toada Moderna.

Tibério Gaspar

Foi nesse contexto que o compositor Tibério Gaspar construiu seu referencial, participando ativamente da cena daquele tempo. A sua primeira parceria com o pianista Antonio Adolfo foi o baião “Caminhada”, também sua primeira obra gravada após ser defendida no II Festival Internacional da Canção (FIC), em 1967. Tibério Gaspar volta aos palcos neste 2014 para lançar “Caminhada” (independente), o seu segundo álbum autoral, dessa vez com Alex Moreira na produção musical e Julio Brau na direção musical. O show será no dia 1 de dezembro, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, com participações especiais de Antonio Adolfo, seu principal parceiro, e Simoninha, filho de Wilson Simonal, a voz que revelou “Sá Marina” para o país, em 1968.

No CD, o artista se aprofundou em suas raízes para cantar 12 músicas, das quais oito são em parceria –“Dono do mundo” e a faixa-título com Antonio Adolfo mais “A voz da América” (com Nonato Buzar), “Companheiro” (com Naire Siqueira), “Dança mineira” (com Aécio Flávio), “Será que eu pus um grilo na sua cabeça?” (com Guilherme Lamounier), “Sideral” (feita a seis mãos com Valdir Granthon e Durval Ferreira) e “Vê se vê” (em dupla com Rubão Sabino) – e quatro sozinho: “Coração maluco”, “Luz na escuridão”, “O melhor amigo” e “Vitória do bem”.

No show de lançamento, Tibério Gaspar vai relembrar os sucessos que colecionou ao longo da carreira artística de quase meio século. O espetáculo conta com a direção geral de Adonis Karan e a produção executiva de Anna Muniz. Tibério será acompanhado por Júlio Brau (violão, guitarra e direção musical), Vladimir Sosa (teclado), César Rebechi (guitarra), Geferson Horta (baixo), Moacyr Neves (bateria) e Tamir Case (percussão), com participações de Eron Lima (sanfona) além de Jussara Silva (ex-integrante do Trio Ternura que, junto com Tony Tornado, imortalizaram BR-3 no Maracanãzinho) e Tadeu Mathias nos vocais.

Por Monica Ramalho e Tibério Gaspar
Foto de Paulo Padilha

out
10

Celebrar um dos mais originais movimentos da cena musical brasileira das últimas décadas: o mangue beat, que completa 20 anos neste 2014. Essa é a proposta do Caranguejando – 20 anos de mangue beat, uma série de quatro shows gratuitos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) em palco a ser montado ao ar livre na Praça do Patriarca.

Com curadoria da jornalista musical Monica Ramalho e direção artística da Baluarte Cultura, o Caranguejando – 20 anos de mangue beat, reunirá bandas e intérpretes de diversos estilos, que farão suas releituras de músicas marcantes desse movimento que modificou a cena cultural do Brasil a partir de Recife.

A programação será dividida em dois dias. No sábado, dia 11 de outubro, a partir das 14h, a banda paulistana Isca de Polícia convidará cantor carioca Serjão Loroza e, em seguida, será a vez de a banda pernambucana Mundo Livre S/A dividir o palco com o cantor e compositor carioca Pedro Luís. Já no domingo, dia 12 de outubro, a bandaParaphernália, do Rio de Janeiro, tocará ao lado da cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria. Para encerrar, o Mombojó, de Recife, vai se apresentar com a participação especial do cantor e guitarrista Curumin, de São Paulo.

Mangue revisitado - “A proposta do Caranguejando é revisitar toda a força sonora do movimento, trazendo novas leituras ao melhor do seu repertório. Os quatro shows foram pensados a fim de dialogar com essa mistura que nasceu em solo pernambucano e continua com as antenas parabólicas apontadas da lama de duas décadas atrás ao caos do mundo contemporâneo”, explica Monica Ramalho.

Com o auxílio do diretor musical Paulo Lepetit (também líder da Isca de Polícia, que fará o show de abertura da série), cada banda criou um roteiro misturando clássicos do gênero e repertório próprio – originando, assim, um show único. As bandas receberão os convidados que, combinando suas vozes e influências, revelarão como a pegada do mangue beat pode estar presente em trabalhos que extrapolam a sua estética característica.

“O mangue beat foi um dos movimentos mais revolucionários da música popular brasileira. Há quem diga que depois dele nada de novo reverberou com tanta veemência nos ouvidos do país”, ressalta a curadora.

Homenagem - A série Caranguejando – 20 anos de mangue beat tem o objetivo de fazer os artistas dialogarem com essa mistura sonora que nasceu em solo pernambucano e colocou a região como uma das referências do pop/rock brasileiro dos anos 1990. Originalmente chamado de mangue bit (extraído da unidade de memória dos computadores), a semente do movimento foi jogada com o manifesto “Caranguejos com cérebro”, escrito a seis mãos pelo jornalista e músico Fred 04 (líder do Mundo Livre S/A), Chico Science e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992, causando grande estardalhaço.

Porém, foi em 1994 que o movimento correu definitivamente para os braços do mundo, com o lançamento quase simultâneo de dois discos: “Da lama ao caos”, de Chico Science e Nação Zumbi, e “Samba esquema noise”, do Mundo Livre S/A, uma clara alusão ao nome do disco de estreia de Jorge Ben (Samba Esquema Novo). O mangue beat se preocupou em manusear com cuidado as influências do rock neopsicodélico, do rap e da música eletrônica internacionais. Eles queriam combinar tudo com as raízes do coco, do maracatu, das cirandas e dos caboclinhos nordestinos, reforçando uma das características do mangue beat: a diversidade. Foi quando a capital do frevo passou a se destacar também como polo artístico do Brasil diante dos curiosos ouvidos do mundo.

A seguir informações sobre cada show e breves biografias dos artistas convidados.

Dia 11 de outubro, sábado, das 14h às 17h30

ISCA DE POLÍCIA + SERJÃO LOROZA
Formada por reconhecidos músicos da cena brasileira como Paulo Lepetit (baixo e direção musical), Luiz Chagas (guitarra), Marco da Costa (bateria), Jean Trad (violões), Bocato (trombone), Vange Milliet (voz) e Suzana Salles (voz), a banda paulistana Isca de Polícia foi criada em 1979, por Itamar Assumpção para acompanhá-lo em discos e shows. Em 2010 o grupo gravou um CD com composições inéditas de Itamar Assumpção, que faz parte do projeto “Caixa Preta”, lançado pelo selo Sesc. Para 2014 a banda promete um trabalho autoral com parcerias entre seus integrantes e nomes como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Arrigo Barnabé, Tom Zé, Zélia Duncan e Carlos Rennó.

Com referências musicais como James Brown, Gerson King Combo e Tony Tornado, o cantor e ator Serjão Loroza(também integrante do Monobloco) cria suas raízes e transforma em fonte de inspiração para sua multifacetada carreira, se firmando como um intérprete que canta de marchinhas de carnaval a clássicos da MPB além de sucessos da musica pop mundial. Em “Carpe Diem”, seu mais novo trabalho, Serjão traz composições próprias e de autores como Arlindo Cruz, Rodrigo Maranhão, Céu, Hyldon, Arnaldo Antunes e Gabriel Moura.

MUNDO LIVRE S/A + PEDRO LUÍS
Banda seminal do mangue beat, a Mundo Livre S/A foi formada em 1984 na cidade de Recife, por Fred 04, um dos autores do manifesto “Caranguejo com cérebro” (ao lado de Chico Science e Renato L). A banda mostrou todo o seu experimentalismo desde a estreia em disco, com “Samba Esquema Noise”, lançado em 1994. Ainda nos anos 90, eles lançaram mais dois álbuns antológicos: “Guentando a Óia” (1996) e “Carnaval na Obra” (1998), e fizeram outros discos até homenagear a Nação Zumbi em 2013 com “Mundo Livre S.A. e Nação Zumbi”. A ideia foi fazer uma espécie de batalha musical em que os dois principais grupos do movimento interpretam canções do repertório do outro. Atualmente, a Mundo Livre é formada por Fred 04 (vocais, cavaquinho e guitarra), Areia (baixo), Xef Tony (bateria), Léo D (teclados) e Pedro Santana (percussão).

Pedro Luís pisou no mundo artístico no espetáculo “A Farra da Terra”, com a trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone, ainda no começo da década de 80. Daí pra frente foi punk no grupo Urge na mesma década. Criou a sonoridade original da banda Pedro Luís e a Parede, ao lado de Celso Alvim, C.A. Ferrari, Mario Moura e Sidon Silva, nos anos 90. Com os parceiros da Parede, Pedro fundou o Monobloco, um dos maiores blocos de carnaval do país, responsável por encerrar o carnaval do Rio de Janeiro. Em 2011, Pedro lançou seu primeiro CD solo, “Tempo de Menino”. Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento também como compositor, sendo gravado por nomes como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Adriana Calcanhotto e Roberta Sá, entre muitos outros.

Dia 12 de outubro, domingo, das 14h às 17h30

PARAPHERNÁLIA + ELLEN OLÉRIA

O embrião da Paraphernália surgiu em 2001, quando o guitarrista Bernardo Bosisio e o contrabaixista Alberto Continentino se uniram para um novo projeto. Após algumas formações, a banda chegou à configuração atual, juntando-se à dupla alguns dos mais tarimbados e requisitados músicos da cena carioca: Donatinho (teclados), Felipe Pinaud (flauta), Leandro Joaquim (trompete), Marlon Sette (trombone), Renato “Massa” Calmon (bateria) e Joca Perpignan (percussão). O som da Paraphernalia é um instrumental pop e dançante, potente e livre de convenções e virtuosismos, e abrange um vasto leque de ritmos e possibilidades que pode ser ouvido no CD “Ritmo Explosivo”, de 2012.

Cantora e compositora brasiliense de voz poderosa, Ellen Oléria se declara uma farofeira, assumindo fazer uma mistura sonora tipicamente brasileira, que pode incluir variados ingredientes sem se descaracterizar. Nesse “tempero musical” de Ellen, misturam-se o samba ao jazz, o afoxé ao hip-hop, o rock ’n’ roll e o pop. Ellen atua há 14 anos no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou inúmeras edições do Festival Universitário FINCA (Festival Interno de Música Candanga) da Universidade de Brasília, é a maior vencedora da história do Festival de Música Tom Jobim do Sesc – DF, multipremiada no Festival de Música dos Correios e foi a vencedora do primeiro The Voice Brasil, da TV Globo. Já lançou os discos “Peça” (2009), “Ao vivo na garagem” (2011), “Soatá” (2011) e “Ellen Oléria” (2013).

MOMBOJÓ + CURUMIN
O Mombojó foi formado em abril de 2001, em Recife (PE). No ano seguinte, já figurava entre as atrações do festival Abril Pro Rock, entre outros eventos e festivais de Pernambuco e do Brasil. Em 2004 lançou seu primeiro álbum, “Nadadenovo”, despertando a atenção da imprensa nacional como aposta da música pernambucana na época: um grupo que aparecia dez anos após o surgimento do movimento mangue beat e marcava uma nova geração de bandas de Recife. Os discos “Homem-espuma” (2006) e “Amigo do Tempo” (2011) e “11º Aniversário” (2013) vieram antes de “Alexandre” (2014), o quinto álbum da banda, ainda em turnê de lançamento. O Mombojó é Felipe S (voz e guitarra), Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria e sampler).

Nascido em São Paulo, descendente de japoneses, Luciano Nakata Albuquerque ganhou logo cedo o apelido de Curumin. Formou sua primeira banda aos oito anos com colegas de escola, tocando panelas em substituição à bateria e aos 14 anos já tocava bateria e percussão em casas noturnas de São Paulo. Iniciou sua carreira solo em 2003 com o lançamento de seu primeiro disco “Achados e Perdidos”, que apresenta influências musicais do soul e funk americanos, além de samba funk dos anos 70 e hip hop. Em 2008 lançou seu segundo álbum, “JapanPopShow”, contando com a participação de artistas como Blackalicious, Tommy Guerrero, General Electric, Lucas Santtana e Turbo Trio. “Arrocha” (2012), o mais recente, tem participação das cantoras Céu e Anelis Assumpção, filha de Itamar e sua mulher.

SERVIÇO

Caranguejando – 20 anos de mangue beat

Dias: 11 e 12 de outubro

Local: Praça do Patriarca, ao ar livre, no Centro de  São Paulo

Horário: Das 14h às 17h30

Entrada franca

set
29

Um ano após lançar o primeiro álbum, “Rosto”, que conquistou admiradores e dezenas de reportagens na imprensa nacional, o compositor e poeta Sylvio Fraga está em vias de entrar em estúdio novamente. Antes, vai fazer três shows no carioca Audio Rebel, em Botafogo, para experimentar as inéditas que vem criando desde dezembro do ano passado com a nova banda. Nos dias 3 e 24 de outubro e 21 de novembro, às 20h, Sylvio Fraga vai tocar violão e cantar acompanhado por José Arimatéia no trompete, Mac Willian Caetano na bateria e Bruno Aguilar, o novo integrante, no baixo acústico.

“O Ari (apelido do trompetista) já participava intensamente e a gente apenas oficializou um processo criativo. Antes, a gente começava a trabalhar uma música, sentia falta de algo e chamava o Ari. Agora ele entrou na banda, temos um novo baixista, que toca o acústico, e um quinto elemento. Somos um quarteto com as participações especiais do Lucas Cypriano no teclado”, diz Sylvio, um inquieto por natureza, no melhor sentido.

Nessa temporada no Audio Rebel, o quarteto receberá um convidado especial no show de estreia, próxima sexta, 3 de outubro: Zé Nogueira, que, com certeza, vai somar muito ao embocar seus saxofones e suas flautas virtuoses ao lado da rapaziada. No dia 24 do mesmo mês, os poetas Mariano Marovatto e Laura Liuzzi vão ler seus versos inéditos, a convite de Sylvio. Não por acaso, o jovem artista usa um princípio poético para definir o som da banda.

“O processo é bastante intuitivo, mas pode ser explicado como se cada músico seguisse um caminho paralelo que funciona quando todos os instrumentos se juntam. É o que chamamos na poesia de parataxis: um verso não tem nada a ver com o verso seguinte, mas, quando estão ali no mesmo poema, algo novo se cria a partir da proximidade desses dois versos. Toco uma marcha no violão e quero que baixo e bateria toquem outras coisas para fazer um som que a gente não esteja acostumado a ouvir”. É a surpresa que faz a música acontecer com o sentido que eles buscam.

Ao longo de 2014, Sylvio estudou teoria musical com o guitarrista Bernardo Ramos e sente que melhorou o seu diálogo com os músicos. Eles ensaiam três vezes por semana, em sessões de três horas. Quando um ensaio precisa ser cancelado, arrumam a agenda para compensar nos próximos encontros. Todos têm um compromisso de estar junto naquele espaço e tempo, em função de criar coletivamente o repertório da banda. A parceria com o Pedro Dias Carneiro segue de vento em popa (para o segundo disco já fizeram “Fiquem calmas” e “Wurly”), mas Sylvio ainda busca letras para suas melodias inspiradas.

Por falar nas inéditas e autorais, cabe um aviso: Os títulos são todos provisórios. Aliás, o próprio nome do álbum ainda está em aberto. “O propósito desses shows no Audio Rebel é sedimentar o trabalho de um ano para a gente entrar em estúdio no início de dezembro com tudo”, adianta Sylvio. Nesses meses, ele compôs 15 músicas (com e sem parceiros, arranjos sempre assinados pelo quarteto) e pretende gravar as 15 para depois escolher quais cabem no CD.

“Eu gosto das 15”, defende o band líder, um apaixonado pelos sons do Flying Lótus – referência desde que estreou profissionalmente na música – e do trio de jazz americano Vijay Iyer Trio. No roteiro das apresentações, estão “Bolo de jabuticaba”, “Ave da cidade”, “Fanta laranja”, “Clara” e “New Jersey”, entre outras. Elas foram exaustivamente trabalhadas num processo que desafia os próprios músicos a criarem e aperfeiçoarem até mesmo o que aparentemente já está bom. Sylvio explica, com um sorriso: “Quero gravar um disco só com as minhas músicas favoritas”.

O Audio Rebel fica na Rua Visconde Silva, 55, em Botafogo. Os ingressos para os dias 3 e 24 de outubro e 21 de novembro, às 20h, custam R$ 15. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Por Monica Ramalho
Foto de João Atala 

set
10

Vem aí a segunda edição da Festa Literária da Zona Oeste (FLIZO), que nasceu em 2013 como resultado de um sonho – valorizar o potencial criativo da região mais populosa do Rio de Janeiro – e já despontou como um evento importante para a literatura brasileira. Entre 13 de setembro e 2 de novembro, a Flizo vai descortinar uma série de ações, como concursos, palestras, oficinas e homenagens aos escritores Paulo Lins e Carolina Maria de Jesus, com a presença de nomes importantes das nossas letras.

“A FLIZO aposta na fertilidade encantadora da leitura para regar um projeto maior de desenvolvimento intelectual na região. Acreditamos que a população da Zona Oeste precisa, além de consumir, produzir cultura, e queremos oferecer esse espaço para a transformação do panorama cultural da cidade”, diz Binho Cultura, criador da Festa Literária. O site oficial é: www.flizo.org

Neste ano, a Festa Literária seguirá com o seu caráter multidiverso, itinerante e agregador, entrelaçando literatura, identidade local e expressões artísticas. A proposta desta edição está focada na versatilidade das letras, trazendo roteiristas, dramaturgos e compositores musicais.

As atividades serão na Cidade das Artes, na Arena Carioca Chacrinha, no Teatro SESI Jacarepaguá, no Educandário Santo Expedito e em três escolas públicas de Bangu. Com mesas de debates, exibição de filme e peça infantil de teatro, a inauguração será no fim de semana dos dias 13 e 14 de setembro, na Cidade das Artes. Veja a programação:

EVENTO DE ABERTURA – DIA 1

Sábado, 13 de setembro – Cidade das Artes

TEATRO DE CÂMARA – “Palco Paulo Lins”

10h – Discurso de abertura

11h – mesa 1
“O bonde da Economia Criativa” – Mais do que apenas boas ideias, os convidados desta mesa compartilham disposição e conhecimento para implementá-las, chamando atenção com iniciativas que envolvem a comunidade e colaboram na transformação cultural e social do país.

>> Luiz Fernando Pinto – Coletivo Peneira e Mufa Produções
>> Vinicius Terra – Festival Terra do Rap
>> Anderson Quack – Cia de Teatro Tumulto e Cufa
>> Junior Perim – Circo Crescer e Viver
>> Binho Cultura – Flizo
Mediação >> Eliane Costa

15h – mesa 2
“Paulo Lins, autor e obra” – Autor referencial na literatura da periferia, Paulo Lins é o homenageado na abertura da Flizo 2014. Serão relembradas suas obras mais conhecidas, como Cidade de Deus.

>> Guti Fraga
>> Paulo Lins
>> Heloisa Buarque de Hollanda
Mediação >> Adailton Medeiros

16h30 – mesa 3
“Ritmo e poesia nas quebradas” – Um encontro de autores, intérpretes e especialistas em rap, ragga e outras linguagens urbanas, que em conversa partirão em busca dos pontos de contato entre o canto-falado das ruas, a cultura oral, o repente, a poesia e o beletrismo.

>> Bob Rum
>> DJ Marlboro
Mediação >> Numa Ciro

SALA DE LEITURA
autores, escritores, roteiristas em conversas animadas além de atividades especiais e oficinas

11h – Dilea Frate e Simona Traina, escritora e ilustradora – bate papo sobre o livro “A menina que carregou o mar nas costas

14h – Dilea Frate, bate papo sobre o livro “Quem Contou?”

15h – Bob Rum, bate papo sobre o livro “Era só mais um Silva

16h – Tapetes Contadores de História – oficina de criação artesanal de tapetes contadores de história feitos pelas crianças. Cada criança criará através de retalhos, fitilhos, botões, feltro e encantos em geral, a sua historia num tapete de pano que levará pra casa.

PRAÇA

12h – Grandarilhos – oficina de perna de pau para crianças de todas as idades

13h – Grandarilhos – apresentação de grupo de perna de pau com contação de histórias nas alturas

18h –  Sarau, com os grupos Poesia de Esquina, Sarau do Escritório e convidados

19h30 – PIB, show

“Espaço Cine Waldir Onofre”
exibição de filmes e bate-papos com convidados

14h – “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles

17h – “A Batalha do Passinho”, de Emílio Domingos

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EVENTO DE ABERTURA – DIA 2

Domingo, 14 de setembro – Cidade das Artes

TEATRO DE CÂMARA – “Palco Paulo Lins”

11h – mesa 4
“Leitura em tempos de hiperconexão” – A proposta aqui é reunir autores de prestígio entre crianças e adolescentes para uma reflexão em voz alta a respeito de novas mídias e, também, sobre a disponibilidade de tempo para a leitura, em meio à concorrência de redes sociais, games e outros atrativos.

>> Thalita Rebouças
>> Cristiane Costa
>> Jessé Cria
Mediação >> Ricardo Soares

15h – mesa 5
“Por que escrever e ler poesia”

>> Paulo Henriques Britto
>> Alice Sant’Anna
>> Lucas Viriato
Mediação >> Henrique Rodrigues

17h – peça de teatro
O Mundo Buarque de Hollanda, de Anna Markun

Infantil com músicas de Chico Buarque

SALA DE LEITURA
autores, escritores, roteiristas em conversas animadas além de atividades especiais e oficinas

11h – “Oficina de Livro de Pano, contadores de histórias” – Beth Araújo e Martha de Freitas

12h – Hubert Aranha, do Casseta & Planeta | bate papo com o autor

14h – Alexandre Pimenta, autor e roteirista do programa “Tá no Ar” | bate papo com o autor

15h – Jessé Andarilho, bate papo com autor

16h – Lycia Barros, bate papo com autor

PRAÇA

11h – “Godofredo e seus Amigos”, por Flavio Dana, contação de história e música

15h – Lata Doida – oficina de confecção de livro artesanal, inspirada no conto de Chapeuzinho Vermelho na Mata Atlântica

16h – Lata Doida, apresentação musical

18h – apresentação musical

“Espaço Cine Waldir Onofre”
exibição de filmes e bate-papos com convidados

15h – “O menino no espelho”, de Gui Fiuza

Concurso literário recebe textos até 20 de setembro
Investindo na procura pelos talentos da Zona Oeste, a FLIZO 2014 lançará também um Concurso Literário, com inscrições abertas desde 23 de agosto e até 20 de setembro, através do site da Festa Literária (www.flizo.org). Com categorias específicas, a iniciativa abrirá espaço para que se produza conteúdo sobre a região e, a partir dela, se trace um novo olhar para a história do Rio de Janeiro. O concurso pretende produzir uma cartografia literária e criativa dos bairros da região, já que todos os textos devem ter a Zona Oeste como tema, ambiente ou principal inspiração.

Paulo Lins e Carolina Maria de Jesus, os homenageados
O homenageado desta edição será o escritor Paulo Lins, responsável pelo livro “Cidade de Deus”, que inspirou o premiado filme de Fernando Meirelles, indicado a quatro Oscars. Autor de livros e poeta, Paulo também trabalha como roteirista e dá luz à criação literária por trás das câmeras. Para celebrar sua trajetória artística, a FLIZO fará uma exposição retrospectiva, além de uma mesa de debates sobre sua vida e obra, a ser realizada no dia 13 de setembro, às 15h, na Cidade das Artes.

E para celebrar os 100 anos de nascimento da poetisa e escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sua vida e obra serão revisitadas. Carolina era catadora de papel e escreveu diários, contando sobre os locais em que vivia e as pessoas ao seu redor. O livro “Quarto de despejo”, organizado pelo jornalista Audálio Dantas, foi publicado em 1960 e é um clássico.

Oficinas em três escolas de Bangu
O Circuito FLIZO atuará em escolas nas três Vilas de Bangu (Aliança, Kennedy e Vintém), com um mês de oficinas de criação literária e outras artes, como música, cinema e teatro, estimulando os alunos a mostrar sua realidade e seu talento, criando um novo mundo possível por meio das palavras.

Mais um curso, em parceria com a Firjan
Uma parceria firmada entre a FLIZO e a Firjan vai promover um curso criado especialmente para os agentes culturais da região. As aulas – realizadas em três sábados, no SESI Jacarepaguá, com carga de 18h e certificado – pretendem dar mais ferramentas para que os projetos já em desenvolvimento ganhem força argumentativa, organização produtiva e assertividade de planejamento.

Como foi a FLIZO 2013
Na primeira edição da FLIZO, obtivemos os seguintes resultados: 32 dias de palestras de mais de 70 escritores renomados ou ainda pouco conhecidos da região e cerca de 40 grupos de música, artes visuais, teatro e dança. Com caráter itinerante, a Festa Literária foi celebrada em escolas municipais, universidades e polos culturais, como Cidade das Artes, Espaço Cultural Ser Cidadão e Salão Nobre do Bangu Atlético Clube. Bairros como Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba, Campo Grande, Senador Camará, Bangu, Realengo, Padre Miguel, Jacarepaguá e Barra da Tijuca foram contemplados.

As conexões foram tantas, que muitos artistas e agitadores culturais de outras zonas da cidade, afora toda a imprensa do Rio e mesmo de outros estados, acabaram dando voz e vez à produção criativa da ZO. Além de mobilizar 208 artistas (entre escritores, atores e músicos) e 4.690 espectadores-sócios deste novo processo de celebração cultural da região, a Festa Literária se desdobrou em um conjunto de ações que ultrapassou as características próprias do evento. A FLIZO tornou-se um ponto de partida para novas possibilidades de participação social. “Queremos fazer uma revolução artística na Zona Oeste”, afirma Binho Cultura.

set
04

Com mais de uma década de intensa atuação no mercado, o produtor Julio Zucca abriu duas turmas para os seus renomados: curso “Formatação de projeto cultural” e aula-palestra “Captação de recursos para projetos culturais”. Já faz oito anos que Julio oferece cursos e afins com o objetivo de capacitar pessoas a realizarem seus projetos e também qualificar o segmento.

Mais de 2.500 pessoas já passaram pelas salas de aula do dono da Zucca Produções, que idealizou conteúdos em diferentes formatos e para públicos distintos. As inscrições para o curso seguem até 5 de setembro e as quatro aulas serão realizadas nas terças-feiras do mesmo mês (dias 9, 16, 23 e 30), das 19h às 22h, no Largo do Machado. Interessados em participar da aula palestra têm até 10 de setembro para garantir a vaga no aprendizado de sábado, dia 13, das 13h às 17h, no mesmo local.

“Esses cursos são muito importantes para mim e também sinto que são úteis para quem participa. Através deles conheci muita gente bacana, inclusive algumas que acabaram vindo trabalhar comigo e que hoje se tornaram grandes amigos. As aulas oxigenam minhas ideias e me mantém atualizado”, diz ele, que, no momento, se divide entre o Levada Oi Futuro, o novo CD de óperas de João Guilherme Ripper, a gestão dos patrocínios da reforma da Sala Cecília Meireles, as aulas na Escola Sesc de Ensino Médio e diversas consultorias de patrocínios incentivados.

Julio Zucca já produziu mais de 70 projetos, entre shows, discos, filmes, pecas teatrais, exposições, festivais, espetáculos de dança e livros de arte. “Uma das minhas maiores alegrias é ficar sabendo do sucesso dos projetos dos alunos”, afirma, com brilho nos olhos.  Ele se orgulha em contar que a Companhia Atores de Laura fechou uma turma e, coincidentemente ou não, depois emplacou vários projetos e patrocínios.

Os exemplos são muitos. “Tem a Danielle Francisco uma menina que aprovou um projeto muito improvável no edital da Petrobras e hoje dá cursos parecidos com os meus na Baixada Fluminense, a Pierina Morais, produtora da Beth Goulart, que fez e depois conseguiu vários patrocínios para projetos delas e com quem trabalho até hoje, e nunca me esqueço de três ex-alunas que trabalharam na Zucca e hoje tem suas próprias produtoras”, enumera, animado para conhecer as próximas turmas.

Curso: FORMATAÇÃO DO PROJETO CULTURAL
Transforme uma ideia em um projeto cultural! Para que a ideia de um produto ou evento artístico se concretize, o primeiro passo é ter, em um projeto, a descrição, conteúdo e planejamento do que se quer realizar. Este documento, essencial para que o projeto seja conhecido, lido e avaliado em diversas circunstâncias, é tratado passo a passo neste curso.

Datas: 9, 16, 23 e 30 de setembro (terças-feiras)
Horário: das 19h às 22h
Local: Flex Center (Largo do Machado, 54, Piso A – Sala Granada)
Investimento: R$ 440 (R$ 352 para quem se inscrever até dia 5 setembro)
Lotação da turma: 25 pessoas

Aula palestra: CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CULTURAIS
O maior obstáculo no caminho de um projeto cultural é a obtenção de recursos para a sua realização. A Arte, para chegar ao público, passa necessariamente pela busca destes recursos. Como chegar até eles é o tema desta aula-palestra, que passeará por todos os caminhos possíveis para se obter recursos para projetos culturais. Encontre o seu!

Data: 13 de setembro (sábado)
Horário: das 13h às 17h, com coffee break às 15h
Local: Flex Center (Largo do Machado, 54, Piso A  – Sala Esmeralda)
Investimento: R$ 240 (R$ 192 para quem se inscrever até dia 10 setembro)
Lotação da turma: 60 pessoas

Inscrições com a Sofia Sá, na Zucca Produções – 2556-5265 | 2556-8477 | 98444-7740 | 98527-0270
[email protected] | [email protected] | www.zucca.com.br

No final dos cursos os participantes receberão certificado, material de apoio e apostila sobre projetos culturais em CD de dados

ago
06

Nem tão samba, nem tão rock, nem tão jazz e, no entanto, tudo isso misturado de um jeito personalíssimo. É assim que a cantora Karla da Silva define o seu primeiro disco solo, “Quintal”. Feito via crowdfunding e selecionado pela Natura Musical, o álbum vai ganhar o seu registro em DVD após circular em shows por São Paulo, Salvador e Curitiba, com convidados e direito a making of. A filmagem será na noite de 21 de agosto, às 20h, com entrada gratuita, no Espaço Cultural Sérgio Porto, que fica no Humaitá, Rio. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Conhecida no país ao participar da edição inaugural do reality show The Voice Brasil, na Rede Globo, Karla da Silva conta que, antes de escolher a estética do seu DVD, assistiu a muitos e achou todos parecidos. “A Marina Gante sabe da minha paixão por cinema e trouxe a ideia de fazer o DVD com um caráter documental, registrando lugares e pessoas que fazem parte da minha vida, como o quintal da casa dos meus pais, em Madureira, e o canto das minhas tias e da minha mãe, que me aproximaram da música desde cedo”, rebobina a cantora.

Acompanhada por Paulo Ney no violão e no backing vocal, Felipe Chernicharo na guitarra, Rodrigo Ferreira no baixo, Guido Sabença na bateria, ela vai registrar as versões ao vivo de músicas do seu álbum de estreia, “Quintal” (independente, 2013), entre elas “Hoje só volto amanhã”, “Lobo” (João Bernardo), “Samba do Bem” (Germana Guilherme), “Para celebrar” (Pedro Ivo), “Duas palavrinhas” (Evandro Navarro), “Fé, tempero e amor” (Diogo Brown) e a faixa-título, feita a dez mãos por Matheus von Kruger, Eduardo Brechó, Lucas Cirillo, Alysson Bruno e Jairo Pereira.

A gravação do primeiro DVD de Karla da Silva (e a recente turnê por quatro capitais brasileiras) foi um dos projetos selecionados para receber o patrocínio da empresa de cosméticos. “Uma das vertentes do Natura Musical é a aposta em novos talentos da música brasileira. Ao longo de quase nove anos, o programa vem revelando e participando da consolidação da carreira de novos nomes como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Céu. Ao sermos apresentados a Karla da Silva, vimos a oportunidade de valorizar seu talento e produção artística”, conta Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura. “Também nos chamou a atenção sua capacidade de mobilização e conexão com novas formas de produção, uma vez que Karla conseguiu gravar seu disco com o apoio dos seus fãs”, acrescenta.

OUÇA O DISCO “QUINTAL”: https://soundcloud.com/karla-da-silva

VEJA MAIS: http://www.naturamusical.com.br/karla-da-silva-e-do-samba

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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