Cristiane Cotrim expõe fotos sobre candomblé no CCC
A mostra ‘Imagens de Axé’ é um trabalho da artista Cristiane Cotrim, jornalista, fotógrafa e cavaquinista do Cordão do Boitatá, produzido em diálogo com a comunidade do terreiro Ilê Axé Egi Omim, em Ilha de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. São imagens da prática cotidiana do candomblé com um enfoque etnográfico da comunidade, promovendo o debate acerca do que é representativo na religião. A abertura da exposição será no dia 17 de maio, às 17h, no Centro Cultural Carioca (CCC), na Rua do Teatro, 37, na Praça Tiradentes, Centro do Rio. Informações pelo (21) 2252.6468.
“Comecei a fazer esse registro em 2004. Não tinha um objetivo específico, mas acreditava que essas fotos ganhariam um novo significado ao longo do tempo. Hoje posso dizer que estou registrando o processo de construção do Ilê Axé Egi Omim, uma casa da qual faço parte”, explica Cristiane, para quem o olhar que o público vai conhecer “é de uma filha de santo, que integra um coletivo em constante processo de reflexão. As imagens mostram a beleza do candomblé e a presença permanente de elementos da natureza em seu cotidiano”, diz.
Através destas imagens documentais, a comunidade pôde elaborar em conjunto sobre o que representa o seu universo religioso e, inclusive, contemporizar os olhares para antigas questões, que já foram enfrentadas por outros fotógrafos, entre eles o francês Pierre Verger, dos primeiros a fazer ensaios sobre a temática. De que maneira a comunidade do candomblé quer ver representada sua religião? O que deve ser registrado? E o que deve ser preservado?
Cristiane Cotrim revela que todas as imagens foram feitas com uma câmera digital de bolso. “Optei em não expor o rosto dos filhos de santo, nem os orixás. E procurei mostrar o que é delicado e sintetize a beleza dos orixás. Cada elemento, como terra, cores e roupas, tem um motivo religioso para estar ali e ser daquele jeito. Uma das minhas fotos favoritas é bem simples: uma folha de mamona na qual é servido o Olubajé, a comida do orixá Omolú, que tem um significado especial na nossa casa”, conta.
Para Yá Wanda d’Jagum, “as imagens dos orixás sempre foram muito exploradas. A cultura do candomblé tem muitos outros elementos a serem mostrados que são necessários e de fundamental importância para que os orixás venham ao mundo em harmonia, com força. Candomblé não é só orixá. É canto, dança, batuque e reza também”, ensina a a mãe de santo, avalizando a exposição de Cotrim.
‘Samba Misturado’ é o nome do disco de estreia do jovem compositor, arranjador, baixista e trombonista Sergio Castanheira. O pré-lançamento será na terça-feira, dia 15 de maio, às 19h30, no Teatro SESI, Centro do Rio de Janeiro, com ingressos a R$ 10. Antes mesmo de chegar nas lojas, ouça algumas faixas no álbum no: www.myspace.com/sergiocastanheira
Sergio Castanheira estava entre os músicos que aproveitaram a revitalização da Lapa nos anos 2000. Entre 2008 e 2011, ele resolveu fazer suas experimentações, em estúdio, em torno do universo do samba. Ao combinar os mais variados gêneros e instrumentações, chegou numa linguagem que agrega e, em certa medida, até amplia as próprias modificações ocorridas no samba na última década.
“Esse projeto começou assim que fui morar na Lapa, em 1998. Apesar de ser conhecido como reduto da boemia carioca, nessa época havia um certo esquecimento da área, sendo poucos os estabelecimentos abertos à música ao vivo. Embora fosse um músico ainda em formação, já estava totalmente seduzido pelo samba”, rebobina Sergio. Poucos anos depois, o rapaz foi um nome atuante como arranjador e músico de cantores e já flertando com as mais variadas tribos, do rock ao forró.
Sergio Castanheira teve o privilégio de tocar em projetos ao lado de mestres como Walter Alfaiate, Nelson Sargento e Luiz Carlos da Vila e também embarcou em trabalhos representativos em grupos de jazz, choro, soul e bossa nova. “Foi nesse contexto que decidi registrar, do meu ponto de vista, um pouco desse movimento cultural acontecido no samba. O CD é uma visão ampliada dessa atmosfera, com a participação de 40 instrumentistas”, explica ele, feliz por ter gravado apenas autorais no disco.
‘Samba Misturado’ propõe uma viagem pela música popular brasileira tendo o samba como fio condutor. É bem no espírito da faixa-título, na qual há a fusão de partido alto, baião e maxixe. Os exemplos são muitos. No “Samba Maluco”, o frevo é guiado por trombones e flautas, retornando ao samba e passando pelo jongo, e no “Samba Caliente”, Sergio mistura a instrumentação característica da salsa aos metais do samba de gafieira, com arranjos jazzísticos. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.
Para saber mais sobre Sergio Castanheira
Nascido no Rio de Janeiro em 1985, o compositor e multiinstrumentista Sergio Castanheira atua há dez anos como arranjador e instrumentista de diversos cantores de samba no Rio de Janeiro. Trabalhou como baixista e trombonista em grupos de samba, choro, bossa nova e jazz. Foi baixista sub do musical Vale tudo, sobre Tim Maia, escrito por Nelson Motta e dirigido por João Fonseca (2011 e 2012). Foi um dos arranjadores do projeto Viva o Zé Pereira!, realizado no CCBB Rio, com a Orquestra Popular Céu na Terra (2011). Sergio atuou como arranjador, baixista e trombonista no projeto SESI Bossa Nova, que percorreu as unidades SESI do Rio de Janeiro (2009). Foi o diretor musical, arranjador e baixista no show da cantora Roberta Espinosa que comemorou os 50 anos da Bossa Nova no espaço GNT (2008). Foi arranjador e baixista da cantora de samba Thaís Villella no projeto Casa Forte (de 2008 a 2010). Fundou a orquestra de samba de Gafieira Abrazô (2007). Sergio Castanheira também é arte-educador, formado no curso de licenciatura em música pela UniRio (2009) e professor da rede municipal do Rio de Janeiro.
No dia 26 de abril, às 19h, Delia Fischer vai mostrar um apanhado de músicas dos seus dois álbuns mais recentes: ‘Presente’ (2010, Dubas) e ‘Saudações Egberto’ (2011, independente, pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira de 2012) para o público do projeto Quintas no BNDES. Pianista, compositora, arranjadora e cantora, Delia será acompanhada por Pedro Guedes (violão, baixo e teclado), Pedro Mibielli (violino, guitarrinha, cellolino e bandolim) e Naife Simões (bateria, percussão e flugelhorn). Entrada franca.
No roteiro, parcerias de Delia com Thiago Picchi (“Sozinheza”, “Vozes no mar”e “Araçagy”, entre outras), Sergio Natureza (“Aluvião”) e Camila Costa (“Nascimento da Vênus”), gravadas no ‘Presente’. Do álbum ‘Saudações Egberto’, Delia vai fazer ao vivo os clássicos “Auto retrato” (Egberto Gismonti e Geraldinho Carneiro), “Baião malandro” (Gismonti) e “Um novo olhar/Pêndulo” (Gismonti e Ronaldo Bastos). A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.
Algumas linhas sobre Delia Fischer
Orquestrou o musical ’7′, de Ed Motta, Claudio Botelho e Charles Moeller em 2007. Dois anos depois, fez os arranjos para o espetáculo ‘Beatles num Céu de Diamantes’, também de Botelho e Moeller, o que lhe rendeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria ‘Música’. Em 2010, assinou a direção musical da peça ‘Era no Tempo do Rei’, com composições de Carlos Lyra e Aldir Blanc e direção de João Fonseca, e lançou o álbum ‘Presente’. Atualmente, Delia Fischer faz parte da banda da cantora Ana Carolina, no projeto ‘Ensaio de Cores’.
QUANDO: 26 de abril, às 19h
ONDE: Auditório do BNDES (Av. República do Chile, 100 – próximo ao Metrô Carioca)
QUANTO: Grátis. Distribuição de ingressos a partir das 18h, sendo que cada pessoa só pode retirar um ingresso. O espetáculo começa pontualmente às 19h.
Organizado por Frederico Coelho e Isabel Diegues, “Pintura brasileira século XXI” (Editora Cobogó) será lançado nessa terça, 17 de abril, às 19h30, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Rio de Janeiro. O livro traça um panorama abrangente das artes plásticas contemporânea do país e reúne 160 obras de 33 artistas nacionais, além de trazer ensaios inéditos dos críticos José Bento Ferreira e Tiago Mesquita.
Artistas consagrados como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cristina Canale, Luiz Zerbini, Rodrigo Andrade e Sergio Sister dividem páginas com uma nova turma que foca sua criação na pintura. Dividida por ordem alfabética, a publicação aborda os trabalhos de jovens artistas já integrados ao circuito profissional. Trata-se de um grupo jovem com surpreendente maturidade técnica, como as mineiras Ana Prata e Mariana Serri, o maranhense Thiago Martins de Melo, a carioca Gisele Camargo e os paulistas Marina Rheingantz, Ana Elisa Egreja, Ana Sario, Lucas Arruda, Paulo Nimer PJota e Rafael Carneiro.
Fã de trabalhos de Lucas Arruda e Marina Rheingantz, a mineira Ana Prata conta que resolveu ser pintora a partir da vontade de se comunicar de forma visual. Com uma linguagem figurativa, entre o realismo e o fantástico, ela firmou-se como importante nome da nova geração. “Fico satisfeita de olhar bons trabalhos sendo feitos. A tradição de pintura no país é muito pequena e acho que esse momento é rico no sentido de ampliar concepções e ideias”, observa Ana, em vias de inaugurar uma exposição individual no Instituto Tomie Othake, em São Paulo.
Para a conceituada Adriana Varejão, certos artistas incluídos na obra merecem um destaque especial. “A Lucia Laguna vem se reformulando e merece uma atenção maior”, diz. Laguna mora há mais de 30 anos no subúrbio do Rio e começou a pintar tardiamente nos anos 1990, após se aposentar como professora de língua portuguesa. “Esse livro preenche uma lacuna quando mostra a diversidade da nova geração de pintores brasileiros”, destaca a aposta de Varejão. Da janela de seu ateliê, de frente para o Morro da Mangueira, ela observa a paisagem. “A arquitetura da favela, a batucada que ecoa em dias de ensaio, tudo isso me inspira”, diz Lucia Laguna.
“O que acontece na arte de hoje?”, indaga ao leitor e a si mesmo o crítico Tiago Mesquita. E, imediatamente, responde: “A arte contemporânea, aqui e em qualquer parte do mundo, é feita de caminhos com começos conhecidos e final incerto. É um sem-número de tendências históricas. Neste livro, indicam-se alguns pintores brasileiros representativos do nosso tempo. Buscou-se dar visibilidade a nomes recentes, com o trabalho fresco”. O livro tem 308 página e custa R$ 160. A assessoria é da Verse Comunicação, sob os cuidados da querida jornalista Rita Capell (3988.0059 – [email protected]).
Visite o site oficial da editora: www.cobogo.com.br
Apresentar temas contemporâneos, fazer um apanhado do repertório das tradicionais bandas de música brasileira e revitalizar os coretos e seu entorno, como praças e parques. Essas são as três metas fundamentais do projeto itinerante “O som dos coretos”, da Banda Luzeiro de Paquetá. Ao todo, serão quatro shows, realizados ao longo de abril e maio, sempre aos domingos, em coretos de Paquetá, do Méier, do Flamengo e da Quinta da Boa Vista. E ao ar livre, como os cariocas gostam! A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.
“A nossa ideia foi trazer para a metrópole essa prática, que ainda é muito comum nas cidades do interior”, diz Pedro Paes, saxofonista do Luzeiro. O grupo foi criado justamente para difundir o repertório dessas bandas e, assim como elas, é composto por sopros e percussão, mas em formação reduzida. No roteiro, peças do início do século XX e temas de autores vivos e atuantes, como Cristovão Bastos e Mauricio Carrilho. “Queremos fazer com que o passado dialogue com o novo através de arranjos atuais e adaptações, a maioria feita pelo Luzeiro, e do improviso coletivo”, pontua o clarinetista Rui Alvim.
O schottish “Luzeiro de Paquetá”, de Mauricio Carrilho, nomeia o conjunto e faz uma alusão ao bairro onde nasceu Anacleto de Medeiros, principal figura do universo das bandas de música do Brasil. Anacleto marcou a cena musical com suas composições e fez história ao ser o regente-fundador da Banda do Corpo de Bombeiros, referência até hoje para instrumentistas e estudiosos, entre eles os oito integrantes do Luzeiro de Paquetá.
No roteiro, obras de Ernesto Nazareth (“Pinguim”), Altamiro Carrilho (“Saudade da fazenda”), Tom Jobim (“Derradeira primavera”), Moacir Santos (“Agora eu sei”) e Nino Rota (“Os palhaços”). Formado por Antonio Rocha (flauta e flautim), Rui Alvim (clarinete), Pedro Paes (sax tenor), Aquiles Moraes (trompete), Everson Moraes (trombone), Thiago Osório (tuba), Magno Julio e Marcus Thadeu (percussão), o grupo está trabalhando no seu primeiro álbum, a ser lançado neste 2012. Quer ouvir essa rapaziada ao vivo?
PROGRAME-SE!
Dia 22 de abril, às 12h30: Coreto Renato Antunes, na Praça de São Roque, em Paquetá
Dia 29 de abril, às 11h: Coreto Modernista, no Aterro do Flamengo
Dia 06 de maio, às 11h: Coreto do Jardim do Méier
Dia 13 de maio, às 11h: Coreto da Quinta da Boa Vista (Pagode Chinês)
A história dos coretos
Inicialmente, os coretos surgiram no mundo como um espaço de democratização cultural, a partir dos ideais de igualdade da Revolução Francesa, quando a cultura saiu dos ambientes fechados e para se expôr nas áreas públicas. Os coretos foram palcos de manifestações políticas e testemunhas de transformações sociais.
No Brasil, os coretos populares, construídos em praças públicas, foram construídos no início do século XX para atender cantadores, poetas e, principalmente, bandas de música que habitualmente se apresentavam nesses locais. Eles abrigavam muitas das tradições musicais que hoje encontram espaço reduzido, muitas vezes inexistente, nas cidades.
No Rio de Janeiro, além de abrigarem apresentações musicais, os coretos começaram a ter a preferência do povo que, formando cordões e blocos, passou a brincar nas suas proximidades. Porém, com o passar do tempo, estes coretos se tornaram monumentos abandonados. Alguns desapareceram, mas muitos ainda permanecem nos locais onde foram erguidos. Em muitas cidades do interior do estado do Rio, os coretos permanecem ativos – para a alegria dos moradores e das bandas locais.
Foto de Silvana Marques
Por Monica Ramalho
Visite o site oficial do desenhista argentino: www.porliniers.com

Amanheci só saudades:
da mãe,
de mim quando filha,
dos sonhos bobinhos, como escrever um livro e casar,
dos brinquedos que ficavam na geladeira azul,
das casas no subúrbio onde já morei,
da janela de frente pro rio,
da chuva que arrastava objetos mirabolantes pelo rio,
das férias no apê da tia rica, em Copacabana,
das tardes com a Kika na Rua Belmira, 78,
de conselhos como “o estudo é o alicerce da vida”,
saudade de ter uma vida inteira pela frente,
de querer ser,
de crescer,
da trilha sonora dos dias de outrora…
Por Monica Ramalho
Idealizada com a finalidade de lançar novos olhares sobre o legado artístico de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Waly Salomão e Torquato Neto, a série ANJOS TORTOS, A MPB GAUCHE NA VIDA será realizada entre 15 e 25 de março, de quinta a domingo, às 19h, com ingressos a R$ 6, no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio). Para evocar a genialidade desse quarteto fantástico das artes, foram convidados outros quatro criadores cujas afinidades eletivas são evidentes.
A estreia será com a banda Isca de Polícia mostrando, ao lado de Arrigo Barnabé, que a obra de Itamar Assumpção continua à frente do seu tempo. Em seguida, será a vez de Max de Castro, moderníssimo, relembrar o cancioneiro do pai, Wilson Simonal. Jards Macalé evocará o melhor da dupla imbatível que formou com Waly Salomão no terceito espetáculo da série. E, para encerrar ANJOS TORTOS, Chico César respingará as tintas inventivas de Torquato Neto na plateia do CCBB Rio – onde a série chega agora após uma bem sucedida passagem pelo CCBB Brasília, em setembro de 2011.
A proposta de cada show é de entremear os repertórios dos convidados, entre inéditas e sucessos, com clássicos dos homenageados. “A melhor maneira de compreender em qual medida a obra do homenageado influencia a criação dos músicos convidados é reunir ambas no mesmo palco, amarradas pelo mesmo roteiro. Tudo isso sem falar na alegria que será trazer novamente à cena parte do repertório desses anjos tortos extraordinários”, comenta a jornalista e escritora Monica Ramalho, curadora da série em parceria com a Baluarte Agência.
PROGRAMAÇÃO
Dias 15 e 16 de março (quinta e sexta), às 19h
NEGO DITO: QUE TAL O IMPOSSÍVEL?
Itamar Assumpção (1949-2003) continua no futuro, embora suas músicas irreverentes, bem humoradas e repletas de crítica social, gravadas nas décadas de 1980 e 1990, estejam sendo revisitadas por cantoras do nosso tempo, como Zélia Duncan e Mônica Salmaso. Itamar criou a Isca de Polícia em 1979 com o objetivo de ter uma banda sólida em seus discos e shows. E o bonito é ver que a Isca continua na ativa. Já Arrigo Barnabé fez, em 2006, um tributo ao parceiro em forma de disco. Isca e Arrigo se unem nesse show para cantar as obras majestosas desses mentores da Vanguarda Paulista.
Dias 17 e 18 de março (sábado e domingo), às 19h
PAÍS TROPICAL: SEI DE COR O AMOR QUE TENHO POR VOCÊ
Wilson Simonal (1938-2000) foi um dos artistas mais produtivos, conhecidos e bem pagos da música popular brasileira na década de 1960. Quando Max de Castro nasceu, em 1972, o pai já estava estigmatizado como informante dos militares, fato que nunca foi comprovado. Primeiro negro a apresentar sozinho um programa de tevê no país, Simonal incentivou a carreira dos seus garotos e Max já estreou com um álbum aclamado pela crítica. Será emocionante ver o filho cantar seus sucessos e os clássicos de Simonal, mostrando ao vivo todo o suingue que herdou do Rei da Pilantragem.
Dias 22 e 23 de março (quinta e sexta), às 19h
VAPOR BARATO: NÃO PRECISO DE GENTE QUE ME ORIENTE
Waly Salomão (1943-2003) provou que é possível ser livre e dar certo comercialmente. Tropicalista, o baiano dirigiu Gal Costa e produziu Cássia Eller em trabalhos memoráveis, permanece sendo regravado por estrelas, como Adriana Calcanhotto, e até venceu um Prêmio Jabuti. Jards Macalé (1943) dirigiu Maria Bethânia lá atrás e continua fazendo história. Em 2005, Macalé reuniu o melhor do cancioneiro da dupla no álbum ‘Real Grandeza’, um documento vivo da genialidade desses anjos tortos.
Dias 24 e 25 de março (sábado e domingo), às 19h
ANJO TORTO: DIZ AÍ COMO É QUE É
Torquato Neto (1944-1972) se autodenominava um anjo torto, inspirado nos versos de Drummond. Poeta, jornalista, letrista e ligado à contracultura: suas habilidades eram tantas que o colocaram, com folga, na proa do Tropicalismo levado adiante pelos seus parceiros Caetano Veloso e Gilberto Gil. Torquato disse adeus cedo demais, aos 28 anos, antes de ver a chegada do “pop genuinamente brasileiro” com o qual tanto sonhava e que é tão bem defendido por Chico César (1964). Será mágico presenciar outra vez – a série passou pelo CCBB Brasília, em 2011 – o encontro das tintas inventivas desses dois filhos do Nordeste.
ANJOS TORTOS, A MPB GAUCHE NA VIDA
ONDE: Teatro III do CCBB Rio (Rua Primeiro de Março, 66, Centro do Rio), com 128 lugares. Informações: (21) 3808.2020.
QUANDO: de 15 a 25 de março de 2012, de quinta a domingo, sempre às 19h.
QUANTO: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada válida para estudantes, professores, maiores de 60 anos e clientes BB). A venda antecipada de ingressos para cada semana inicia-se no domingo da semana anterior, restrita a quatro bilhetes por pessoa.
A BILHETERIA DO CCBB RIO funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
ETCÉTERA: A duração dos shows é de 90 minutos, aproximadamente. Não recomendado para menores de 14 anos.
Assessoria de Imprensa do CCBB Rio
Sueli Voltarelli – (21) 3808.2323
[email protected]
www.bb.com.br
Assessoria de imprensa da série
BELMIRA COMUNICAÇÃO
Monica Ramalho (21) 9163.0840 / 2535.7963
[email protected]
Após passar por uma recente e bem sucedida cirurgia na coluna, Elza Soares já está com tudo em cima para brincar o Carnaval 2012. A cantora será a grande homenageada da Unidos do Cabuçu (do Grupo C, sediada no Lins do Vasconcelos), com o enredo ‘A Cabuçu dá a Elza na Avenida’ e do bloco Acadêmicos do Vidigal (que desfila nas ruas do Leblon), com o enredo ‘My name is now’, criado pela própria cantora. Entusiasmada com os confetes e as serpentinas da festa mais democrática do país, Elza foi convidada e será destaque em três escolas de samba, duas do Rio de Janeiro e uma de São Paulo. Por enquanto, a agenda da nossa ilustre foliã está assim:
- Na madrugada de sexta, dia 17, a cantora desfila no carro ‘Mulheres que brilham’, da paulistana Vai Vai.
- Na madrugada de sábado, dia 18, estará no carro ‘Amigos de Dona Ivone Lara’, do Império Serrano.
- Na madrugada de domingo, dia 19 de fevereiro, ela vai ser destaque na Marquês de Sapucaí a bordo do carro ‘O morro’, da Mocidade Independente de Padre Miguel.
- Quando o dia clarear, Elza vai dar o ar de sua graça no Leblon, como enredo do bloco Acadêmicos do Vidigal.
- Ainda no domingo, Elza Soares atravessará a Estrada Intendente Magalhães, em Vila Valqueire, como enredo da Unidos do Cabuçu.
Os planos para 2012 incluem disco e turnê novíssimos, feitos em parceria com um coletivo de música, encabeçado pelos DJs Ricardo Muralha e Bruno Queiroz. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação. Em breve, mais Elza Soares para você!







