Posts em ‘Brisa nos cabelos’
Tudo novo de novo
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
* Letra e música do Moska *
Começa. É difícil
Passar a essa atitude
Conseguir um novo início.
E a todo tempo é preciso
Fora da esfera da juventude
A toda hora: um novo viço.
Começa agora. Algo que voa
Envia, arremessa
Aproveitando o que era, ressoa
O passado e principia.
O tempo não é um peso,
O vivido é viver e é promessa
O haver conhecido outros começos
Favorece este novo que começa
* Iniciação, poema de Janice Caiafa *
(O que inclui alguns tombos pelo caminho rs)
“A porta representa de maneira decisiva como o separar e o ligar são apenas dois aspectos de um mesmo e único ato. O homem que primeiro erigiu uma porta ampliou, como o primeiro que construiu uma estrada, o poder especificamente humano ante a natureza, recortando da continuidade e infinitude do espaço uma parte e conformando-a numa determinada unidade segundo um sentido”
* Frase do sociólogo alemão Georg Simmel (1858-1918) *

1. Arranjar dinheiro e parcerias pra Caixinha de Música – www.caixinhademusica.com
2. Fazer mais curadorias (vem aí o super ‘Isso é jazz?’, na Caixa Cultural!) e trabalhar em projetos bacanas como os de 2009!
3. Aprender a andar de patins
4. Voltar a dirigir (vamos combinar que já se passaram cinco anos…)
5. Ficar boazinha da gastrite
Fui uma criança desengonçada e envergonhada. Nunca consegui me manter em pé sobre patins. Meus primos tinham aquele modelo anos 70, que se ajustava ao calçado e variava de tamanho, sabe? Inesquecíveis as vezes em que tentei, sem sucesso, usar o brinquedo, objeto do meu desejo infantil. Pois bem. Gosto muito de andar de bicicleta, mas a mão de obra que envolve (armar o suporte no carro, colocar as bicicletas, guiar até a Lagoa ou o Aterro, tirar as bicicletas, desarmar o suporte a fim de evitar ser roubado e, na volta, repetir toda a operação…) deixa a gente com uma preguiça danada. E pedalar na Rua das Laranjeiras, você sabe, é suicídio.

Outro dia, observei uma moça se divertindo sobre as rodinhas. Achei bonito. E, na primeira oportunidade, comprei um belo par de patins como presente de fim de ano. A vendedora da XSkate garantiu que a gente aprende fácil (risos). Trouxe para casa aqueles apetrechos de proteção, claro, e ganhei da loja uma aula grátis. Vou esperar a Val chegar de Porto Alegre para marcar (claro que a bailarina sempre andou muito bem de patins, skate, fazia estrela, ponte e tudo aquilo que a gordinha aqui nunca ousou rs). Deseje-me boa sorte!
* Foto do site Inmagine *
Aconteceu há dois dias. Tirava as lentes de contato para dormir (aliás, preciso usar bastante essas lentes descartáveis porque meu grau aumentou de novo!) quando, de repente, uma imagem terrível preencheu o espelho do banheiro. Pareciam aqueles desenhos psicodélicos. Sim, vislumbrei um fio de cabelo branco, totalmente branco, no meio dos cachos castanhos. O primeiro pensamento que me ocorreu foi: ‘me enganaram’. Explico: os Cunha, família do meu pai, sempre embranqueceram a cabeça muito cedo. Os Ramalho, não. Minha mãe botou os primeiros fios descoloridos lá pelos 45 anos. Como até agora estava ilesa, julguei que havia tirado a sorte dos Ramalho, sobrenome que uso, inclusive. Junto com a tendência à diabetes e ao mau humor, pelo menos estava garantida uma cabeleira jovial. Bem, parece que o penteado é mais embaixo (risos).

Falando sério – e você há de concordar comigo: não tenho a menor vocação para ficar grisalha. Tudo bem que os 34 anos se aproximam, idade sem status (você não é novinho, não tem a idade de Cristo, tampouco a sabedoria de um cinquentão) e, ainda por cima, o maldito plano de saúde muda a gente na classificação etária deles. Daqui a seis meses, o preço vai subir. Isso significa que, na estatística dos caras, aumentam as chances d´eu ficar doente e precisar de exames, consultas com especialistas, emergências no meio da madrugada e, quem sabe, cirurgias. Quando contei a novidade, com detalhes mórbidos, Marcella Linhares quis saber: quem foi o responsável pelo fio fora de contexto? Amigo é bom por essas coisas: além de dar uma força e ser solidário, ajuda a procurar um culpado que não seja você.
Peço licença à amiga Clara Becker para usar a foto do pai dela, o ator Walmor Chagas, neste post. Cresci admirando os cabelos de algodão do Walmor (melhor ficar quieta porque até isso entrega a idade rs).
rapto um rito
ri de mim
de você
o doce repto
de um rápido
minuto
instante indeciso
onde a luz
nos olhos
simula
um sorriso
onde a boca
sedenta
quer mais
que esse impreciso
* Poema de Alice Ruiz, publicado em 1988 no livro ‘Vice versos’ *
“Pela fotografia vi que existe um mundo dentro de um mínimo detalhe e que existem muitos mínimos detalhes nesse grande mundo”

* Frase da querida Bianca Ramoneda e foto de David Hockney *





