Cartola, o livro
‘Cartola’, meu livrinho infanto-juvenil, foi lançado em outubro de 2004 pela Moderna dentro da coleção ‘Mestres da Música no Brasil’. De lá para cá, escancarei os ouvidos para a musicalidade universal e o que posso dizer é que hoje amo ainda mais o batuque que nasceu nos quintais da Tia Ciata no século retrasado. Em meados de 2008, Cartola ganhou da editora este, digamos, “paletó novo”:
Central do Brasil não é só uma estação de trem, um postal do Rio de Janeiro e o nome de um filme brasileiro indicado ao Oscar. Foi por causa dela que Cartola batizou a escola de samba que acabara de fundar como Estação Primeira de Mangueira.
“Eu resolvi chamar de Estação Primeira porque era a primeira estação de trem, a partir da Central do Brasil, onde havia samba”, explicou certa vez.
Porém, antes de conferir a evolução da verde-e-rosa na avenida, que tal conhecer um pouquinho a história do seu principal criador?
Angenor de Oliveira nasceu num domingo de primavera. Foi no dia 11 de outubro de 1908, ano no qual o país inteiro estava voltado às comemorações dos centenários da Abertura dos Portos e da criação da Imprensa Régia, do Jardim Botânico e do Banco do Brasil. Naquele tempo, as mães davam à luz em casa, com a preciosa ajuda das parteiras. Cartola veio ao mundo no número 9 da Rua Ferreira Viana, no Catete. Era filho de Sebastião Joaquim de Oliveira, cavaquinista nas horas vagas, e de Aída Gomes de Oliveira, que escolhia com muito carinho as fantasias de Carnaval do primogênito.
Quer ler o restante? Tem que comprar o livro! (risos)





