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“Variável eloquente” (independente) é o nome do disco de estreia do cantor e compositor Caio Prado (RJ), que será lançado no Levada. Os shows serão na sexta e sábado, dias 15 e 16 de maio, às 21h, no Oi Futuro de Ipanema. Ingressos a R$ 20 (R$ 10 para estudantes e maiores de 65 anos).

Levada é um festival que vem promovendo, há quatro edições, a nova música brasileira. A cada ano, o curador Jorge Lz e a equipe da Zucca Produções se surpreendem com tantas sonoridades que encontram pelo país. O projeto, que a partir de agora se chama simplesmente Levada, tem sido um passaporte para a chegada desses talentos aqui na cidade, reconhecida vitrine artística da nação musicalíssima que nós somos.

caio laranja

“Desde 2012, o Levada teve o cuidado de fazer um panorama do que rola de mais interessante no novo cenário musical brasileiro. Jogar luz nos novos e formar público são os principais objetivos do projeto. Nesta quarta edição a ideia é continuar desbravando as cinco regiões do país e trazer para o Rio de Janeiro 14 artistas de qualidade indiscutível para lançarem seus discos diante de uma plateia ávida por novidades”, diz Jorge Lz.

E por falar em novidade, segura essa: Os cantores participam de um TweetChat nas sextas-feiras, às 19h, com duração prevista de meia hora. A proposta é reunir o artista, sua produção e a equipe do Levada para pensar música, debatendo, com o público, o funcionamento desse mercado independente. Como os artistas jovens lançam seus trabalhos? Usam as leis de incentivo? Têm empresas próprias? Como vivem de música nas suas cidades natais? Questões como essas estão na mira dos organizadores do Levada.

“O Rio de Janeiro é sedento por espaços que divulguem as novas artes – e o Levada é um projeto sério e com frescor. Imensa alegria em poder compartilhar o meu primeiro disco autoral nesse espaço cultural cheio de credibilidade e respeito ao artista independente. Espero todo mundo lá com voz e alma abertas!”, convida Caio Prado, com o entusiasmo dos seus 24 anos.

Os shows serão realizados às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 apresentações entre abril e outubro. Em maio, teremos, ainda, o baiano Bruno Capinan nos dias 22 e 23 e a mineira Raquel Coutinho nos dias 28 e 29. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

CAIO PRADO – 15 e 16 de maio
Cantor e compositor de personalidade, dono de um timbre especial, que promove experimentações estéticas na música através de metáforas e melodias ímpares, o carioca Caio Prado, vai lançar “Variável eloquente”, seu álbum de estreia, no Levada! Ao todo, são dez faixas autorais, com uma proposta minimalista. Produzido por Clemente Magalhães e Maycon Ananias, o disco foi construído em torno de um violão acompanhado por um quarteto de cordas (com arranjos de Maycon).

Para o show, Caio preparou um repertório que mescla faixas do disco, com outras inéditas de sua autoria (“Roteirista”, “Cantiga do início”, “Não recomendado” e a faixa-título são algumas delas) e também releituras de artistas como os mineiros do Clube da Esquina e a banda inglesa Radiohead. Caio Prado vai cantar no Levada acompanhado por Felipe Rodrigues no violão e Federico Puppi no violoncelo.

Ouça “Variável eloquente” agora: https://soundcloud.com/ocaioprado


CAIO PRADO NO LEVADA
Local: Oi Futuro Ipanema
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar – Ipanema
Dias: 15 e 16 de maio, sexta e sábado, às 21h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade de público por sessão: 94 pessoas
Informações: Oi Futuro – (21) 3201.3010 / Zucca Produções – (21) 2556.5265 / (21) 98527.0270

abr
06

deliaeegbertopeqDelia Fischer sempre sonhou em revisitar a obra de Egberto Gismonti, mas revisitar mesmo: vestir os temas com novos arranjos, encomendar letras para clássicos, carimbar com as suas digitais a produção do célebre multiinstrumentista e compositor. Em 2010, ela ganhou o Prêmio Sesc Rio de Fomento à Cultura e pode, enfim, gravar Saudações Egberto, que foi recebido com atenção pela imprensa no ano seguinte. Não por acaso, “O sonho”, de 1969, foi escolhido para abrir o disco, que volta às lojas agora com o carimbo da Rob Digital.

“Em 1969, o homem chegou à lua. Apesar do tempo, essa música continua falando com a gente. Sacha Amback participa lindamente dela fazendo um interlúdio eletrônico”, lembra a compositora, pianista, arranjadora e cantora. Delia apresenta releituras de músicas de Egberto com arranjos surpreendentes e letras elaboradas especialmente para este CD, como “Cor de Sol” (versão letrada por Eugenio Dale para a conhecida “Lôro”). Ela também encomendou para Ronaldo Bastos a letra do clássico “Pêndulo”, que tornou-se “Um outro olhar” e conta, no disco, com os vocais de Paulinho Moska.

O relançamento deste Saudações Egberto será feito na também novíssima Sala Cecília Meireles, na Lapa carioca, na noite de 11 de abril. Delia Fischer estará acompanhada por Pedro Mibielli (violino, guitarra e bandolim), Herberth Souza (teclado), Matias Corrêa (baixo e voz) e Rafael Maia (bateria), com participação ultra especial de Egberto Gismonti – que também participa do disco com o seu violão de dez cordas na faixa-título, parceria dele com o poeta Paulo César Pinheiro.

“A expectativa de subir no mesmo palco que o Egberto, e esse palco ainda ser o da Sala Cecília Meireles, é um presente da vida! Ainda não escolhemos o que vamos tocar juntos, mas só sei de uma coisa: não existe ninguém mais feliz do que eu com essa participação especial no relançamento do meu CD!”, conta Delia. Para Egberto, “quando uma pessoa como Delia, e outros craques, pega a sua música e renova tudo é uma maneira de você eternizar a sua passagem aqui por esse mundo”.

Para escolher o repertório, Delia escutou novamente todos os discos do mestre, “que são ainda incrivelmente atuais e instigantes e me fizeram querer tocar, compor e entrar no universo musical, com a grande vantagem de poder agora realizar com maturidade e colocar um pouco da minha própria visão”. Ela dedicou especial atenção à primeira fase da produção musical do compositor, a mais “popular”, dos anos 1970 e 1980, quando ele usava fartamente o formato canção, com letra ou instrumental. “Egberto é um músico que possui todas as ferramentas para a criação de obras sinfônicas, canções e ainda tem o dom da improvisação, como os grandes mestres do século XIX. Isso tudo aliado a seu profundo conhecimento da música universal e mantendo o foco no Brasil”, analisa Delia.

A Sala Cecília Meireles fica no Largo da Lapa, 47, na Lapa carioca. Ingressos a R$ 40, com meia entrada (R$ 20) para estudantes e maiores de 65 anos.

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joão bernardo capaO cantor e compositor João Bernardo lançará “Meu coração não para de me bater” no dia 3 de abril, às 20h, no palco do Espaço Cultural Sérgio Porto, no Humaitá. Acompanhado por Ronald Valle (violão), Rafael Camanho (guitarra), Marcelão de Sá (baixo) e Marias Zibecchi (percuteria), o artista mineiro desfiará o repertório do novo disco, com direção de Elisa Lucinda e Ronald Valle, iluminação de Alessandro Boschinni e projeções de Fernando Muñoz. Ingressos a R$ 20.

“Queria me enjoar de você”, hit na web com mais de um milhão e duzentos views até agora (o equivalente a cerca de 2.300 novos acessos diários) é uma das faixas do álbum. Elisa Lucinda escreveu um texto espontâneo e apaixonado sobre o álbum. Leia:

Sou uma artista ligada na palavra. Mesmo uma cena muda me vem em forma de palavra. Portanto, me dei bem ao receber este presente: o CD de João Bernardo tem a palavra poética como asa-mor e dele vem como um chamado. O homem traz uma música que eu quero escutar e dentro dela, notícias. Ouvi muitas vezes antes de escrever, deixei que ele se tornasse o meu cotidiano, o meu ambiente, que tocasse no meu banho, fosse trilha de minhas caminhadas e horas culinárias. Observei a sua capacidade de se espalhar nos espaços, considerei sua competência a ocupar os ares da casa. Descobri que cada faixa traz uma reflexão. Uma ideia. Há um olhar nesse poeta cantor e compositor que nos convida a refletir sobre o amor e a vida e a existência, ao mesmo tempo em que nos revela o tão precioso sentimento masculino.

“Sentimento masculino, ó, como o almejo!”. Sou freguesa desse benefício. Usuária desse bem. Trata-se de outra sensibilidade, mas não de uma sensibilidade menor que a feminine, é só diferente. Está aí o João Bernardo que não me deixa mentir, e não está só. Herdeiro natural, consciente ou inconsciente, de uma dinastia de pérolas de nossa MPB, ele nos leva com sua voz sincera, sua voz nova, a regiões que não estranhamos, embora estreemos nela. Perfumam o território de nossa memória, exalando, ora um pouco a marola dos Novos Baianos em meio de vocais amigos, ora a inteligência lírica de Sérgio Sampaio, ora parece a onda de Paulinho Moska com sua poesia sentida, ora o coração inventivo de Zeca Baleiro, ora a criatividade filosófica de Caetano Veloso, o sotaque poético de Arnaldo Antunes,  ora a balburdia dos Doces Bárbaros, ora a liberdade dos Mutantes em uma acústica atmosfera afetiva de dar gosto. Foda. Todo fundo desse trabalho enxuto e vivo nos soa agradavelmente familiar e único, posto que não são canções previsíveis, que suas melodias não são óbvias e nem se encontram suas rimas em qualquer esquina.

O cara conhece a língua e sabe colocar a melodia à serviço dela. O seu olhar de poeta nos garante uma investigação contínua, e nos confidencia a sua confissão. O seu mergulho no amor, sua romântica sociologia da dinâmica dos casais permeia com muita inteligência o disco todo e está disponível para tomar o lugar das vozes dos ouvintes. Das nossas vozes. Aquelas canções nos traduzem recheadas de sínteses simples, como aquela da balada hit mais famosa do álbum. Você ouve uma vez e pega: “Voltando da sua casa ontem reparei que tinha ficado lá”. Os amantes conhecem essa frase, vivem o seu sentido, mas foi preciso que João Bernardo o dissesse, que nomeasse o mistério. Eu não sabia por que, mas passei dias cantando seus versos sem parar: “Queria me enjoar de você…”. Aquilo começou a bater no meu coração com a familiaridade das velhas marchinhas, dos antigos clássicos Lupiciniais que habitam os porões de minha iniciação musical, desde criança exposta ao acervo de meu pai e de minha mãe, entregues aos “braços” de Dolores Duran, Herivelto Martins, Jair Amorim, Ataulfo Alves, Cartola, Wilson Batista, Noel Rosa… É tanta gente, é tanta lista, e por que aquela baladinha ingênua se aninhou em mim com a intimidade daqueles bambas? Meu coração não parava de me bater como se meu peito fosse um teclado, um tambor.

O que sei é que não escapa ao olhar joaobernardiano a fragilidade que o amor nos oferece e o gole de fortaleza que o mesmo amor, ao nos expor ao seu perigo, nos empresta. E é com um fino humor que  o artista se vale aqui do planeta dos romances para entender o homem, desvendar os conhecimentos de si, os desconhecimentos de si, suas ausências: “Uma pessoa está fora de si quando você bate não tem ninguém lá dentro/ O problema é que ela pode querer voltar e a casa não mais existir/ Cuidado! Existir exige estar vivo e estar vivo é estar dentro de si”. Vai, assim, o existencialista que usa nitidamente a poesia das canções para dar conta das inquietações, desejos, expectativas, erros e acertos que rondam o encontro humano. Mas nota-se com muita tranquilidade a eleição que ele faz do que diz, em relação às melodias. Não tem aquela letra apertada dentro do corredor da partitura. Não vejo ali as palavras aprisionadas aos rigores rítmicos. Não. As palavras têm liberdade e as canções idem, ambas caminham juntas para o inusitado muitas vezes, e para o muito simples outras vezes. Poesia e música vão muito bem para o caminho do quase previsível, que nunca é. No entanto, a música dele surpreende, tudo obedece ao recado. O império é dos sentidos. As intenções imperam nas decisões estéticas do rapaz que ainda faz a gente dançar com o que ele faz.

Inteligente, sensível, ingênuo, menino, maduro, ousado, naif, cosmopolita e rapaz do interior, o mineirinho leva a gente a concordar com ele direitim: “A gente leva a roça dentro da gente, é tanta coça que o mundo dá”. Nos entrega o pássaro que bem trocadilha: “No meio da cidade eu penso no pássaro que sou, passará a dor”. As vozes dessa faixa tão simples nos levam pela mão para um rolé de urbanos dentro de nossa paisagem interior. Essa é a sua sofisticação. O álbum todo tem esse cuidado, essa qualidade de som. Uma riqueza que vai levando a gente. Os músicos são todos bons. Está tudo luminoso. Não é um disco frio com a pinta asséptica de muitos trabalhos de estúdio. Há, por exemplo, uma orquestra constituída de caixa, surdo, caxixi, tamborim e apito, mais as vozes, que leva a gente pro carnaval de rua dos nossos corações. Confiante de que estamos entendendo o que ele quer dizer, João Bernardo ousa com a sua voz sincera e de homem cotidiano, a nos levar pelo bico numa marchinha feita só, creiam vocês, de refrão. Tem um cuidado despretensioso de não pôr letra na cantarolada primeira parte, e nós, além de aceitarmos isso, vamos displicentemente e sem perceber compondo aquele conteúdo, ocupando de pensamentos e de uma certa letra aquele espaço melódico. Digo isso porque cantarolamos com sentido, de modo que, quando desemboca no refrão “Não fui eu, foi o carnaval”, estamos entendendo tudo. Há coisas nesse terceiro disco de João Bernardo no tão surpreendente mundo musical nosso, que falam direto ao meu coração. São versos dispersos de várias canções dele, companheira do meu dia a dia que citei aqui. “Em casa ele já está tocando no meu rádio porque sua música cai muito bem na vida”.

Quando fui ver o show dele outro dia, não estavam lá só fregueses. Lotado,  havia um fã clube ali, talvez entre eles, amigos que compuseram a jam session que virou o hit (viral) “Queria me enjoar de você”. Mas havia admiradores, gente cantando aquilo como se tocasse nas rádios. Isso é um sinal de que João Bernardo veio para ficar. Gostei mesmo do disco todo. Como poeta me senti respeitada, agraciada, e como cantora me senti seduzida. A inspiração da canção “O Veneno da vida” nos ensina: “O veneno da vida eu bebi quando conheci você, aprendi a desaprender”, e aí explode numa sabedoria amorosa de tamanha preciosidade em “Virandáda”, que faz a gente querer escutá-lo a falar de novo e melhor do sentimento supremo: “O amor precisa de ar, é bicho que preso vira estátua”. O homem, o artista que invade a cena contemporânea está chamando os faróis para ele. Prestemos atenção. É rico, é novo e traz boas histórias no bojo. Como cabe aos sonhadores persistentes, o guerreiro traz as suas ralações para chegar até aqui. É um disco de quem quer, como todo investigador da felicidade humana, ver de cara o mistério, chamar pelo nome o secreto da vida.

“Meu coração não para de me bater” é romântico e moderno. E embora o mote, o cardápio temático esteja relacionado às coisas do amor e do lidar com suas regiões existenciais, o disco não sofre. O tom do trabalho não sangra, não perdura doendo – ainda que trate das dores também. É isso. Aqui o que temos são dores curadas à base de arte. O que é especialmente atraente é que João reveste com delicadeza e franqueza a sua tara em muitas letras. E é tudo poesia. Não há nada fora dela aqui. O erotismo e a sexualidade escorrem pelas frestas das estrofes, dos versos, sem hipocrisia ou falsa elegância. Se escarafuncharmos, encontraremos no fundo o mesmo homem que vemos na superfície do mar de sua canção. As onze faixas não nos pedem nada e agradam ao coração dos românticos, dos modernos, dos amadores da vida. Concordamos com os sambas, as baladas, e sobretudo  com os criativos e deliciosos arranjos onde vemos as decisões conceituais do autor. Cuidadoso e bem humorado, ele se nos mostra a cara cantando o que pensa, “sabendo que certas palavras lhe saem como uma bala que vai acertar o nosso coração”. Acertou o meu.

Por Elisa Lucinda

 

“Meu coração não para de me bater”, lançamento

QUANDO: sexta, 3 de abril, às 20h

ONDE: Espaço Cultural Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163, no Humaitá

QUANTO: R$ 20

mar
10

ana laranjaO show “Pelos Caminhos do Som”, no qual Ana Costa faz um recorte vibrante da obra lusófona de Martinho da Vila, vai virar DVD. E não um DVD qualquer, mas o primeiro da carreira da cantora e compositora, que atinge a maioridade esse ano, somando 21 anos. O palco escolhido para receber essa festa, que terá participação especial de Marcelinho Moreira, Dirceu Leite, Agrião, Alceu Maia e Meninas da Serrinha – entre outras surpresas -, foi o do Imperator, no Méier. Será na noite de 12 de março, a partir das 21h, com ingressos de R$ 25 a R$ 60.

A proposta de reunir esse repertório é chamar a atenção para a importância da criação de Martinho, sambista consagrado, pesquisador incansável dos variados ritmos brasileiros e considerado o embaixador da música brasileira dos países de língua portuguesa. Foi ele quem propôs o chamado “traço de união” entre as nações de língua portuguesa, misturando sambas que estão no imaginário de todo nós com canções que foram menos divulgadas.

Ana fala (e canta!) com propriedade o repertório de Martinho da Vila, tamanha é a identificação que desenvolveu com a sua obra e também pela intimidade e carinho que nutre pelo universo do mestre.

“Esse show, que agora vira DVD, foi pensado à partir do álbum ‘Lusofonia’, lançado em 2000, no qual Martinho exalta a música e a cultura dos países lusófonos, mas também exalta as belezas do nosso país. São composições de Angola, Moçambique, Portugal e Timor Leste que o Martinho releu e criou versões. É fato que vemos alguma semelhança entre as músicas deles e a nossa e o show é resultado desse flerte do Martinho. Desde os anos 80, ele viaja todos os anos para esses e outros países de língua portuguesa a fim de garimpar as suas preciosidades sonoras”, diz Ana Costa.

No roteiro, “Fazendo as malas” (de Martinho e Rildo Hora), “Samba dos ancestrais” (dele com a saudosa Rosinha de Valença), a recente “Filosofia de vida” (feita a seis mãos com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), as famosas “Odilé odilá” (parceria dele com João Bosco, que Ana Costa regravou no Sambabook do Martinho), “Traço de união” (mais uma da dupla Martinho/ João Bosco), “Canta canta, minha gente” e “Madalena do Jucú”, uma versão dele para uma cantiga de domínio público. Esta última foi registrada no clássico “O canto das lavadeiras”, de 1989, um disco inspirado no folclore brasileiro. A faixa que nomeia o projeto, “Pelos caminhos do som”, também saiu desse elepê antológico.

A cantora estará acompanhada por Julio Florindo (contrabaixo e direção musical), Maurício Massunaga (no violão, na guitarra e no bandolim), Alessandro Cardozo (no cavaquinho), Daniel Félix (na percussão), André Manhãs (na bateria), Antonio Guerra (no teclado)e Verônica Bonfim e Jussara Lourenço (nos vocais). A direção do show fica por conta de Analimar Ventapane, filha de Martinho da Vila, a direção artística e a concepção musical são de Bianca Calcagni e Ana Costa. O DVD “Pelos Caminhos do Som” é uma coprodução do Canal Brasil.


ANA COSTA GRAVA O DVD “PELOS CAMINHOS DO SOM”

QUANDO: dia 12 de março (quinta-feira), às 21h

ONDE: Imperator – Centro Cultural João Nogueira – Rua Dias da Cruz, 170, no Méier. Informações pelo 2597.3897, das 9h às 12h e das 13h às 18h

QUANTO: Plateia sentada: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) | Pista R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

ETCÉTERA: A bilheteria funciona nas terças e quartas, das 13h às 20h; nas quintas e sextas, das 13h às 21h30; aos sábados, das 10h às 21h30; e aos domingos, das 10h às 19h30. A censura é de 16 anos

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03

geografia capa 500Escrito pelo produtor João Carino e pelo pesquisador Diogo Cunha, com patrocínio da Imprensa Oficial, GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA (Muriqui Livros) terá lançamento na Travessa de Botafogo em 5 de fevereiro, uma quinta-feira, a partir das 19h. Ao longo de 314 páginas, a dupla faz um giro pela cena musical carioca, através de movimentos e personagens de destaque. Eles também trazem novidades à história. Você sabia que “Pelo telefone” não foi o primeiro samba a ser gravado, em 1915, como reza a lenda? E que o gênero que embala os nossos Carnavais é muito mais uma herança indígena do que negreira?

O livro começa ao som dos índios dançando e batendo tambor, nossos primeiros caciques de Ramos, e desce até o rebolado sensual do baile funk. Existe esperança para a música nascida em solo carioca? Os autores apostam que sim! A prova são os versos de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc e Moacyr Luz: “Brasil tira as flechas do peito do meu padroeiro, que São Sebastião do Rio de Janeiro ainda pode se salvar”. A seguir, um apanhado que Carino (em sua estreia na escrita) e Diogo (co-autor de três livros com André Diniz) fizeram sobre este novíssimo GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA:

“Quando a flecha Tubinambá rasga o céu e o olho de Estácio de Sá, os caciques do samba de partido alto, ao som do tamboril e das maracas, interrompem seu ritual antropofágico e libertam seus prisioneiros para caírem na folia.

No Carnaval, quando o entrudo com suas imundícies corre solto pela Praça XV e Avenida Central, o imperador – que também adora brincar de jogar água nos outros – foge da polícia e acaba se escondendo nos jardins do Palácio do Catete. Dona Nair de Teffé coloca o violão de lado e, atônita, convida sua majestade – que está todo encharcado – para ouvir o corta-jaca de Chiquinha Gonzaga, que é da lira, não se pode negar.

Donga, que acaba de roletar na Carioca, ao lado do presidente do Pragas do Egito, o carteiro Alexandre, também conhecido como Animal, enche a cara de vinho do Porto na casa da Tia Ciata. Lá o comes e bebes é farto e o gato não dorme em cima do fogão.

Na estação Cidade Nova do choro, o passaporte é carimbado com destino a Paris. Entre um cancan e outro, o dentista e dançarino Duque inicia seu bailado, no puladinho e no cruzado, e ao som de Pixinguinha e seus Oito Batutas (que, na verdade, são sete), apresenta a libidinosa dança do maxixe, que acaba virando moda na Europa. Na volta, o desembarque é ao lado de Ismael Silva (na foto abaixo, cercado por mulheres) e Cartola. O traslado inclui “Estácio, Salgueiro, Mangueira” e a Vila “que não quer abafar ninguém”. O bonde segue seu destino levando mais um operário. No taioba, o Barão de Drummond, descalço e sem colarinho, viaja tentando controlar seu inconveniente mico-leão-dourado que não para quieto.  No ponto de 100 réis, onde todos são obrigados a desembarcar, avistam Dolores Duran, cheia de charme, tentando convencer Ary Barroso a deixá-la fazer uma nova letra para o samba-canção “No Rancho Fundo”. Caso ele caia nesta cantada, Lamartine Babo vai ficar furioso.

ismael

Na subida do morro de Mangueira, após uns breques com um malandro que mexeu com a sua nega, Moreira da Silva se dirige para os estúdios da gravadora Copacabana só para ouvir o alardeado “dó de peito” do jovem cantor João Gilberto, que dizem imitar Orlando Silva.

Depois que o Visconde de Rio Branco, o Presidente Vargas e o Marquês de Sapucaí viram passar a turma das escolas na Praça XI, mandam avisar “Pelo telefone” ao Zé Pereira que o tambor está liberado para ser tocado na antessala do Odeon junto ao piano de Nazareth.

Ao som do samba, Noel de Medeiros Rosa sobe a igreja da Penha de joelhos, bebe nos cabarés da Lapa, passa pelas casas de amores urgentes no Mangue, canta o morro do Salgueiro que, aliás, “já exprime dois terços do Rio de Janeiro” e termina seu passeio nas areias de Ipanema vendo “o pato” na orla da zona sul carioca. Aproveita para dar um pulo no apartamento de Nara Leão e ouvir uma bossa muito diferente da que ele inventou.

Tom Jobim, de rosto colado com Vinicius, dança embalado por Copacabana, a princesinha do mar, na voz de Dick Farney. Enquanto isso, o síndico da Tijuca, Tim Maia, ao lado de Imperial, assiste na TV ao programa Jovem Guarda com Roberto Carlos amando loucamente a namoradinha de um amigo dele.

No alto das favelas, o “proibidão” corre solto com seu volume ensurdecedor. De um lado da corda que divide o salão, a linda lourinha brinca com o moleque indigesto ciceroneados por joujoux e balagandans e também pelo pirata da perna de pau. Do outro lado da corda, as cantoras do rádio pulam com a nega do cabelo duro acompanhada da chiquita bacana que é grau dez. O baile funk vibra no tamborzão do balancê entre Braguinha e Lalá.  Aqui quem não dança pega na criança, segura a chupeta e perde o Cordão da Bola Preta. Os que seguem o cordão, cobertos de confete e serpentina, acabam se deleitando num chafariz no Centro da cidade. O banho é franco e os foliões matam sua sede naquelas fontes murmurantes. São as mesmas que nutrem a verde mata, movimentam cachoeiras e cascatas, num colorido sutil.

Por isso, é preciso admitir que não há nada igual, do Leme ao Pontal. A música inunda de poesia uma cidade esquadrinhada no corpo violão da “Garota de Ipanema”. Essa “Cidade Mulher”, hoje popozuda e glamorosa de algum MC ou DJ. Um rio musical que passa por nossa vida e o coração se deixa levar.

Assim nasce este livro. Um filete de água que se propõe a levar o leitor a desvendar e compreender melhor as fantasiosas narrativas desta introdução, sem pretensão alguma de esgotar o assunto. Histórias das canções, seus principais compositores e intérpretes, lendas e curiosidades. Uma pequena viagem pelos gêneros musicais com certidão de nascimento, lavrada ou não em cartório, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

A música popular brasileira nascida no Rio de Janeiro é fruto de uma mistura de raças, costumes e origens. Uma espetacular e coincidente união de tradições musicais nacionais e de fora do Brasil. Este caldeirão cultural só poderia ter acontecido aqui, lugar onde o Cristo Redentor, de braços abertos sobre a Guanabara, se veste de índio, desfilando no Cacique de Ramos. E num porre de felicidade no Bafo da Onça, batiza, por decreto assinado com lápis de cor: Cidade Maravilhosa!”.

GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA, coquetel de lançamento

QUANDO: 5 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 19h
ONDE: Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, próximo ao Metrô. T:. 3195.0200)
QUANTO: Entrada grátis. O livro será vendido por R$ 34

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13

Nos dias 27 e 28 de janeiro, às 20h30, Valéria Lobão soltará a voz na Arena do Espaço Sesc, em Copacabana, para lançar o álbum “Noel Rosa, preto e branco” (selo Tenda da Raposa). Nas duas noites, a cantora será acompanhada pelo pianista e diretor musical do espetáculo Itamar Assiere, com participações especiais dos pianistas Gilson Peranzzetta e Carlos Fuchs (também produtor musical, responsável pela gravação, mixagem e masterização do CD) e da cantora Mariana Baltar. Ingressos a R$ 20, com meia-entrada para maiores de 60 anos, estudantes e jovens até 21 anos. Comerciários pagam R$ 5.

valéria lobão

Depois de sua estreia em disco com o elogiado “Chamada” (2011), Valéria Lobão (acima, em foto de Edu Monteiro) agora se debruça sobre a obra daquele que foi um dos precursores da moderna música popular brasileira: o grande Noel Rosa (1910-1937). E faz isso de maneira notável, intensa e cheia de sabores – ora doces, ora ácidos, como as próprias letras de Noel. Passeando da dor profunda ao total escárnio e irreverência, Valéria faz um bom uso da poética de Noel para criar surpreendentes imagens sonoras, com naturalidade e graça.

“Noel Rosa, preto e branco” revisita 22 composições do Poeta da Vila através das teclas pretas e brancas de um piano e 22 pianistas. Cada um deles foi convidado a escrever arranjos e interpretar as faixas junto com a cantora, no cultuado estúdio Tenda da Raposa, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. “O repertório traz clássicos, da linha de ‘Feitio de oração’, ‘Último desejo’ e ‘Triste cuíca’, e outras músicas que, incrivelmente, permaneceram em descanso por décadas, como ‘Suspiro’ e ‘Sinhá Ritinha’”, diz Valéria.

André Mehmari, João Donato, Cristovão Bastos, Leandro Braga, Rafael Vernet, Marcelo Caldi, Gabriel Geszti, Rafael Martini, Adriano Souza, Marcos Nimrichter, Duo Gisbranco, Eduardo Farias, Tomás Improta, Fernando Leitzke, Robert Fuchs, Cliff Korman, Claudio Andrade, Vitor Gonçalves e os supracitados Carlos Fuchs, Gilson Peranzzetta e Itamar Assiere foram parceiros na feitura do disco. “É interessante notar que todos eles se servem do mesmo instrumento, que, por sua vez, utiliza sempre os mesmos microfones e pré-amplificadores para a captação sonora. Significa que ouvimos o som de cada um e acredito que isso seja uma das riquezas deste trabalho”, avalia Carlos Fuchs.

Também participam do disco seis cantores de diversas gerações que vêm inspirando Valéria Lobão em sua ainda jovem, porém promissora carreira: Joyce Moreno, Marcelo Pretto, Mariana Baltar, Nina Wirtti, João Cavalcanti e Moyséis Marques. A preparação e direção vocal levam a assinatura de Felipe Abreu.

Dona de uma voz de timbre suave, que dispensa firulas e acrobacias vocais, e transitando com elegância e tranquilidade por embolada, moda caipira, samba, samba-canção, fox e toada, Valéria Lobão nos apresenta um panorama que vai desde o início da carreira, ainda no tempo em que Noel integrava o seu primeiro conjunto – Bando de Tangarás – até suas últimas composições. No roteiro, estão pérolas como “Minha viola” (de 1929), “Julieta” (com Eratóstenes Frazão, 1931), “Sinhá Ritinha” (com Moacyr Pinto, de 1931), “E não brinca não” (1932), “Suspiro” (parceria com Orestes Barbosa, 1934), “Pastorinhas” (de Noel e João de Barro, 1934) e “Eu sei sofrer” (1937).

“Noel Rosa, Preto e Branco”, lançamento

QUANDO: 27 (terça) e 28 (quarta) de janeiro, às 20h30

ONDE: Espaço Sesc – Rua Domingos Ferreira, 160, em Copacabana

QUANTO: Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10) para maiores de 60 anos, estudantes e jovens até 21 anos. Comerciários pagam R$ 5

 

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12

pedroJaneiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

A partir de quarta, 21 de janeiro, o cantor e compositor Pedro Luís e a cantora e compositora Mahmundi se apresentam nas Arenas (Pavuna dia 21, Madureira dia 22, Penha dia 28 e Pedra de Guaratiba dia 29) na segunda e última etapa do projeto, que começou nas primeiras duas semanas do ano com shows do cantor e compositor Lenine e abertura da banda Tono.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, brasiliense que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

MAHMUNDI E PEDRO LUÍS FINALIZAM O VERÃO NAS ARENAS
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento, sempre às quartas e quintas de janeiro, a partir das 20h, nas quatro Arenas Cariocas do Rio.

mahmundiA jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (21/1)
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

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Janeiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a simbólicos R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

TONO + LENINE NAS PRIMEIRAS DUAS SEMANAS
Tono e Lenine abrem o circuito de shows do Verão no dia 7 de janeiro, as 20h, na Arena da Pavuna. A banda Tono traz a maresia da Zona Sul em seu DNA para embalar a noite antes da apresentação do cantor e compositor pernambucano Lenine, um dos músicos mais completos e importantes do país. Desde 2008, o grupo é formado pelos requisitados Bruno Di Lullo (baixista de Gal Costa no estelar “Recanto”), Rafael Rocha (fundador do Brasov e baterista de Jorge Mautner) e Bem (filho de Gilberto) Gil, que já empunhou sua guitarra em trabalhos do gênio baiano. A vocalista Ana Cláudia Lomelino e Eduardo Manso, o homem dos efeitos eletrônicos, completam a banda.

lenine laranja

A Tono vai mostrar o repertório inédito do terceiro e mais recente álbum “Aquário”, produzido por Arto Lindsay e mixado por Daniel (filho do baixista Dadi) Carvalho. Lenine soma mais de 30 anos de carreira, com dez álbuns solo, dois projetos especiais e inúmeras participações. Já foi gravado por nomes como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ney Matogrosso e produziu CDs da banda Pedro Luís e a Parede (Plap) e de Chico César, entre outros. Nas quatro Arenas, Lenine vai fazer um passeio pelos seus sucessos, como “Jack Soul brasileiro”, “Hoje eu quero sair só”, “A rede” e “Dois olhos negros”, e tocar faixas do recente álbum “Chão”.

tono laranja

MAHMUNDI + PEDRO LUÍS COMPLETAM O CIRCUITO
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento a partir de 21 de janeiro. A jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

pedro laranja

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

mahmundi laranja

QUATRO BAIRROS MUSICAIS
O Verão nas Arenas vai passear por quatro bairros que mantém uma forte ligação com a música. Madureira, por exemplo, é do samba com as quadras da Portela e do Império Serrano. Penha remete às rodas de choro do Suvaco de Cobra, que revelaram grandes instrumentistas nas décadas de 70 e 80. A Pavuna é um celeiro de rock and roll e os moradores de Pedra de Guaratiba adoram uma MPB bem tocada.

Por Paula Bittar e Monica Ramalho

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (7/1)
LENINE + TONO
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (8/1)
LENINE + TONO
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (14/1)
LENINE + TONO
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (15/1)
LENINE + TONO
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

Quarta (21/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

nov
25

No final dos anos 60 surgiu timidamente no Brasil um movimento musical batizado pelos seus criadores de Toada Moderna. Passou desapercebido aos olhos dos musicólogos, do grande público e da mídia de um modo geral. Isso porque, na época, o Brasil respirava o Tropicalismo dos baianos. Entretanto, diversas músicas (como “Sá Marina”, “Viola enluarada”, “Travessia” e “Andança”, entre outras) fizeram o maior sucesso. A criação mineira do Clube da Esquina, por exemplo, é uma vertente riquíssima da Toada Moderna.

Tibério Gaspar

Foi nesse contexto que o compositor Tibério Gaspar construiu seu referencial, participando ativamente da cena daquele tempo. A sua primeira parceria com o pianista Antonio Adolfo foi o baião “Caminhada”, também sua primeira obra gravada após ser defendida no II Festival Internacional da Canção (FIC), em 1967. Tibério Gaspar volta aos palcos neste 2014 para lançar “Caminhada” (independente), o seu segundo álbum autoral, dessa vez com Alex Moreira na produção musical e Julio Brau na direção musical. O show será no dia 1 de dezembro, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, com participações especiais de Antonio Adolfo, seu principal parceiro, e Simoninha, filho de Wilson Simonal, a voz que revelou “Sá Marina” para o país, em 1968.

No CD, o artista se aprofundou em suas raízes para cantar 12 músicas, das quais oito são em parceria –“Dono do mundo” e a faixa-título com Antonio Adolfo mais “A voz da América” (com Nonato Buzar), “Companheiro” (com Naire Siqueira), “Dança mineira” (com Aécio Flávio), “Será que eu pus um grilo na sua cabeça?” (com Guilherme Lamounier), “Sideral” (feita a seis mãos com Valdir Granthon e Durval Ferreira) e “Vê se vê” (em dupla com Rubão Sabino) – e quatro sozinho: “Coração maluco”, “Luz na escuridão”, “O melhor amigo” e “Vitória do bem”.

No show de lançamento, Tibério Gaspar vai relembrar os sucessos que colecionou ao longo da carreira artística de quase meio século. O espetáculo conta com a direção geral de Adonis Karan e a produção executiva de Anna Muniz. Tibério será acompanhado por Júlio Brau (violão, guitarra e direção musical), Vladimir Sosa (teclado), César Rebechi (guitarra), Geferson Horta (baixo), Moacyr Neves (bateria) e Tamir Case (percussão), com participações de Eron Lima (sanfona) além de Jussara Silva (ex-integrante do Trio Ternura que, junto com Tony Tornado, imortalizaram BR-3 no Maracanãzinho) e Tadeu Mathias nos vocais.

Por Monica Ramalho e Tibério Gaspar
Foto de Paulo Padilha

out
10

Celebrar um dos mais originais movimentos da cena musical brasileira das últimas décadas: o mangue beat, que completa 20 anos neste 2014. Essa é a proposta do Caranguejando – 20 anos de mangue beat, uma série de quatro shows gratuitos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) em palco a ser montado ao ar livre na Praça do Patriarca.

Com curadoria da jornalista musical Monica Ramalho e direção artística da Baluarte Cultura, o Caranguejando – 20 anos de mangue beat, reunirá bandas e intérpretes de diversos estilos, que farão suas releituras de músicas marcantes desse movimento que modificou a cena cultural do Brasil a partir de Recife.

A programação será dividida em dois dias. No sábado, dia 11 de outubro, a partir das 14h, a banda paulistana Isca de Polícia convidará cantor carioca Serjão Loroza e, em seguida, será a vez de a banda pernambucana Mundo Livre S/A dividir o palco com o cantor e compositor carioca Pedro Luís. Já no domingo, dia 12 de outubro, a bandaParaphernália, do Rio de Janeiro, tocará ao lado da cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria. Para encerrar, o Mombojó, de Recife, vai se apresentar com a participação especial do cantor e guitarrista Curumin, de São Paulo.

Mangue revisitado - “A proposta do Caranguejando é revisitar toda a força sonora do movimento, trazendo novas leituras ao melhor do seu repertório. Os quatro shows foram pensados a fim de dialogar com essa mistura que nasceu em solo pernambucano e continua com as antenas parabólicas apontadas da lama de duas décadas atrás ao caos do mundo contemporâneo”, explica Monica Ramalho.

Com o auxílio do diretor musical Paulo Lepetit (também líder da Isca de Polícia, que fará o show de abertura da série), cada banda criou um roteiro misturando clássicos do gênero e repertório próprio – originando, assim, um show único. As bandas receberão os convidados que, combinando suas vozes e influências, revelarão como a pegada do mangue beat pode estar presente em trabalhos que extrapolam a sua estética característica.

“O mangue beat foi um dos movimentos mais revolucionários da música popular brasileira. Há quem diga que depois dele nada de novo reverberou com tanta veemência nos ouvidos do país”, ressalta a curadora.

Homenagem - A série Caranguejando – 20 anos de mangue beat tem o objetivo de fazer os artistas dialogarem com essa mistura sonora que nasceu em solo pernambucano e colocou a região como uma das referências do pop/rock brasileiro dos anos 1990. Originalmente chamado de mangue bit (extraído da unidade de memória dos computadores), a semente do movimento foi jogada com o manifesto “Caranguejos com cérebro”, escrito a seis mãos pelo jornalista e músico Fred 04 (líder do Mundo Livre S/A), Chico Science e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992, causando grande estardalhaço.

Porém, foi em 1994 que o movimento correu definitivamente para os braços do mundo, com o lançamento quase simultâneo de dois discos: “Da lama ao caos”, de Chico Science e Nação Zumbi, e “Samba esquema noise”, do Mundo Livre S/A, uma clara alusão ao nome do disco de estreia de Jorge Ben (Samba Esquema Novo). O mangue beat se preocupou em manusear com cuidado as influências do rock neopsicodélico, do rap e da música eletrônica internacionais. Eles queriam combinar tudo com as raízes do coco, do maracatu, das cirandas e dos caboclinhos nordestinos, reforçando uma das características do mangue beat: a diversidade. Foi quando a capital do frevo passou a se destacar também como polo artístico do Brasil diante dos curiosos ouvidos do mundo.

A seguir informações sobre cada show e breves biografias dos artistas convidados.

Dia 11 de outubro, sábado, das 14h às 17h30

ISCA DE POLÍCIA + SERJÃO LOROZA
Formada por reconhecidos músicos da cena brasileira como Paulo Lepetit (baixo e direção musical), Luiz Chagas (guitarra), Marco da Costa (bateria), Jean Trad (violões), Bocato (trombone), Vange Milliet (voz) e Suzana Salles (voz), a banda paulistana Isca de Polícia foi criada em 1979, por Itamar Assumpção para acompanhá-lo em discos e shows. Em 2010 o grupo gravou um CD com composições inéditas de Itamar Assumpção, que faz parte do projeto “Caixa Preta”, lançado pelo selo Sesc. Para 2014 a banda promete um trabalho autoral com parcerias entre seus integrantes e nomes como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Arrigo Barnabé, Tom Zé, Zélia Duncan e Carlos Rennó.

Com referências musicais como James Brown, Gerson King Combo e Tony Tornado, o cantor e ator Serjão Loroza(também integrante do Monobloco) cria suas raízes e transforma em fonte de inspiração para sua multifacetada carreira, se firmando como um intérprete que canta de marchinhas de carnaval a clássicos da MPB além de sucessos da musica pop mundial. Em “Carpe Diem”, seu mais novo trabalho, Serjão traz composições próprias e de autores como Arlindo Cruz, Rodrigo Maranhão, Céu, Hyldon, Arnaldo Antunes e Gabriel Moura.

MUNDO LIVRE S/A + PEDRO LUÍS
Banda seminal do mangue beat, a Mundo Livre S/A foi formada em 1984 na cidade de Recife, por Fred 04, um dos autores do manifesto “Caranguejo com cérebro” (ao lado de Chico Science e Renato L). A banda mostrou todo o seu experimentalismo desde a estreia em disco, com “Samba Esquema Noise”, lançado em 1994. Ainda nos anos 90, eles lançaram mais dois álbuns antológicos: “Guentando a Óia” (1996) e “Carnaval na Obra” (1998), e fizeram outros discos até homenagear a Nação Zumbi em 2013 com “Mundo Livre S.A. e Nação Zumbi”. A ideia foi fazer uma espécie de batalha musical em que os dois principais grupos do movimento interpretam canções do repertório do outro. Atualmente, a Mundo Livre é formada por Fred 04 (vocais, cavaquinho e guitarra), Areia (baixo), Xef Tony (bateria), Léo D (teclados) e Pedro Santana (percussão).

Pedro Luís pisou no mundo artístico no espetáculo “A Farra da Terra”, com a trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone, ainda no começo da década de 80. Daí pra frente foi punk no grupo Urge na mesma década. Criou a sonoridade original da banda Pedro Luís e a Parede, ao lado de Celso Alvim, C.A. Ferrari, Mario Moura e Sidon Silva, nos anos 90. Com os parceiros da Parede, Pedro fundou o Monobloco, um dos maiores blocos de carnaval do país, responsável por encerrar o carnaval do Rio de Janeiro. Em 2011, Pedro lançou seu primeiro CD solo, “Tempo de Menino”. Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento também como compositor, sendo gravado por nomes como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Adriana Calcanhotto e Roberta Sá, entre muitos outros.

Dia 12 de outubro, domingo, das 14h às 17h30

PARAPHERNÁLIA + ELLEN OLÉRIA

O embrião da Paraphernália surgiu em 2001, quando o guitarrista Bernardo Bosisio e o contrabaixista Alberto Continentino se uniram para um novo projeto. Após algumas formações, a banda chegou à configuração atual, juntando-se à dupla alguns dos mais tarimbados e requisitados músicos da cena carioca: Donatinho (teclados), Felipe Pinaud (flauta), Leandro Joaquim (trompete), Marlon Sette (trombone), Renato “Massa” Calmon (bateria) e Joca Perpignan (percussão). O som da Paraphernalia é um instrumental pop e dançante, potente e livre de convenções e virtuosismos, e abrange um vasto leque de ritmos e possibilidades que pode ser ouvido no CD “Ritmo Explosivo”, de 2012.

Cantora e compositora brasiliense de voz poderosa, Ellen Oléria se declara uma farofeira, assumindo fazer uma mistura sonora tipicamente brasileira, que pode incluir variados ingredientes sem se descaracterizar. Nesse “tempero musical” de Ellen, misturam-se o samba ao jazz, o afoxé ao hip-hop, o rock ’n’ roll e o pop. Ellen atua há 14 anos no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou inúmeras edições do Festival Universitário FINCA (Festival Interno de Música Candanga) da Universidade de Brasília, é a maior vencedora da história do Festival de Música Tom Jobim do Sesc – DF, multipremiada no Festival de Música dos Correios e foi a vencedora do primeiro The Voice Brasil, da TV Globo. Já lançou os discos “Peça” (2009), “Ao vivo na garagem” (2011), “Soatá” (2011) e “Ellen Oléria” (2013).

MOMBOJÓ + CURUMIN
O Mombojó foi formado em abril de 2001, em Recife (PE). No ano seguinte, já figurava entre as atrações do festival Abril Pro Rock, entre outros eventos e festivais de Pernambuco e do Brasil. Em 2004 lançou seu primeiro álbum, “Nadadenovo”, despertando a atenção da imprensa nacional como aposta da música pernambucana na época: um grupo que aparecia dez anos após o surgimento do movimento mangue beat e marcava uma nova geração de bandas de Recife. Os discos “Homem-espuma” (2006) e “Amigo do Tempo” (2011) e “11º Aniversário” (2013) vieram antes de “Alexandre” (2014), o quinto álbum da banda, ainda em turnê de lançamento. O Mombojó é Felipe S (voz e guitarra), Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria e sampler).

Nascido em São Paulo, descendente de japoneses, Luciano Nakata Albuquerque ganhou logo cedo o apelido de Curumin. Formou sua primeira banda aos oito anos com colegas de escola, tocando panelas em substituição à bateria e aos 14 anos já tocava bateria e percussão em casas noturnas de São Paulo. Iniciou sua carreira solo em 2003 com o lançamento de seu primeiro disco “Achados e Perdidos”, que apresenta influências musicais do soul e funk americanos, além de samba funk dos anos 70 e hip hop. Em 2008 lançou seu segundo álbum, “JapanPopShow”, contando com a participação de artistas como Blackalicious, Tommy Guerrero, General Electric, Lucas Santtana e Turbo Trio. “Arrocha” (2012), o mais recente, tem participação das cantoras Céu e Anelis Assumpção, filha de Itamar e sua mulher.

SERVIÇO

Caranguejando – 20 anos de mangue beat

Dias: 11 e 12 de outubro

Local: Praça do Patriarca, ao ar livre, no Centro de  São Paulo

Horário: Das 14h às 17h30

Entrada franca

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Arquivo

Caixinha de Música