Posts em ‘Caixinha de Música’

ago
20

Entre os dias 26 e 29 de agosto, às 19h30, a série ‘UM – Mostra de Grupos Monoinstrumentais’ reunirá, na CAIXA Cultural, quatro importantes grupos brasileiros com formações de instrumentos de uma única família. São virtuoses que transitam com propriedade pelos repertórios popular e erudito e desenvolvem trabalhos consistentes e inventivos. A estréia será em 26 de agosto, com o Duo Santoro, de violoncelos. No dia 27, entram em cena os violões do Quarteto Maogani. No sábado, 28, será a vez da Orquestra Filarmônica de Violas, só com violas caipiras, e, no domingo, 29, vamos ouvir os pianos do Duo GisBranco. Ingressos a R$ 10.

O diretor artístico da mostra, Frederico Barros, usou três critérios para escolher as atrações. Primeiro, a versatilidade sonora para alcançar graves e agudos com riqueza de timbres. Segundo, o carisma dos instrumentos. “Algo que é difícil de explicar com palavras e, no entanto, fácil de entender com os ouvidos, já que o público recebe o som de forma agradável”, diz. Frederico também queria desenhar um mosaico com grupos que possuíssem “um conhecimento profundo das possibilidades e das limitações do instrumento, de modo a poder dar vida e cor a um universo sonoro que, em princípio, poderia soar monocromático”.

Desde o início, o levantamento de músicos com essas características surpreendeu em qualidade e quantidade. “Se, num primeiro momento, tanta especificidade parecia uma redução, descobrimos que a diversidade pode estar na unidade”, conta Fabiana Costa, sócia da Baluarte Agência, produtora executiva da série. A ideia de ter conjuntos formados por apenas um instrumento não é inédita. O clássico quarteto de cordas, conjuntos de violas da gamba renascentistas e mesmo grupos vocais são exemplos de formações bem sucedidas, ao longo dos séculos, de uma só família de instrumentos.

DUO SANTORO
Único em atividade permanente há quase vinte anos, o Duo Santoro desenvolveu um leque eclético de estilos em seu repertório, que vai do clássico ao popular, com transcrições e arranjos para violoncelo, assinados, em sua maioria, pelo próprio duo, formado pelos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro. Ampliando as tradicionais execuções do violoncelo, a dupla apresenta em seus concertos esse instrumento em todas as suas possibilidades, transitando com leveza entre a diversidade musical brasileira e num trabalho constante de divulgação do repertório camerístico.

QUARTETO MAOGANI
Talvez ele seja o quarteto de violões mais importante do país da atualidade, transcendendo em muito os repertórios violonístico e de concerto em geral e debruçando-se muitas vezes pela tradição “moderna” da música popular brasileira. Formado por Maurício Marques, Carlos Chaves, Marcos Alves e Paulo Aragão, o Maogani se destaca cada vez mais por sua produção fonográfica de alta qualidade. Criado em 1995, o Maogani tem como marcas registradas uma sonoridade inconfundível, arranjos elaborados e as interpretações que unem a delicadeza e os cuidados da música de câmera ao vigor e à espontaneidade da música popular.

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE VIOLAS
Criada em Campinhas há oito anos, a Orquestra Filarmônica de Violas leva ao público toda a riqueza do universo musical caipira. Contando com um grupo composto por vinte violeiros (dez deles virão para o show na CAIXA Cultural), os arranjos musicais diferenciados trabalham com a divisão da orquestra em vários naipes, cada qual executando um desenho musical distinto. A somatória destes desenhos resulta numa verdadeira sinfonia com riqueza de nuances, dando uma nova dimensão aos temas, por mais simples que sejam. Esta particularidade, somada a um repertório que extrapola o universo caipira, tornam singular o trabalho dessa orquestra.

DUO GISBRANCO
Com um repertório único para dois pianos, as jovens Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco desenvolvem um trabalho inovador explorando ao máximo a sonoridade do instrumento, resultando em uma linguagem singular e pessoal, pontuado por uma afinidade rara. No repertório, obras-primas de Moacir Santos, Chico César, Hermeto Pascoal, Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, André Mehmari e Egberto Gismonti, pai de Bianca. As duas moças integram a nova geração de artistas que renovam o cenário musical brasileiro com criatividade e bom gosto.

SERVIÇO
QUANDO:  dias 26, 27, 28 e 29 de agosto, de quinta a domingo, às 19h30
ONDE: CAIXA Cultural RJ – Teatro de Arena – Avenida Almirante Barroso, 25, Centro do Rio. Informações: (21) 2544-4080
QUANTO: R$ 10 (inteira); estudantes, maiores de 60 anos e funcionários da CAIXA pagam R$ 5 (meia entrada)
ETCÉTERA: classificação livre; 189 lugares; acesso para portadores de necessidades especiais

jul
18

Antes da invenção da web, o mundo chegava às pessoas pelas ondas do rádio e foi através da caixinha mágica que o violão pulou dos saraus para um lugar de destaque na história da música popular brasileira. Desde o nascimento do rádio, o instrumento já pontuava as primeiras apresentações transmitidas ao vivo e revelava o trabalho dos compositores. A partir de 20 de julho, o CCBB Rio vai homenagear essa velha parceria do rádio com o violão numa série de cinco shows realizados até novembro. Nesses encontros, o repertório dos pioneiros será depurado pelos contemporâneos Guinga, Marco Pereira, Paulo Bellinati, Weber Lopes, Mauricio Carrilho, João Lyra, Caio Cezar, Eustáquio Grilo, Lula Galvão mais os rapazes do Quarteto Maogani e as cantoras Mônica Salmaso (foto), Ná Ozzetti e Clara Sandroni.

‘Acordes do Rádio: 90 anos do violão brasileiro’ fará um painel do violão brasileiro, sempre em constante renovação e assunto inesgotável. “Além de obras raras, resgatamos fotografias inéditas de muitos violonistas da primeira metade do século XX, sobretudo autores que são pouco lembrados atualmente, como os nordestinos Romualdo Miranda, Alfredo Medeiros, Milton Dantas e Zé do Carmo”, diz o jornalista Alessandro Soares, curador e diretor musical da série. Haverá um encontro por mês, sempre às terças-feiras, com sessões às 12h30 e às 19h. Cada artista vai interpretar cerca de seis canções, do próprio repertório e dos grandes compositores do violão e dos eruditos Heitor Villa-Lobos e Radamés Gnattali.

O passeio segue pelos grandes pioneiros do violão popular como Américo Jacomino, Quincas Laranjeiras, Sátyro Bilhar e João Pernambuco. O dedilhado cuidadoso dos anos 40 e 50 de Dilermando Reis, Meira, Dino Sete Cordas e Garoto e os gênios de Baden Powell e Canhoto da Paraíba nos 60 e 70 fecham o ciclo de autores que até os dias que correm influenciam as gerações de violonistas. “O fio condutor desse processo é a maneira como a música brasileira de violão foi sendo difundida pelo rádio ao longo do tempo até hoje, com a geração digital”, explica o curador, também violonista. A assessoria de imprensa da série é minha em parceria com Marcelo Pacheco.

O show de abertura será no dia 20 de julho, com o violonista mineiro radicado em Barsília, Eustáquio Grilo (ao lado, com seu instrumento) e a cantora paulistana Ná Ozzetti. “Grilo resgata Armandinho Neves (‘Dono da bola’ e ‘Guru’) e temas desconhecidos do Dilermando Reis (‘Alma nortista’ e ‘Caxinguelê’), além de uma composição do paraguaio Agustin Barrios feita em ritmo de maxixe. O músico tocará, ainda, duas criações de João Pernambuco bem conhecidas (‘Dengoso’ e “Interrogando’), mas fazendo um arranjo à maneira de João, com o som de dois violões em um só”, explica Alessandro Soares. O roteiro cresce com “Murmurando”, inédita de Milton Dantas mais “Tocata Brasília”, de Eustáquio Grilo.

Em seguida sobe ao palco Ná Ozzetti, acompanhada pelos violonistas Marcos Alves e Carlos Chaves, do Quarteto Maogani. Ná recorda Meira (“Aperto de mão”, em parceria com Augusto Mesquita) e João Pernambuco (“Meu Noivado”, lançado em 1929, por Jararaca). A cantora mantém o clima da Era Rádio com “Quantos Beijos” (Noel Rosa), relembrando o início de sua carreira no grupo Rumo, além de “Mensagem” (Cícero Nunes e Aldo Cabral) e sambas imortalizados por Carmen Miranda (“Recenseamento” e “Camisa Listada”, de Assis Valente, entre outros). “Canto em qualquer canto”, sucesso de Ná e Itamar Assumpção também está no roteiro.

PROGRAMAÇÃO
Eustáquio Grilo e Ná Ozzetti – 20 de julho
Guinga, Lula Galvão e Mônica Salmaso – 17 de agosto
Quarteto Maogani e Caio Cezar – 21 de setembro
Marco Pereira, Mauricio Carrilho e João Lyra – 19 de outubro
Duo Paulo Bellinati & Weber Lopes e Clara Sandroni – 16 de novembro

Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) – Rua Primeiro de Março, 66, Centro. 155 lugares. Informações: (21) 3808.2020. A bilheteria funciona de terça a domingo, das 9h às 21h.

jun
22

Apresentador da nova temporada do Estúdio 66, programa que reestreia em agosto no Canal Brasil, o pianista e acordeonista Marcos Nimrichter está trabalhando a pleno vapor: “Toquei recentemente com a banda Ouro Negro, no Lincoln Center, em Nova York, e participei do novo CD do guitarrista Victor Biglione, ‘Tangos Tropicais’, produzido pelo Nelson Motta, com canções brasileiras interpretadas com ar portenho. Esse disco vai ser lançado nas próximas semanas pela Biscoito Fino. Além disso, vou rodar o Brasil em julho e agosto com a turnê do Afrosambajazz, que revisita a música de Baden Powell”, enumera o músico.

E se você pensa que tudo isso é muito, ainda tem mais: Marcos Nimrichter foi convidado para fazer a trilha sonora do programa Sangue Latino, que está na grade do Canal Brasil desde maio último. Compôs livremente temas como “Neptune”, “Caminhoá” e “Mergulhadores” (este em parceria com Mauro Senise), entre outras, todas de estalo. A série de entrevistas comandadas pelo jornalista Eric Nepomuceno seria pontuada com improvisos em cima das imagens de importantes personalidades da América Latina, mas uma performance de Chico Buarque ao piano inspirou a produção a modificar o projeto.

“A ideia inicial era que todas as músicas fossem compostas na hora, sem associação prévia com as imagens já gravadas. Porém, durante a entrevista que havia sido feita com Chico, o próprio sentou-se ao piano que herdou da avó e dedilhou algumas notas de ‘Clair de Lune’, de Debussy, e da ‘Valsa do Adeus’, de Chopin. Isso motivou o Felipe (filho de Eric) Nepomuceno a perguntar se eu poderia tocar essas músicas também”, rebobina. Peças clássicas como “Sonata ao Luar”, de Beethoven, e “Cenas Infantis”, de Schumann, foram acrescentadas aos improvisos do piano de Marcos Nimrichter.

O que não estava no script era que uma composição dele se destacaria a ponto de ganhar vida própria: “Querência” virou um programa especial. Produzido pela Urca Filmes, com direção de Felipe Nepomuceno, fotografia de Breno Cunha e som de Duda Mello, Querência será exibido pelo Canal Brasil no dia 27 de junho de 2010, às 21h, com reprise na segunda, 28, às 16h30. “Imagens oníricas feitas para o Sangue Latino foram misturadas às imagens captadas durante as gravações, em câmeras de alta resolução. O resultado é uma surpreendente combinação de música, poesia, cinema e fotografia”, adianta o músico. O especial será lançado, em breve, nos formatos DVD e Blu-ray.

jun
14

Entre agosto e outubro próximos, o premiado Quarteto Radamés Gnattali vai apresentar uma nova série de concertos didáticos em escolas da rede pública de 15 cidades brasileiras, localizadas nos estados do Ceará, do Mato Grosso do Sul e de  Tocantins (*). Em virtude do sucesso da primeira edição, em 2009, o projeto ganha um site com maior oferta de conteúdo, que pode ser acessado no endereço virtual <www.obrasildetuhu.com.br> e ganha também um nome mais identificado com a proposta de circular pelo país: O Brasil de Tuhu – Concertos Didáticos. O lançamento de ambos será em 18 de junho, às 14h, no Museu Villa-Lobos (Rua Sorocaba, 200, em Botafogo, Rio de Janeiro) com um concerto gratuito aberto ao público em geral.


Os músicos se basearam no antológico ‘Guia Prático’ (1932), de Heitor Villa-Lobos, para selecionar e adaptar o repertório que será mostrado aos jovens dos ensinos fundamental e médio, com a intenção de estimular seu interesse e percepção musicais. Carlos Boltes assina os arranjos, sob a coordenação pedagógica e direção musical de Carla Rincón, primeira violinista do Quarteto Radamés Gnattali, à frente das apresentações nos estados. O patrocínio é do Instituto Votorantim e da Votorantim Cimentos, com planejamento e produção executiva da Baluarte Agência e assessoria de imprensa minha.

Popularizar a música erudita é um principais dos lemas do quarteto. “Esse ano, a nossa mensagem será um pouco mais voltada para a música do que para a história. Vamos continuar usando o Guia Prático, mas queremos mostrar aos alunos o que é uma partitura, quais são as notas musicais”, exemplifica Carla Rincón, nascida em Caracas e formada pelo renomado sistema de orquestras infantis e juvenis da Venezuela. “Interagimos com a platéia durante os concertos e não há nada melhor do que ver a resposta imediata do que acabamos de tocar. Eles perguntam e nós respondemos, o que só nos aproxima”, ensina.

“É emocionante ver como a garotada aprende rápido as noções de melodia e ritmo que passamos, através de cirandas, cantigas de roda e temas folclóricos pesquisados por Villa-Lobos”, diz o violista Fernando Thebaldi. Carla e Fernando não vêem a hora de compartilhar as alegrias dos concertos didáticos com os os dois novos integrantes do conjunto: o violinista chileno Francisco Roa e o violoncelista gaúcho Hugo Pilger. Francisco foi convidado no final do ano passado, depois de substituir a Carla em alguns concertos. “Todos os projetos do quarteto são muito empolgantes”, comenta. Hugo Pilger, um dos músicos eruditos que mais gravam com artistas populares, está animado. “Foi uma proposta irrecusável porque o quarteto têm como norte a música brasileira”, admite. A dupla ingressou no grupo num ótimo momento.

Vitória para a música brasileira de concerto
O Quarteto Radamés Gnattali venceu recentemente o XIII Prêmio Carlos Gomes, na categoria ‘Conjunto de Câmara de Música Erudita’, pela execução da integral dos quartetos de cordas de Villa-Lobos e pelo projeto Concertos Didáticos. Para Fernando Thebaldi, levar esse troféu para casa foi “uma grande vitória para a música brasileira de concerto e uma enorme motivação para que continuemos explorando esse fantástico acervo, com extensões para a música latinoamericana de câmara também”. Mas o maior prêmio do conjunto é fazer a sua parte no que diz respeito à aprovação da Lei 1.1769, de 2008, que torna obrigatório o estudo de música nas escolas.

“Vamos continuar avaliando os resultados dos concertos através de questionários e esperamos que as respostas desse ano sejam ainda melhores. Em 2009, quase 4 mil alunos participaram dos concertos. Cerca de 70% deles nunca haviam assistido a uma apresentação de música clássica e mais de 90% aprovaram o conteúdo apresentado”, calcula Fabiana Costa, diretora da Baluarte Agência e coordenadora do projeto. “Estamos bastante entusiasmados para continuar rodando o país com O Brasil de Tuhu – Concertos Didáticos. Esperamos levar a música de Villa-Lobos para muito mais jovens nos próximos anos”.

(*) Em 2010, o projeto será realizado no CEARÁ (Horizonte, Maracanaú, Sobral, Itapipoca e Fortaleza), no MATO GROSSO DO SUL (Corumbá, Campo Grande, Ladário, Bonito e Aquidauana) e em TOCANTINS (Palmas, Xambioá, Paraíso, Gurupi e Araguaína)

abr
26

Todos aprendemos no colégio que o Brasil faz parte da América Latina, mas será que existe um intercâmbio musical entre os países vizinhos? Deveria – inclusive mais pelas diferenças do que pelas semelhanças, o que promoveria uma troca bastante fértil. Foi pensando nisso que o chileno Arturo Cussen, músico da banda Songoro Cosongo, rabiscou as linhas gerais da série AFROLATINIDADES, a ser apresentada em maio e junho no Teatro II, do Centro Cultural Banco do Brasil, com produção da Baluarte Agência e assessoria de imprensa minha. A proposta é traçar um panorama da atual música afrolatina, com atrações nacionais e internacionais, entre elas artistas que nunca se apresentaram no nosso país (caso do legendário Francisco “Pancho” Amat, de Cuba) e outros que já dialogam com o cancioneiro brasileiro há décadas, como o uruguaio Hugo Fattoruso, que gravou com Chico Buarque e Maria Bethânia.


Formada em 2005, no Rio de Janeiro, por músicos da Argentina, Colômbia, Venezuela, do Chile e do Brasil, a Songoro Cosongo será a banda residente de toda a série, em cartaz nos dias 11, 18, 25 de maio e 1 de junho, às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6. A banda exemplifica muito bem o mote do projeto, já que cada integrante veio de um país da América Latina. “Vamos ilustrar musicalmente dois países por show, o que é um desafio dos grandes. Penso em repertórios que sejam muito gostosos de acompanhar, seja tocando ou ouvindo”, diz o curador, ele mesmo um estudioso dos ritmos latinos. Arturo Cussen já rodou muitos lugares com a finalidade de pesquisar música. Foi assim, aliás, que pisou em solo brasileiro.

É interessante notar que a maioria das atrações da série AFROLATINIDADES faz mais shows na Europa do que em seus países nativos. Você também já viu esse filme? Pois é. Acontece o mesmo por aqui. Alguns de nossos melhores instrumentistas estão radicados no exterior, tamanha a oferta de trabalho e o prestígio de seus nomes lá fora. E o mesmo ocorre com os oito elementos do Songoro Cosongo, especialistas em misturar ritmos como salsa, merengue, frevo, choro, jazz e afro-beat para o nosso ouvido ainda destreinado (quiçá por pouco tempo!). AFROLATINIDADES vem aí para desmistificar a verdadeira música latina aos brasileiros. Ao todo, serão quatro shows de riqueza singular, assim distribuídos:

11 DE MAIO
TROPICALIDADE CARIBENHA: CUBA E CENTRO AMÉRICA
CONVIDADOS: FRANCISCO “PANCHO” AMAT E RENÉ FERRER

Pela primeira vez no Brasil, Francisco “Pancho” Amat virá fazer a abertura do AFROLATINIDADES, ao lado da rapaziada do Songoro Cosongo. “Pancho” é compositor, arranjador e um conceituado tocador de Tres Cubano, um violão adaptado para as exigências naturais da música do seu país. “Muito respeitado em Cuba, ele é ‘O’ cara”, segundo Arturo. O mais requisitado intérprete de Tres nas produções locais, já compartilhou acordes com artistas do peso de Cesária Évora, Ry Cooder e Pablo Milanés. O outro convidado destes shows será o cantautor René Ferrer, radicado há quase uma década no Rio de Janeiro, e um legítimo representante da trova cubana. Os gêneros mais tocados neste dia serão SALSA, SON CUBANO e BOLERO.

18 DE MAIO
BATIDAS MISTAS: COLÔMBIA E VENEZUELA
CONVIDADOS: ALINE GONÇALVES E CHEO HURTADO

O Songoro Cosongo vai receber a brasileira Aline Gonçalves, voraz pesquisadora de instrumentos de sopro latinoamericanos autóctones, como a gaita colombiana, similar a um pife, de origem indígena. E o convidado internacional será Cheo Hurtado, exímio tocador do 4 venezuelano – um violão menor, com som percussivo. Dono de uma técnica impressionante, Cheo faz parte do quarteto Ensemble Gurrufio, que interpreta uma música complexa como o nosso choro e, inclusive, está gravando um disco com o bandolinista Hamilton de Holanda. Cheo também atua como solista e ajuda a difundir a música do seu país pelo planeta. Os gêneros da vez serão JOROPO, CUMBIA e PUYA.

25 DE MAIO
CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU
CONVIDADOS: HORÁRIO SALINAS E RICARDO BARTHA

Do Chile, virá o renomado violonista Horário Salinas. Compositor e arranjador com expressiva atuação político-musical nos anos 70, foi amigo pessoal de Violeta Parra e Victor Jara e colaborou com muitos artistas do mundo, como Wynton Marsalis, Peter Gabriel, Mercedes Sosa e John Williams. Sua criação incorpora a condição cultural da América Latina, fazendo uma mistura das tradições espanholas com a música pré-hispânica e a herança africana. É diretor musical do Inti-Illimani Histórico, banda com mais de 30 álbuns no currículo, que esteve no Brasil pela última vez há 17 anos. Já Ricardo Bartha, cantor e líder da banda Negro Mendes, vai representar a musicalidade do Peru. “Ele é um jovem interessante, professor e compositor e tem um acervo gigante de música peruana. Mora no Rio há dez anos”, pontua Arturo. Os gêneros tocados neste dia serão CUECAS E TONADAS chilenas mais LANDÓS e FESTEJOS peruanos.

1 DE JUNHO
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI
CONVIDADOS: RENE ROSSANO E HUGO FATTORUSO

O argentino René Rossano toca guitarra no Songoro Cosongo e vai trazer um baú de inéditas para o AFROLATINIDADES. Arturo brinca, dizendo que ele é um raros compositores que não se interessam em registrar a própria obra. Enfim, vamos conhecer esse material ao vivo no CCBB! Em outra época, o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso atuou bastante no Brasil e gravou com Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Chico Buarque, João Bosco, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Miúcha, Geraldo Azevedo e Milton Nascimento, entre outros. “É o único convidado internacional que tem um vínculo com o país”, assinala Arturo. Também compositor, arranjador e vocalista, Hugo é um músico fundamental para entender a sonoridade uruguaia. O público vai ouvir TANGOS, MILONGAS e CANDOMBES.

mar
30

O Copacabana Palace abre novamente os seus salões para três noites inesquecíveis do melhor da música instrumental brasileira. No elenco, alguns dos nossos gigantes, que têm uma sólida carreira internacional e costumam se apresentar mais no exterior do que aqui. A segunda edição do Copa Fest, que marca a entrada do evento no calendário cultural do Rio de Janeiro, será realizada nos dias 16, 17 e 18 de abril. Além de atrações que há muito não tocam na cidade, como Hermeto Pascoal e Cesar Camargo Mariano, o festival inaugura uma nova etapa: a partir de agora, haverá Copa Fest duas vezes por ano.

“O desenho do festival, que mescla grandes nomes e novos talentos, demonstra o vigor e a longevidade da nossa música instrumental, respeitada no mundo inteiro”. A afirmação é de Carol Rosman, uma das curadoras do Copa Fest, ao lado de Bernardo Vilhena, que enfatiza: “Queremos fazer um evento dedicado à música e aos músicos. Eles são as estrelas, com todo espaço do palco para mostrar seus talentos individuais, suas composições próprias, os clássicos e também novos standards”. Carol já produziu incontáveis shows instrumentais e Bernardo é poeta, compositor, pesquisador e produtor de discos e shows de Gal Costa e Lobão, entre outros.

O Copa Fest estreia na sexta, dia 16, às 21h, com o multiinstrumentista Zé Luis e a Banda Magnética. Carioca radicado em Nova York há 20 anos e conhecido por aqui do tempo em que acompanhava Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Cazuza, o músico assina os arranjos dos clássicos contemporâneos do repertório da Banda Magnética, formada por nove jovens de 14 a 25 anos. A Magnética volta ao Copa Fest devido ao grande sucesso na edição anterior e por representar o ideal do festival de renovação de artistas e público. Às 23h, o alagoano Hermeto Pascoal (foto abaixo), um dos criadores do legendário Quarteto Novo, vem espalhar sua música surpreendente na plateia do Copa Fest. Esse show rompe cerca de seis anos de ausência, tempo em que o bruxo está radicado em Curitiba. Hermeto vai trazer a tiracolo sua obra curiosamente simples e sofisticada, feita com bacias, garrafas e outros objetos que viram instrumentos e alcançam sonoridades únicas.

O violonista Chico Pinheiro inaugura os trabalhos de sábado, dia 17, às 19h. Aos 35 anos, já compartilhou acordes com músicos e cantoras incríveis, como Brad Mehldau, Dave Holland, Esperanza Spalding, Rosa Passos e Luciana Souza. Em seguida, às 21h, o compositor, cantor e pianista Marcos Valle apresenta o show instrumental que costuma lotar teatros fora do país. Para fechar a noite, o super tecladista Cesar Camargo Mariano desembarca no palco do Golden Room com seu trio, completado por Marcelo Mariano no baixo e Jurim Moreira na bateria. O músico participou do surgimento da bossa nova, foi arranjador dos maiores sucessos de Wilson Simonal e tocou em discos importantíssimos da MPB, entre eles o antológico ‘Elis & Tom’. Cesar mora nos Estados Unidos desde 1994 e essa será uma oportunidade rara de conferir sua música de perto.

No domingo, dia 18, o pianista Osmar Milito – que nas palavras do maestro Paulo Moura “tem a bossa nova toda debaixo dos dedos” -, recebe convidados às 18h numa saborosa jam session. Também escalado no ano passado, Milito está se tornando uma tradição do festival. Outra tradição é a rapaziada do coletivo Vinil é Arte, que foi elogiadíssima em 2009. Eles fizeram, literalmente, a festa no Lounge Copa Fest com suas pick-ups e coleção de vinis espetaculares. Conquistaram admiradores de todas as idades e, atentendo a pedidos, voltam nesta edição, com entrada franca para quem quiser dar uma passada no Copacabana Palace só para curtir o som da época do surgimento da bossa nova e bebericar os drinks do lounge.

De acordo com Isabel Seixas, sócia da M´Baraká Experiências Relevantes, “o Copa Fest foi pensado para celebrar, reviver e revitalizar a sonoridade instrumental brasileira que teve em Copacabana um dos mais criativos territórios. O festival associa duas grandes marcas cariocas reconhecidas internacionalmente e motivo de orgulho dos cariocas: a nossa música e o bairro”. A M’Baraká, produtora do evento e também responsável pelo design e pela cenografia do festival, prepara uma experiência inspirada nas diversas camadas e contrastes da região. A proposta é provocar o público numa ambientação que insinua imagens e expressões da nossa música, do Copacabana Palace e de Copacabana.

Este ano, o Copa Fest é patrocinado pela Unimed Rio, com co-patrocínio do Copacabana Palace e apoio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). E a assessoria de imprensa é minha : )

QUANDO: dias 16, 17 e 18 de abril, em horários variados
ONDE: Copacabana Palace (Av. Atlântica, 1702, em Copacabana. Tel: 2548.7070)
QUANTO: os shows custam R$ 80, com meia entrada (R$ 40) para estudantes e maiores de 65 anos.
NA COMPRA DE INGRESSOS PARA DOIS SHOWS: 15% de desconto. Válido apenas para inteiras.
ETCÉTERA: classificação 16 anos; 276 lugares

mar
16

Mariana Baltar lança pela gravadora Biscoito Fino o álbum que leva o seu nome. É a segunda bolacha da cantora e bailarina que estreou em disco há quatro anos, com o elogiadíssimo ‘Uma dama também quer se divertir’. Chique como ela só, a moça está acompanhada por alguns músicos de nobre linhagem. “A liga do disco está na sonoridade e no repertório, escolhido a partir das emoções que as músicas me provocam”, diz. Produzido por Josimar Carneiro e com arranjos dele, de Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Luiz Flavio Alcofra, o disco reúne futuro e passado, através das composições de jovens e veteranos autores da música popular brasileira.

“É tudo acústico, mas nada careta. A ousadia está nos arranjos e na aposta em gravar Thiago Amud e Edu Kneip. Continuo a ser doce e suave, como as pessoas me vêem, mas já não apareço em tons pastéis, digamos assim. E sem renegar a Lapa e tudo o que sua noite me ensinou”. O disco foi todo muito bem pensado. “Para a arte da capa, por exemplo, quis remeter à manifestação Nego Fugido, que ocorre em Acupe, pequena cidade do Recôncavo Baiano. É uma encenação popular da fuga dos escravos sendo perseguidos pelos capitães do mato. Parte da roupa dos capitães é uma saia de folhas de bananeira secas e as bocas de todos eles são borradas com uma tinta vermelha cor de carmim. É lindo! Nas fotos, as folhas secas foram para o chão e o vermelho veio para a minha boca, para um pano que fez as vezes de saia e para minhas unhas”, rebobina.

O disco abre com “Tia Eulália na xiba” (Claudio Jorge e Nei Lopes), primeira a entrar no roteiro. “De todas as selecionadas, essa foi a única que nunca saiu da lista”, revela Mariana, que já canta esse clássico há um tempão e adora ver os casais riscando o salão ao seu balanço. Em seguida, é a vez da toada “Maldita cancela” (Delcio Carvalho e Osório Peixoto), que a intérprete conheceu na gravação do cantor Lucio Sanfillipo. O baião “Sertão do Vale” (Zé Paulo Becker e Mauro Aguiar) homenageia João do Vale e evoca as heranças nordestinas da cantora, que é filha de pernambucano – o sobrenome Baltar vem daí – e morou uns anos em Recife, para onde sempre retorna a fim de visitar os parentes e beber na fonte cultural da região, sobretudo de dança e música, às quais é extremamente ligada.

De Assis Valente, compositor cantado por Mariana desde o início da carreira, entrou o dançante “Uva de caminhão”. Ela já havia gravado esse samba para tocar numa rádio carioca. “Na ocasião, o programador me disse que tocaria a música, da qual é fã, caso eu gravasse num disco”. Inspirada pela convivência com chorões, ela quis fazer o seu registro do ligeiro “Teco teco” (Pereira da Costa e Milton Villela), sucesso na voz da Gal Costa: “É brejeiro e divertido”. Na faixa cinco, “Canções de menina” (Thiago Amud e Pedro Moraes), o disco refresca levemente, acalmando as melodias. “Gosto de várias obras desses meninos, mas elas soavam masculinas. Perguntei, de brincadeira, se eles tinham música para menina cantar. Logo depois, Pedro apareceu com a letra que Thiago musicou”, conta.

Faixa-título do mais recente álbum do grupo vocal Garganta Profunda, “Quando a esquina bifurca” (Thiago Amud) exalta a Urca, bairro carioca onde nasceu e mora o compositor. Apesar de não ser inédita, é pouco conhecida e agradou em cheio Mariana, ex-moradora do aprazível lugar. De Thiago Amud e Edu Kneip, a canção de letra forte e ousada “Sonâmbulo” tem um significado importante porque dela saiu o nome do núcleo musical que gira em torno da dupla, e do qual Mariana faz parte, chamado Sonâmbulos. Na sequência, vem a marcha-rancho “Canção marinha” (Luiz Flavio Alcofra e Lenildo Gomes), carregada de uma dose generosa de sensualidade velada. E a temperatura do disco sobe novamente, fazendo o público abandonar as cadeiras.

“Tanto samba” (Julião Pinheiro e Paulo César Pinheiro) chegou por e-mail e surpreendeu Mariana, que, confessa, havia recebido toneladas de sambas sem se identificar de verdade com nenhum. Até escutar a parceria de pai – e que pai! (risos) – e filho. Aliás, ouvidos atentos nos passos musicais de Julião, ótimo violonista. Mariana conta que “Tudo à toa” (Edu Kneip e Mauro Aguiar) sempre foi a canção mais pedida das que cantava com os Sonâmbulos. “Fui me apropriando desta valsa pouco a pouco e decidi gravá-la”. O forte “Jongo do irmão café” (Wilson Moreira e Nei Lopes) vingou no roteiro porque Mariana admira bastante a obra da dupla e sonha em gravar parte do repertório afro e rural de Wilson. “Abro e fecho o disco com parcerias do Nei. As duas foram pinçadas no antológico ‘Negro mesmo’, um disco fundamental”.

* Texto de Monica Ramalho e fotos de Carol de Hollanda *

mar
08

O saxofonista Henrique Band se apresenta no Almanaque do Samba-Jazz na próxima terça, dia 9 de março, com seu hepteto e a participação especial do pianista Antonio Adolfo (foto), que está radicado em Miami e vem ao Brasil exclusivamente para fazer estes shows. A série está em cartaz no CCBB até 30 de março. No roteiro, temas como “Nanã” (Moacir Santos e Mario Telles), “Jangal” (Orlandivo e Rubens Bassini), “Peter Samba” (Durval Ferreira e Maurício Einhorn), “Você” (Rildo Hora e Clovis Mello) e “Céu e mar” (Johnny Alf). De Antonio Adolfo, entram os antológicos “Cascavel” e “Tema 3-D”; e de Henrique Band, “Praça da Bandeira” e “Antonio”, gravados no elogiado álbum ‘Caleidoscópio’.

Na quarta semana da série, Paulo Moura é o convidado do trio liderado pelo jovem pianista David Feldman. O penúltimo encontro reúne o gaitista Mauricio Einhorn e o Sambajazz Trio, formado por Kiko Continentino ao piano, Luiz Alves ao contrabaixo e Clauton “Neguinho” Sales em inusitada combinação de trompete e bateria. E o show que encerra a série é conduzido pela Almanaque Samba-Jazz Band, criada especialmente para o projeto, tendo o saxofonista argentino Hector Costita como convidado especial do quarteto formado pelo pianista Rafael Vernet, o contrabaixista Guto Wirtti, o baterista Rafael Barata e Eduardo Neves nos sopros.

Os shows acontecem às terças-feiras, em dois horários: às 12h30 e às 19h. Com ingressos a preços populares (R$ 6), a série relembra como o samba-jazz uniu a sofisticação do jazz a elementos do samba na criação de uma sonoridade brasileira, rica harmonicamente, rítmica na essência e vibrante na execução. “Com este Almanaque ao vivo espero que se compensem em parte o esquecimento do samba-jazz na memória da música brasileira e a atual indisponibilidade dos fonogramas gravados por estes músicos há 50 anos, a maioria fora de catálogo, o que torna difícil o acesso e acaba dando a falsa impressão que este som é elitista”, explica Edison Viana.

mar
04

Por apresentar todas as noites grandes nomes do jazz americano, o Village Vanguard ganhou fama e prestígio em Nova York. E o mais importante: manteve os mesmos predicados ao longo desses 75 anos em atividade, completados em 23 de fevereiro último, graças ao espaço que sempre ofereceu aos melhores jazzistas daquele país. É exatamente nesse espírito que o piano-bar Lapinha abre suas portas. No lugar do jazz, entra em cena a música brasileira, seja contemporânea ou tradicional, cantada ou instrumental. A divulgação é minha!

Lapinha é a primeira e única casa de shows dedicada à MPB no bairro carioca, fortemente associado ao renascimento do samba e choro há uma década e, na verdade, boêmio em sua gênese. Com petiscos e drinques saborosos, palco aconchegante, ótimo sistema de som, instrumentos novinhos em folha e uma programação impecável, o piano-bar será inaugurado com festa na noite de 10 de março. Sob os holofotes, Leny Andrade e Nei Lopes, juntos para convergir num show a musicalidade da Zona Sul e da Zona Norte cariocas com tempero latino.

“O Lapinha será uma casa única e pioneira. Seu compromisso é inverter a lógica que norteia as casas de show, hoje limitadas à simples divulgação da produção musical”, afirma a flautista e produtora Tereza Quaresma. “E nós queremos mostrar grandes nomes da música nacional como o público nunca viu, num ambiente íntimo, despojado e aberto à criação”, instiga ela, que tem como sócios o pesquisador e crítico musical Hugo Sukman, o produtor Luís Pimenta e o maestro Ruy Quaresma.

O quarteto escolheu esse nome por dois motivos: pela referência carinhosa ao bairro onde a casa está localizada e, principalmente, por causa da cantora lírica e atriz Joaquina Maria da Conceição Lapa, brasileira que fez muito sucesso em Lisboa no final do século XVIII, e ficou conhecida como Lapinha. É ela quem aparece na logomarca da casa, assinada pelo artista gráfico Mello Menezes. Ruy Quaresma explica, com graça e alegria, a criação de Menezes:

“Na ausência de registros iconográficos, o artista acendeu uma vela, tomou um gole de marafu e, em profundo transe, aguardou o contato de Lapinha. Mas, segundo ele, por um problema de conexão, ‘baixou’ a Anastácia. Ele agradeceu a deferência e, trocando de frequência, conseguiu uma conexão visual, mesmo que em preto e branco, da grandiosa diva Joaquina Maria da Conceição Lapa, nossa Lapinha pioneira. E psicografando o mestre Rugendas, traçou a imagem daquela que dá nome ao nosso piano-bar, também pioneiro, na Lapa”.

fev
06


Leia sobre o primeiro álbum do quarteto fantástico na Caixinha de Música:
Aula de cantoria, violada e cantoria

* Fotos de Monica Ramalho e Val Becker feitas no Zozô Bistrô, na Urca *

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Por Val Becker

Como me achar

(21) 9163.0840
moniramalho@gmail.com

Arquivo